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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Concurso de Ideias: Ponte Pedonal no Forte da Casa


No âmbito da denominada requalificação ribeirinha da zona sul do concelho de Vila Franca de Xira, escreve a Câmara Municipal no seu site que prevê construir "ligações pedonais entre os quatro núcleos urbanos da Póvoa, Forte da Casa, Alverca do Ribatejo e Sobralinho e a respectiva zona ribeirinha, (...) pois é essencial nesta estratégia que em cada freguesia seja prevista, pelo menos, uma passagem superior sobre a via-férrea em direcção ao rio.

Nesta senda, a Câmara Municipal ao abrigo de um protocolo estabelecido com a Universidade Lusíada de Lisboa, através do Centro de Investigação em Território, Arquitectura e Design (CITAD), promove um concurso de ideias para a concretização de uma passagem superior pedonal na freguesia do Forte da Casa.

Como um dos papéis d'Os Amigos do Forte é divulgar todos assuntos relevantes para a vida da comunidade do Forte da Casa e concelho onde este se insere e fomentar a participação dos cidadãos, informamos que o calendário deste projecto se encontra definido nos termos da tabela infra, sendo que amanhã (dia 8 de Outubro), entre as 14h e 16h, no Auditório 4 da Universidade Lusíada em Lisboa, decorrerá uma sessão de esclarecimento aos interessados.

Para mais informações propomos a consulta da página do concurso deixando, desde já, alguns elementos relevantes:

- Mapa Resumo do Projecto;

- Regulamento;

- Vídeo da localização;

Inscrições e pedidos de esclarecimento 13 de Setembro a 8 de Outubro de 2010
Reunião com os técnicos da Câmara 8 de Outubro de 2010
Resposta aos pedidos de esclarecimento 11 a 15 de Outubro de 2010
Data de entrega das propostas do concurso de ideias 17 de Dezembro de 2010 (até às 17H30)
Publicação dos resultados da avaliação do júri 17 de Janeiro de 2011
Entrega de prémios e exposição em Vila Franca de Xira durante o mês de Fevereiro de 2011
Exposição na Universidade Lusíada de Lisboa durante o mês de Março de 2011
Devolução de trabalhos durante a 1.ª quinzena de Abril de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Concurso de Ideias Para Ponte Pedonal: Projecto Vencedor

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Conforme escrevemos há 4 meses atrás neste blogue (leia aqui a notícia publicada), foi desencadeado pela CMVFX e a Universidade Lusíada um concurso de ideias tendo em vista a projecção de uma passagem superior pedonal que ligue o Forte da Casa à zona ribeirinha.

Foram apresentadas diversas candidaturas, mas o júri acabou por considerar vencedor o projecto concebido pelos alunos Tiago Venda Morgado e Inês Malvar Matos de Sá, orientados pelos docentes Mestre Arqt.ª Florbela da Silva Gomes Ferreira e Eng. António Manuel Lopes da Costa Nunes Fonseca - vide imagem lateral desse projecto e clique aqui para ver imagens de outros projectos.

De acordo com a calendarização, segue-se agora uma fase de exposição de todos os trabalhos durante o mês de Fevereiro na CMVFX (a confirmar, daremos nota de mais pormenores) e durante o mês de Março na Universidade Lusíada.
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Nos termos do regulamento de concurso, "a Fundação Minerva convidará os professores que acompanharem a equipa vencedora, no sentido destes poderem vir a ser responsáveis pelo projecto de execução nos termos do Protocolo e da Adenda subscritos entre esta e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
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Logo que possível, traremos novidades sobre este assunto.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Admirável mundo de aves permanece inexplorado entre o Forte da Casa e Alverca


36073
«Pernilongos, alvéolas, galeirões, patos-reais, garças-reais ou andorinhas das chaminé s foram apenas algumas das muitas espécies de aves observadas na manhã d e sábado, 24 de Março, entre as zonas ribeirinhas do Forte da Casa e Alverca.

Ninguém diria que seria possível observar tantas espécies de aves quando os participantes num passeio se juntaram no Forte da Casa, Vila Franca de Xira. Mas depois de passar a linha de comboio em direção à zona ribeirinha é possível encontrar um verdadeiro paraíso para os amantes da observação de pássaros. Um grupo de 20 pessoas partiu à descoberta de um novo mundo que se esconde para lá dos prédios, na manhã de sábado, 24 de Março, numa iniciativa organizada pela associação cívica Os Amigos do Forte e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).
Munidos de binóculos e um guia das aves na mão, os participantes estavam pontualmente às 9h00 para dar início à atividade conhecida por “birdwatching” (observação de aves). Tirando os elementos da associação, os observadores são oriundos de Lisboa. Muitos já se conhecem de outras saídas promovidas pela SPEA na região. É essencial que estes grupos tenham poucos elementos para não assustar as aves que se pretendem observar. Numa pequena apresentação, a guia da SPEA, Joana Andrade, de Vila Franca de Xira, começa por explicar que a zona entre o Forte da Casa e Alverca está identificada como uma área muito importante para a observação de aves, especialmente para as aquáticas que passam o Inverno e nidificam nesta zona. Esta área é um dos últimos recantos naturais da zona norte do estuário do Tejo.
Sobe-se a um primeiro monte de terra e ajeitam-se os binóculos. O silêncio impera. Pernilongos, maçaricos, gaivotas e um pato-real são os primeiros a surgirem. Os observadores vão abrindo os guias para identificar as aves que acabaram de ver. Praticamente todos conseguem identificar sem dificuldade as espécies mais comuns. “É preciso muito treino para se ir tornando cada vez mais fácil a identificação. Os pormenores como o tamanho ou a cor das penas são importantes”, explica a bióloga Joana Marcelino, de 21 anos, de Bucelas, concelho de Loures que foi à actividade com a irmã. Jorge Marques, professor de piano, deixa escapar muito baixinho: “O desenho das penas das fêmeas do pato real é muito bonito”.
O passeio prossegue em direcção às salinas de Alverca. Os telescópios que são montados ajudam a ver ainda melhor as aves que se encontram a distâncias maiores. Joana Andrade quase não precisa de binóculos para identificar as aves. O desenho das asas, a cor ou o comportamento são suficientes para a profissional. A engenheira Julieta Marques, de Lisboa, é uma das mais entusiastas. Desde 2005 que vai treinando o olhar para identificar as várias espécies e garante que é algo “viciante”. “Os passeios são muito agradáveis, permitem-nos estar no meio da natureza e a beleza das aves é única”, explica, enquanto vai observando com os binóculos as aves que vão voando.
Jorge Marques ajuda a identificar um peneireiro. “É uma ave de rapina que se identifica pelo comportamento. É a única que faz estes movimentos”, explica enquanto aponta para a ave que bate as asas sem sair do local. No meio do percurso, os binóculos de todos os participantes surpreendem um outro observador, que está ao longe, escondido no meio da vegetação com um telescópio. Ninguém o conhece e o passeio prossegue. “A única coisa que é preciso para uma saída destas é levantar cedo. As pessoas têm de arranjar outras actividades que não passem só pelas idas ao centro comercial”, explica Margarita Pinto, uma médica espanhola que trabalha em Lisboa. O prazer de observar aves transmite, para a médica, uma paz de alma indescritível.
Se tivesse chovido, existiriam mais espécies nas salinas de Alverca. É com alguma desilusão que não se conseguem encontrar patos de bico vermelho. “Eles estão por perto”, nota Joana Andrade. Nem a chuva que começa a cair, impede todos de desbravar mais vegetação para tentar descobrir os ditos patos, mas nem sinal deles. O passeio que estava previsto terminar às 13h00 prolongou-se até às 14h00, sem que se desse pelo passar do tempo. Uma fuinha dos juncos, tão pequena que mal se vê de binóculos, proporciona um dos últimos bons momentos do dia, antes de começar a voar.
Amigos do Forte querem ver património natural aproveitado
A associação cívica Os Amigos do Forte que ajudaram a organizar o passeio juntamente com a SPEA gostariam de ver potenciado todo o património natural do concelho de Vila Franca de Xira. O presidente da associação, Eduardo Vicente gostaria que a zona fosse “protegida de quaisquer projectos urbanísticos” e acredita que se as pessoas conhecessem todo o potencial o valorizavam mais.
A Câmara de Vila Franca de Xira ao abrigo de um protocolo estabelecido com a Universidade Lusíada de Lisboa chegou a promover em 2010 um concurso de ideias para a concretização de uma passagem superior pedonal que ligasse o Forte da Casa à frente ribeirinha. Mas o projecto nunca andou para a frente. “As próprias pessoas do Forte da Casa estão de costas voltadas para a zona ribeirinha. Esta ponte pedonal traria certamente mais pessoas”, acrescenta Jorge Portijo. A associação acredita que existe no Forte da Casa uma potencial enorme para os turistas, a nível dos Fortes das Linhas de Torres e da observação de pássaros, que estão por explorar. Joana Andrade acredita que ainda não se construiu na zona por ser um espaço facilmente inundável e tem pena de ver as salinas de Alverca sem qualquer tipo de gestão ou manutenção.»
Fonte: Eduarda Sousa, jornal O Mirante, edição de 2012-03-29

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira: que futuro?


Publicamos aqui um estudo realizado pela nossa associação sobre o Orçamento Participativo no nosso munícipio, que conta já com três experiências, sobre a forma como tem sido implementado e os resultados dececionantes que têm vindo a ser alcançados.

Este estudo foi enviado ao Vereador Fernando Paulo, com competências nesta área de intervenção, e foi levado ao conhecimento do Presidente de Junta da nossa União de Freguesias.

Aproveitamos, na comunicação enviada ao primeiro visado, para perguntar sobre qual o destino dado às verbas destinadas à freguesia do Forte da Casa nos OP de 2012/2013 e de 2013/2014, não aplicadas por incumprimento do n.º mínimo de votantes e, por outro lado, para saber qual o critério adotado para executar de forma discricionária projetos noutras freguesias que igualmente não obtiveram o n.º de votos necessários (conforme regulamento aplicável).

Esperamos trazer mais novidades/atualizações em breve.


Eis o estudo:

Problemática

A opção de realizar o Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira conta já com três experiências realizadas – a última das quais no biénio em curso, 2013/2014 -, encontra-se já numa fase adiantada, próxima da execução dos projetos escolhidos.
Um instrumento que visa fomentar a participação e envolvimento dos cidadãos na gestão pública, é originário de experiências realizadas com sucesso no Brasil, tem-se disseminado com vários níveis de implementação e profundidade no nosso país.

Sendo certo que desconhecemos as metas que o anterior executivo de Vila Franca de Xira terá definido em termos de volume de participação, como sinteticamente veremos adiante, o fim a que se destina o instrumento em análise não tem sido alcançado, registando-se no nosso concelho uma indiferença esmagadora da população.
Considerando os dados respeitantes a essas experiências, suportados também nalguns dados daquelas que têm vindo a ser levadas a efeito no nosso país, entendemos ser o momento ideal para realizar um balanço da eficácia desta opção política de tornar participada a gestão pública no concelho de Vila Franca de Xira.

Nesse sentido e como ponto de partida para a análise e a discussão do tema em epígrafe, colocamos a seguinte questão: fará sentido insistir na utilização deste instrumento ou será que o problema não está no meio mas no modelo adotado e/ou na forma como está a ser implementado?

Análise
É conhecido o distanciamento cívico e político que os portugueses têm evidenciado nas últimas duas décadas, através das significativas e crescentes abstenções registadas nos diversos atos eleitorais. Sabe-se também que um mecanismo como orçamento participativo visa, entre outros importantes contributos, dar um impulso ao estreitamento da distância entre o Estado e o cidadão, os administradores e administrados, colocando os cidadãos e a comunidade como um todo no centro das decisões.
Segundo a associação In loco, a qual se tem dedicado a estudar em pormenor a aplicação deste instrumento no nosso país, sabemos que se objetivo maior não tem sido alcançado por esta via.
O problema da fraca adesão e envolvimento não é caso único em Vila Franca de Xira, pois as melhores experiências nacionais andam na casa dos 15% da população envolvida na votação em orçamentos participativos (por exemplo, no caso de Lisboa na última experiência a Câmara registou um envolvimento na casa dos 6%, ou seja, cerca de 30 000 pessoas).
No caso de Vila Franca o insucesso é mais evidente, com a melhor taxa de adesão ficar pelos 0,6% da população residente e a ser registada este ano (terceiro orçamento participativo realizado).
A tabela seguinte apresenta uma exposição comparativa do número de participantes, nas três edições realizadas, no total e num conjunto de cinco freguesias, bem como o peso das votações face ao total da população residente (136 000 hab.).

Freguesia
2011-2012
2012-2013
2013-2014
VFX
51
24
203
Póvoa
60
70
154
Alverca
44
43
83
Forte da Casa
-
3
10
Vialonga
8
8
100
TOTAL
163
422
770




Votação em % da População
0,1%
0,3%
0,6%



Algumas conclusões que podem ser retiradas destes dados:
  •   os votantes duplicaram de ano para ano, mas mantém-se abaixo dos 1 000;
  •   o processo envolveu sempre menos de 1% da população, tendo o melhor ano (por sinal o último) envolvido 0,6%;
  •   nas freguesias mais pequenas os resultados são dececionantes e até preocupantes. O caso do Forte da Casa, a par de outras pequenas freguesias aqui não referidas, fica na casa de uma dezena de votantes;
  •   a maioria das votações ficam abaixo do limiar mínimo de 50 votos definidos nas normas para os projetos avançarem. Por exemplo, no caso do Forte da Casa nenhum projeto foi concretizado, algo que se repetiu noutras pequenas freguesias, mas há exceções a esta regra (registou-se uma discriminação na aplicação da norma e nessa matéria o Forte da Casa ficou a perder)[1];
  •   os maiores centros urbanos (as três cidades do concelho) têm igualmente um envolvimento a toda a linha residual. Escassas dezenas de participantes, tendo em conta que Alverca e Póvoa têm cerca de 30 000 habitantes e Vila Franca cerca de 18 000.
  •   os resultados são ainda mais dececionantes se tivermos em conta que nos últimos dois orçamentos participativos a votação foi aberta a cidadãos não residentes no concelho, desde que com ele tivessem alguma relação.
Quanto ao valor afeto a este instrumento passou de 500 000€ no primeiro ano, para 1 000 000€ nos anos subsequentes, representando estes montantes 1,3% (2011), 3,9% (2012) e 3,3% (2013) do total das despesas de capital do município. Sabe-se que a percentagem máxima a nível nacional ronda os 6% e a média nos 2 a 3%, logo Vila Franca neste ponto não foge à média.
O valor atribuído passou de 3,65€ per capita em 2011-2012 para 7,30€ em 2012-2013 e assim se manteve no último orçamento participativo.


Conclusões


Chegados aqui, constatando-se que a CMVFX insistiu em 2013/2014 neste projeto dentro dos mesmo moldes e antes do eventual arranque da próxima edição (2014/2015), a nossa associação questiona se não seria mais útil parar analisar os resultados – com taxas de adesão sem expressão, abaixo da média já de si baixa –, e extrair conclusões sobre o que de errado está acontecer?
Parar não implica quanto a nós abandonar este instrumento, mas averiguar quais as variáveis que estão na base do insucesso e que soluções podem ser adotadas para o inverter.
Estará a forma de comunicação errada? Será o envolvimento dos cidadãos desadequado? Não estarão os munícipes identificados ou não acreditam nesta forma de participação na vida pública? Será necessário (re)construir primeiro o espírito de comunidade, para posteriormente emergir uma maior apego dos cidadãos à comunidade e obter outro retorno?
Há um conjunto de questões que poderão ser colocadas e certamente as respostas são diversas e responsabilidades repartidas, contudo entendemos que cabe à autarquia procurar reconfigurar o processo, adapta-lo de tal forma que os resultados sejam outros.
Consideramos existirem importantes falhas na forma e no processo de implementação, as quais estão a inquinar uma maior adesão (mesmo não esperando grandes volumes de participação), pelo que importa analisar e decifrar o que não funciona, corrigir e aplicar o instrumento reconfigurado, testando novamente e melhorando o que se revelar ainda errado.
Antes de apresentarmos um conjunto de propostas de melhoria, importa ainda referir que a adoção destes instrumentos não pode ser uma panaceia e simultaneamente, face à não aderência da população, servir de fundamento para não procurar envolver os cidadãos na tomada de decisão e tornar a gestão pública, de forma crescente, nas áreas onde é possível. 

Propostas de melhoria

1.     Ouvir o que têm a dizer os decisores-destinatários dos orçamentos (cidadãos), os órgãos autárquicos, estruturas partidárias e associações locais sobre as experiências realizadas;

2.     Aprender com as variáveis que determinam o menor sucesso do processo;

3.     Melhorar e diversificar a forma como se comunica o processo (por exemplo, aproveitar a relação com as associações e escolas como veículo).

4.     Credibilizar e criar confiança no processo, nomeadamente na concretização efetiva dos projetos (variável dependente). As pessoas devem ser levadas a acreditar que o processo é operacional;

5.     Alterar o modelo de participação de base individualista para uma base mais alargada (concertação/consenso das ideias e projetos) fomentando, por exemplo, a criação de grupos de trabalho de cidadãos em torno dos projetos que os acompanhem durante a fase de surgimento da ideia, estudo técnico e processo de votação. Mais participantes e participação, acompanhados de uma diminuição dos projetos em votação;

6.     Embora a web e o digital sejam boas apostas de suporte, o processo está demasiado sustentado nessa plataforma. Esta deve ser utilizada em sentido instrumental. Deve-se antes apostar na inter-relação de e com as comunidades, não cingindo esta ligação às sessões participativas iniciais onde se escolhem as áreas de intervenção. Entre outros, pode a CMVFX fomentar sessões posteriores de discussão de projetos em fase de estudo, discutir alterações, apresentar/explicar (ou dar condições aos proponentes e técnicos para o fazerem) junto da população os projetos a concurso;

7.     Melhorar a última fase do processo (implementação/execução) dos projetos para que o cidadão perceba de forma transparente e eficaz este processo, o calendário e o estado em que se encontra a execução;

8.     Concretizar os projetos aprovados num curto espaço de tempo, comunicar e envolver a população na colocação à disposição do bem ou serviço;

9.     Criar uma equipa independente das partes envolvidas (incluindo elementos dos órgãos autárquicos, técnicos das autarquias e cidadãos) que monitorize todo o processo, verificando o cumprimento das regras, apresentando soluções para questões imprevistas ou mediação de dissensões e cumprimento pleno de todas as fases;

10.  Apresentar um plano de aumento das verbas disponíveis, áreas e momentos de votação, em resultado e em proporção do interesse e envolvimento crescente da população nesta forma de gestão participada;

11.  Não sendo claro o destino das verbas não utilizadas, importa encontrar forma transparente de as recanalizar, nomeadamente com a realização de outras obras importantes da iniciativa da CMVFX ou Juntas ou, em alternativa, transportar (leia-se adicionar) esse valor para o orçamento participativo seguinte;

12.  Olhar para as experiências de nacionais e internacionais e colher ideias para melhor o seu modelo (benchmarking);

13.  O orçamento participativo é um importante instrumento de governação partilhada (democracia participativa), pelo que importa tomar medidas para evitar a sua instrumentalização política pelos executivos camarários.

Os orçamentos participativos só existem com os cidadãos, pois sem a sua participação não fazem sentido!



[1] Concretamente no respeita ao caso do Forte da Casa nas 3 edições já realizadas, a freguesia não foi contemplada na 1.ª edição e nas edições subsequentes apesar de ter sido incluída, os processos não registaram uma participação digna de registo e nessa decorrência a verba que se encontrava adstrita foi canalizada para algo que a população desconhece.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Resultados do Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira


Já são conhecidos os projetos vencedores no âmbito do Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira.


Em resumo podemos dizer que esta iniciativa fica marcada pela fraquíssima adesão da população. Ao todo em todas as freguesias e projetos foram apresentados cerca de 300 votos. Ou seja, 0,22% da população do município votou nesta iniciativa.

Os números são péssimos e dão que pensar ou, neste caso, são motivo para repensar a forma como se comunicam estas inicitivas e a forma como se procura envolver os cidadãos na gestão local, sabendo de antemão que os cidadãos se mantêm afastados da vida local e que as crises de vária ordem que vamos vivendo não facilitam esta tarefa.

No caso do Forte da Casa, da 1/2 dúzia de ideias apresentadas a Câmara Municipal decidiu que apenas uma delas reunia as condições de exequibilidade e mesmo essa foi radicalmente alterada. Apesar de existir apenas um projeto a Câmara decidiu levá-lo a concurso. O resultado foi de 3 votos!!!