terça-feira, 11 de novembro de 2008

“Rota Histórica das Linhas de Torres” - Inauguração do Circuito da Enxara

No próximo dia 22 de Novembro, assinala-se a abertura ao público do primeiro circuito (da Enxara) de visita no âmbito da “Rota Histórica das Linhas de Torres”, integrando três locais na freguesia da Enxara do Bispo. Participe nas visitas guiadas gratuitas, organizadas pela Câmara Municipal de Mafra.

Local de concentração dos participantes
Serra do Socorro (ligação gratuita em autocarro, ida e volta, aos Fortes da Enxara)

Horários do início das visitas
11H45; 14H30; 15H00; 15H30


«Nos inícios do século XIX, toda a Europa está em guerra… Em Portugal, na sequência da segunda campanha de invasões napoleónicas, o duque de Wellington tece uma estratégia defensiva que previa a construção de três linhas de redutos, armados de peças de artilharia, reforçando os obstáculos naturais entre o Tejo e o Oceano Atlântico. O trabalho decorreu em segredo absoluto: sob o comando inglês, milhares e milhares de camponeses portugueses trabalharam na construção de 152 fortes. O empreendimento resultou na derrota francesa.

Passados dois séculos, restam os vestígios materiais destes confrontos, dispersos pelos Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Os referidos municípios encontram-se agregados na Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres que promove o projecto “Rota Histórica das Linhas de Torres”, financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega, através do Mecanismo Financeiro do Espaço Europeu. Este projecto inclui não só a recuperação de cerca de três dezenas de redutos, como também a realização de acções de divulgação e animação, estruturando uma rota turístico-cultural.

Com a abertura do Circuito da Enxara, disponibilizam-se à fruição do público os primeiros locais de visita, nomeadamente:

Serra do Socorro (Povoado pré-histórico, Ermida Manuelina, Estação de Sinais da 3.ª Invasão Francesa) - No espaço onde foi implantado o posto central de comunicações do exército anglo-luso, permitindo a transmissão de mensagens com grande rapidez ao longo das linhas, pode visitar o provável local onde se encontrava o telégrafo, observar a sua réplica e ainda visitar o Centro de Interpretação (para saber mais sobre a história milenar da Serra do Socorro e os sistemas de comunicação utilizados durante as Invasões Francesas).

Fortes da Enxara (obras 28 e 29) - Nestes redutos situados entre a Enxara do Bispo e a Enxara dos Cavaleiros, tendo como objectivo estratégico a defesa da estrada Torres Vedras – Montachique, apoiando o Quartel-general de Lord Wellington (Pêro Negro), pode observar a tipologia arquitectónica e compreender o sistema defensivo».

Nota: a informação aqui disponibilizada foi colhida no sítio electrónico da Câmara Municipal de Mafra (http://www.cm-mafra.pt/cultura/noticia.asp?noticia=1126).

Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa


Informam-se todos associados e demais interessados que se realiza no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, nos dias 20 a 22 de Novembro, o «Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa».

Este seminário está aberto ao público em geral, mediante inscrição, podendo obter mais informações em: www.cm-arruda.pt/seminariolinhastorres.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cidadania Activa

Enquanto cidadãos temos o direito e dever de participar activamente na vida pública das comunidades onde nos inserimos. Esse dever não se esgota com a ida às urnas, não se resume, ou pelo menos não se deve resumir à mera eleição de órgãos representativos, nem tão pouco a actividades do aparelho partidário.

Por outras palavras, o cidadão não deve perder-se confortavelmente nos sofás da ataraxia, à espera que durante os curtos períodos duração dos mandatos os eleitos legislativos, autárquicos ou regionais resolvam, como por magia, os problemas que nos assolam, e que estruturem o nosso futuro de forma autónoma. Pede-se antes uma atitude pró-activa, quer esta seja ou não solicitada/desejada.
Em suma, o que se pretende é que os eleitos públicos governem com e para as pessoas.
Paralelamente, não devemos esperar pelas eleições subsequentes para “julgar” o desempenho daqueles que nos governam, e que por vezes até elegemos, num sistema óptimo deve haver um fluxo contínuo e recíproco entre os eleitos e representados. Os primeiros deverão actuar de forma clara, transparente e aberta, enquanto que os segundos deverão ser chamados a pronunciar-se sobre as decisões estruturantes, aquelas que afectem significativamente a comunidade, nomeadamente com recurso a instrumentos como o referendo, discussões públicas, fóruns de discussão, audição permanente das diversas associações cívicas e dos problemas e opiniões do cidadão.
É neste âmbito que nascem os «Amigos do Forte». Na sua missão podemos identificar o claro intuito de preservação e respeito pelo passado/identidade, e de projecção conjugada no presente na certeza de garantir um futuro melhor, com mais e melhor qualidade de vida e bem-estar.
A fechar, num momento em que a cidadania activa parece despertar entre nós, este espaço livre de barreiras físicas ou burocráticas intransponíveis, de promoção de uma participação atenta, informada e tempestiva é o corolário do caminho trilhado, do espírito que está na génese deste movimento/associação, corresponde aos anseios e é, mais profundamente, uma homenagem a quem o/a idealizou.

domingo, 8 de junho de 2008

Bem Vindos

Fruto das preocupações relacionadas com a preservação e recuperação do património histórico e cultural existente na vila do forte da Casa bem como da necessidade de assumir uma atenção particular às questões ambientais e da qualidade de vida da população através da intervenção cívica quer em eventos públicos quer em reuniões publicas autárquicas, um conjunto de cidadãos entendeu por bem levar por diante aquele objectivo através da constituição da Associação Cívica "Os Amigos do Forte", fundada em 17 de Janeiro de 2004.

Houve no entanto um período anterior a esta data, desde o ano 2000, em que se desenvolveu todo um trabalho preparatório que proporcionou tal concretização.
Assim a promoção do direito da cidadania, que proporciona a intervenção e influência dos cidadãos na decisão dos órgãos do poder politico, que a todos diz respeito, constitui uma premissa que está na base da nossa constituição, independente em relação a partidos políticos e órgãos do poder.

Com efeito a premissa de independência em relação às instituições referidas, constituem o mote para que a associação seja um espaço aberto ao debate democrático, dos diversos pontos de vista sobre as questões à volta das quais nos debrucemos.

Só através do exercício de uma cidadania activa a sociedade pode perseguir a procura das soluções, que melhor respondam aos anseios dos cidadãos.

Os sócios fundadores desejam que este espaço contribua para esse desígnio.