
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Olhar As Linhas de Torres

quarta-feira, 3 de junho de 2009
Reportagem Fotográfica à Freguesia do Forte da Casa: "Pontos Negros"
Esperamos, mais profundamente, com esta atitude contribuir construtivamente para resolução destes (os identificados) pequenos grandes problemas que nos assolam. Problemas esses, não raras vezes de fácil e rápida resolução e, mais ainda, cuja resolução é largamente apreciada pelos cidadãos. Não nos pretendemos refugiar na crítica negativa e destrutiva, que todos os males aponta e poucos ou nenhum elemento positivo descortina na gestão da vida comunitária da autarquia.
Após um pequeno périplo pela freguesia do Forte da Casa saltaram à vista inúmeros motivos de "reportagem". Muitas mais imagens poderiam ter sido transportadas até aqui, trazemos todavia aquelas que nos parece mais importante destacar por ora e cujos problemas poderão, como ficou dito, ter resolução facilitada.
1. Em primeiro lugar, cumpre denunciar a localização dos caixotes do lixo (em muitos casos, ainda não definitivamente arrumados em ilhas ecológicas, que não são mais do que reservatórios subterrâneos), localizados sobre os passeios ou mesmo na via pública prejudicando no primeiro caso a circulação dos peões (pessoas com incapacidades de diversa ordem incluídas) atirando-os mesmo para via pública ou, por outro lado, dificultando a tarefa de circulação e estacionamento automóvel. São também visíveis os indesejados efeitos estéticos e de salubridade.
As imagens apresentadas são da Rua da República, da Rua Capitão Salgueiro Maia e da urbanização Courela do Curral.
Se é verdade que estes pontos são fundamentais na recolha de resíduos sólidos e na reciclagem de materiais, é igualmente importante localizá-los de forma inteligente, ordenada, respeitadora das normas aplicáveis e até do elemento estético (tem-se a sensação que a freguesia anda a várias velocidades, em determinadas zonas já existem as chamadas "ilhas ecológicas", enquanto que noutras por e simplesmente o lixo caí dos caixotes largados ao abandono em plena via pública).
2. Importa também destacar o estacionamento abusivo e desordenado em cima dos passeios que abunda pela nossa freguesia. A falta de civismo em alguns casos está na origem desta situação (dado que muitos dos concidadãos, tendo alternativa viável, não abdicam de ter o seu carro a poucos metros da entrada das suas habitações violando as normas e desrespeitando os demais) contudo, na maior parte das vezes, não existe outra solução senão recorrer ao espaço que normalmente está destinado aos peões.
As imagens ilustram o estacionamento na Rua António Gedeão; na Rua da Escola; depois mais duas da Rua da República; e for fim, da Rua Alves Redol (mercado).
Face à realidade vigente, que não é muito diferente da de outros municípios e freguesias, cabe às autarquias: procurar alternativas viáveis ao estacionamento abusivo; reordenar o espaço; procurar não cair nos mesmos erros do passado em urbanizações presentes e futuras (algo que infelizmente ainda não acontece); desincentivar ou impedir mesmo o estacionamento nos passeios (este acto não pode ter como desculpa a não existência de outras soluções); sensibilizar, responsabilizar os cidadãos pelo seu comportamento incorrecto e estimulá-los a eles próprios utilizarem alternativas ao seu alcance (por exemplo, utilizar o espaços destinados em muitos imóveis a parqueamento ou garagem para esse fim e não ocupar o lugar que pode ser utilizado por quem não tem essa possibilidade).
3. Não poderíamos deixar de tocar na deficiente sinalização das vias que cruzam a vila. Damos aqui dois exemplos deste tipo:
As imagens são da Rua 25 de Abril e da Rua da República.
Estamos nestes casos perante uma paragem que coincide com uma passadeira, um sinal de informação de passadeira que para além de estar em cima da passadeira, perturba mesmo a travessia dos peões que nela queiram atravessar. A última imagem, ainda da mesma passagem de peões, deixa a descoberto a solução errada que se adoptou em termos de arremate e escoamento de águas (a solução foi implementada há cerca de 1/2 meses e partes da estrutura já não se encontram no local, têm inclusive originado danos nas viaturas e são perigosas para a integridade física das pessoas). Uma breve nota sobre as diferentes tentativas de se encontrar a solução ideal para uma passagem de peões: todas elas têm sido estéreis; embora se tenha melhorado, este formato de passadeiras continua a não estar de acordo com as normas aplicáveis.
Convidamos os responsáveis a rever toda a sinalização da freguesia, dado são diferentes as lacunas, erros e imprecisões que poderão encontrar.
(Continua..)
(continuação) Reportagem Fotográfica à Freguesia do Forte da Casa: "Pontos Negros"
Começando pelo depósito de resíduos e entulho, as figuras 1, 2 e 3 (da esquerda para direita temos uma imagem do topo do "monte" do Forte da Casa, junto a
Ainda no que diz respeito à intercepção da Rua 11 de Março com a Rua Alves Redol e ainda na extensão que vai até ao mercado, parece ser esta área uma zona menos nobre, uma espécie de traseiras da freguesia, de vazadouro de toda espécie (ou não fosse por aqui que a maior parte das águas pluviais são naturalmente encaminhadas) e onde não parece existir interesse em melhorar, um aparente descrédito que, diga-se, foi ligeiramente colmatado pela criação de uma zona verde nas imediações (a chamada 2.ª fase do “parque urbano” nas traseiras da Rua Alves Redol que, como todos nós sabemos, não é mais do que o aproveitamento dos espaços por onde passa a conduta de abastecimento de água dos concelhos a jusante e onde não é possível edificar). A última imagem, bem como as seguintes, falam por si…
No entanto, a requalificação (referida no parágrafo anterior) das traseiras da Rua Alves Redol parece ter-se cingido mesmo aos locais de atravessamento da conduta de água. Para quando a requalificação e reconversão das traseiras (que inicialmente seria a entrada principal) do Pavilhão Polidesportivo que se encontra completamente abandonada há pelo menos 15 anos? Vejamos as imagens…
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Recriação Histórica - “O Exército Napoleónico em Mafra. Um Convento Ocupado (1808)”
Na senda de outras iniciativas de grande qualidade, a Câmara Municipal Mafra (que integra a "Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres") organiza mais uma Recriação Histórica no próximo dia 21 de Junho, entre as 14:00 e as 16.30, no Palácio Nacional de Mafra, com entrada gratuita para o público em geral, sobre a presença do exército napoleónico por essas terras, bem como a ocupação do convento existente naquela época por estes invasores. "Serão recriados episódios desta ocupação com o povo de Mafra, os frades que ocupavam o convento e o exército francês. Mais de cem participantes (actores e voluntários) irão constituir 19 cenas.
Entre 8 de Dezembro de 1807 e Agosto de 1808, Mafra transformou-se no Quartel-general da 2.ª Divisão do Exército Napoleónico, sob a liderança de Henri-Louis Loison, também conhecido como “o maneta”. Foi o único momento da história centenária do Monumento de Mafra em que a bandeira portuguesa foi trocada pela francesa" (informação constante no sítio electrónico http://www.cm-mafra.pt/cultura/noticia.asp?noticia=1245).
Aconselhamos vivamente a presença de todos.
Aproveitamos a oportunidade para destacar e saudar o papel deste município na organização de eventos destinados a este tema (quer em número, como em qualidade), que não tem encontrado eco ao nível dos restantes municípios.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
VISITAS GUIADAS ao Circuito da Enxara (Mafra)
O Circuito da Enxara encontra-se integrado na Rota Histórica das Linhas de Torres: iniciativa de âmbito intermunicipal, que visa investigar, valorizar e divulgar o património histórico das Linhas de Torres.
São disponibilizadas visitas guiadas as vários elementos que integram o referido circuito:
- Serra do Socorro – Observatório de paisagem; buraco de poste musealizado; Centro Interpretativo dedicado à temática das Linhas de Torres; e Telégrafo (este será apenas montado, caso as condições meteorológicas o permitam);
- Fortes – Visita ao Forte Grande (28) e Forte Pequeno. Os redutos 28 e 29 encontram-se situados ente a 1.ª e 2.ª Linhas, tendo como objectivo estratégico central a defesa da estrada Torres – Montachique, como apoio ao Quartel-General de Wellington em Pêro Negro.
A entrada é livre, mediante marcação prévia através do telef.: 261 819 711; e-mail: arqueologia@cm-mafra.pt; ou da seguinte ficha de inscrição: http://www.cm-mafra.pt/cultura/formvisitas_insc.asp
sexta-feira, 27 de março de 2009
O mouchão da Póvoa, no Tejo, está à venda na internet por cerca de 240 milhões de euros.
É igualmente referido que "os poderes central e local estão empenhados no desenvolvimento da ilha" e que "as negociações para futuros desenvolvimentos estão em fase inicial" e, por tal, o projecto pode ser modificado "muito facilmente".
O mouchão da Póvoa é uma extensa ilha no estuário do Tejo, de propriedade da imobiliária Agrupol S.A., que tem conhecimento desta venda na internet e de uma informação recente de que empresários de origem árabe estariam interessados em investir no mouchão.
"Um dos proprietários de um grupo inglês [que tentou negociar a compra do mouchão] tem ligação a um empresário casado com uma descendente árabe", grupo esse que "tem ligação com a Private Islands", disse fonte da Agrupol S.A.
Neste sentido, a mesma fonte disse ainda à Lusa que "o grupo inglês ficou na posse de alguns elementos que permitiam colocar o mouchão à venda", mas garantiu que "nunca" será vendido por esse valor, salientando a "palavra final" dos proprietários.»
Fonte: Diário Económico (http://economico.sapo.pt/noticias/empresa-vende-ilha-no-tejo-por-240-milhoes_6724.html)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
5º Aniversário - Circuito da Enxara
A visita ao Centro Interpretativo e à Ermida de Nossa Senhora do Socorro.
Local onde se encontra a réplica do Telégrafo.
Assim, um até breve!
domingo, 4 de janeiro de 2009
5º Aniversário
Caros Associados,Como é do conhecimento de todos, no próximo dia 17 de Janeiro, a nossa associação comemora o seu 5º aniversário.
Neste sentido, a direcção preparou um programa, que nos levará a visitar o recém inaugurado circuito da Enxara, e o Centro Interpretativo da Serra do Socorro.
Apelamos a que a vossa participação seja confirmada o mais atempadamente possível, com a indicação do número de pessoas, que vos acompanham e se farão parte do almoço de aniversário.
Em relação ao transporte, a direcção está a efectuar contactos de modo a ser possível a existência de um transporte colectiva, mas nesta fase ainda não temos confirmação. Deste modo apelamos à solidariedade dos associados para a possível necessidade de cada associado assegurar o seu transporte. De qualquer das formas no encontro no Largo do Forte, poderá existir sempre lugares vagos em algumas viaturas.
Saudações associativas
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Nota de Imprensa - Jornada sobre o património
Na verdade existindo nesta vila ainda os vestígios de cinco fortificações, entendemos que não podemos passar ao lado da recuperação e preservação deste importante espólio.
Nesse sentido convidamos a vereadora Conceição Santos e a Dr.ª Graça Nunes da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para nos dar conta do conteúdo dessa plataforma da qual fazem também parte os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Sobral de Monte Agraço, Mafra e Torres Vedras.
Na expectativa de que a anunciada recuperação do forte 38 designado de Forte da Casa, donde advém a designação da vila, se venha finalmente a concretizar já que consta do plano de recuperação de um conjunto de outros redutos dispersos ao longo das Linhas de Torres. E estando previsto neste mesmo local a implementação de um Centro Interpretativo, esperamos que o projecto de requalificação da envolvente venha proporcionar a dignificação adequada ao local e devolver à população um espaço pelo qual à diversos anos se espera que constitua um local de referência na vila e no concelho.
Por outro lado, não sendo as restantes fortificações existentes contempladas por este projecto, não deixaremos de junto da Câmara ou de outras entidades ligadas a esta matéria reclamar pela devida protecção, preservação e recuperação das mesmas, tendo em conta que os valores culturais ligados ao património não podem ser encarados como questões de permanente adiamento.
Lamentamos por isso mesmo que nenhuma das fortificações existentes no Forte da Casa, não se encontre em vias de classificação por parte do IPPAR, para imóvel de interesse público.
Até 2010, ponto alto das comemorações do bicentenário das Linhas de Torres é tempo de os cidadãos se informarem, participarem e intervirem de forma activa nos diversos concelhos onde estes vestígios existem, para que este legado de um tempo que trouxe importantes transformações ao mundo e ao nosso país, não se perca na indiferença da ignorância, para além da homenagem devida aos milhares de camponeses e outros elementos do povo que pereceram na sua construção.
Não podemos deixar de realçar que no dia seguinte à realização desta jornada foi inaugurado o 1º circuito da Rota Histórica das Linhas de Torres (Circuito da Enxara), do centro interpretativo da Serra do Socorro, e da colocação à disposição por parte das populações dos fortes 28 (Forte Grande) e 29 (Forte Pequeno) no concelho de Mafra.
Esperamos pela hora, em que veremos o mesmo tratamento ao património do concelho de Vila Franca de Xira e no caso particular do Forte da Casa.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Jornada sobre o património

Estará presente a nosso convite, a vereadora Drª Maria da Conceição Nunes responsável pelo património e museus da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que dará conta do conteúdo dessa plataforma.
Porque entendemos que a melhor forma de preservar o património, é o de partilhá-lo com os cidadâos, promoveremos ainda, nesta ocasião um debate sobre esta questão.
Assim sendo, esperamos contar com a vossa companhia, neste dia, em que talvez possamos no final sentir que estamos mais esclarecidos sobre o que foi, está e será feito, na recuperação de um património inestimável.