domingo, 27 de junho de 2010

Cavaco Silva exalta a força patriótica dos portugueses de há 200 Anos

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Em Sobral de Monte Agraço o Presidente da República lembrou que os portugueses que há 200 anos derrotaram as tropas francesas nas Linhas de Torres Vedras dão “coragem” aos portugueses para enfrentar o momento actual do país. “Senti um certo orgulho por estes portugueses que deram um contributo decisivo para a derrota dos exércitos napoleónicos porque foi aqui que começou a derrocada do império de Napoleão e isso dá-nos coragem para enfrentar o momento actual”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas.
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Recordou ainda que não só os militares, como também muitos camponeses que pegaram em armas “garantiram a independência nacional”, uma vez que as Linhas de Torres Vedras contribuíram para a derrota dos exércitos franceses e para “o fim de uma Europa dominada pela força” de Napoleão Bonaparte.

Neste sentido, declarou que ”é importante conhecer a história da Guerra Peninsular e, em particular, o papel que as Linhas de Torres desempenharam na contenção do invasor”. Ao evocar a “capacidade de resistência e de sofrimento dos portugueses”, o Presidente da República disse ainda: “importa que tenhamos também a coragem da constância, a capacidade de manter firme e duradouramente uma posição que seja indispensável à construção de um Portugal melhor”.

Fonte: jornal Público

sábado, 26 de junho de 2010

Cavaco Silva inaugura hoje, no Sobral de Monte Agraço, 4 fortes recuperados

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O jornal Público noticia hoje que:

«Cavaco Silva vai inaugurar o Circuito do Alqueidão, composto pelos fortes Novo, do Alqueidão, do Simplício, do Machado e ainda por uma zona de apoio aos visitantes, além dos acessos entre os fortes que foram recuperados.

O vereador do Turismo da câmara do Sobral de Monte Agraço explicou que foram investidos nos últimos anos quinhentos mil euros na reabilitação de acessos aos fortes, escavações arqueológicas e em obras de consolidação dos fortes, para tornar o circuito visitável.

O forte do Alqueidão é uma das principais 152 estruturas fortificadas construídas sob a orientação do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, com o intuito de defender Lisboa das tropas napoleónicas.

As escavações arqueológicas aí efectuadas permitiram aos arqueólogos descobrir o Quartel do Governador, um paiol e uma estrutura de armazenamento de armamento, que os levou a concluir que o forte foi usado como posto de comando do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas, durante as invasões francesas.

Já identificado na cartografia, o chamado Quartel do Governador foi pela primeira vez escavado na totalidade e os arqueólogos acreditam tratar-se do posto de comando das Linhas de Torres Vedras do general Wellington, que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

“Estrategicamente era um ponto muito importante dentro do forte e tinha acesso visual privilegiado em relação à maior parte dos paióis [zona de armazenamento do material de guerra] e às posições de canhões das Linhas de Torres Vedras, por isso pode ter servido como posto de comando”, explicou o arqueólogo Artur Rocha.

A intervenção foi financiada na totalidade pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, que apoia a Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras, projecto que envolve os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira e que está em curso numa altura em que decorrem as comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras.»

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Cultura/cavaco-silva-inaugura-hoje-reabilitacao-de-quatro-fortes-com-duzentos-anos_1443797

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recriação Histórica - Forte do Zambujal (Mafra)

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O município de Mafra promove mais uma iniciativa relacionada com promoção e divulgação de do património histórico ligado às linhas de torres.

Trata-se de uma recriação histórica, que ocorrerá dia 20 de Junho (Domingo), pelas 16h, no Forte do Zambujal (em Mafra), sob o designação "
Vêm aí os franceses! A construção das Linhas de Torres (1810)".

Aproveite o Domingo em família para dar se cruzar com história, com mar e porque não com as tradições do Oeste!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os Diferentes Papéis do Indivíduo

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Como nós sabemos o indivíduo em sociedade envolve-se em diferentes tarefas, desenvolve várias actividades e deve contribuir, consoante as suas capacidades e possibilidades, para as questões que envolvem a sociedade e mais concretamente a(s) comunidade(s) onde se insere. Desempenha diferentes papéis na sua vida/no seu quotidiano, como sejam o de pai, filho, cônjuge, trabalhador, amigo, cidadão, empresário, serviço a favor da comunidade, entre outros.

É certo que, no nosso país, é genericamente dada prioridade à vertente profissional, familiar, amistosa, descurando muitas vezes o papel cívico ou o serviço a favor da comunidade.

Um dos mais nobres e importantes papéis é precisamente a participação nos assuntos da comunidade (de forma organizada ou não), sendo vulgar a invocação de dificuldades de participar (imputáveis ou próprias) e, por outro lado, é criada uma ilusão de que não é gratificante participar civicamente (devido à falta de adesão pelos responsáveis e comunidade às soluções/posições dos cidadãos ou à falta de contrapartidas financeiras ou similar).

Tendo determinado individuo uma vida com um bem-estar, disponibilidade e estabilidade aceitáveis não será imensamente gratificante o envolvimento, desinteressado do ponto de vista individual nos assuntos da comunidade? Não será isso importante para si, para a sua realização e desenvolvimento equilibrado (inclusive no respeita a outros papéis)? Não será esta uma forma de auto-realização pessoal?

Tal como alguns especialistas na área das ciências sociais, respondemos afirmativamente a estas questões. Esta participação seja inserida em grupos, movimentos, associações ou de carácter individual gera maior satisfação e realização pode inclusive, e ao longo da vida de um individuo, servir de equilíbrio quando outros papéis desempenhados não lhe trazem tanta satisfação, motivação ou prazer.

A participação no seio da(s) comunidade(s) em que cada um se insere é fundamental, principalmente em contexto de crise económica e financeira, bem como de (eminente) falência na prestação de determinados serviços e bens públicos por parte das instituições estatais, para-estatais ou outros assegurados por ONG's.

Participe, ajude, critique, reflicta e envolva-se, verá que se sentirá mais realizado e feliz, assim como viverá numa sociedade mais solidária, próspera e co-responsável.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rota Histórica das Linhas de Torres

Constítuida pelos Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, em Outubro de 2006, a Plataforma Intermunicipal dedicada ao tema das Linhas de Torres (PILT), cujos principais objectivos são a gestão integrada do conjunto patrimonial das denominadas Linhas de Torres, definindo critérios comuns e boas práticas, bem como a preparação das Comemorações do Bicentenário da Construção das Linhas de Torres, num projecto intermunicipal designado Rota Histórica das Linhas de Torres.

Esta Plataforma apresenta no seu sítio electrónico esta Rota como um "projecto integrado de salvaguarda, restauro e valorização das Linhas de Torres que consiste na recuperação parcial da parte mais significativa de um sistema de fortificações militares de campo, construído, na sua maioria, entre 1809 e 1810 para a defesa da cidade de Lisboa face às invasões do Exército Napoleónico durante a Guerra Peninsular (1807-1814).

Este sistema defensivo construído a norte da capital, entre o Tejo e o Atlântico tem vindo a afirmar-se como uma referência na arquitectura e estratégia militares da história europeia, pela sua extensão (85km), pelo número de fortificações (152), pela conjuntura que presidiu à sua edificação (envolvendo portugueses, ingleses e outros aliados europeus), e pela eficácia bélica alcançada pois determinou o início da derrota das tropas napoleónicas.

Terminada a sua utilidade estratégico-militar, este património cultural foi-se degradando ao longo do tempo, pelo que exige uma intervenção, ao nível da reabilitação e da valorização, que permita o seu usufruto por parte de todos quantos o visitam. A importância na preservação da identidade nacional faz destas obras militares um valioso recurso educativo para questões tão diversas como a cidadania, a defesa do ambiente e a história europeia.

A riqueza e singularidade do conjunto das Linhas de Torres, bem como o carácter identitário simbólico-afectivo que representa para o país, para a região e respectivas populações, levou a que estes seis Municípios, com realidades sociais, económicas, culturais e até territoriais diversas, se unissem na protecção, reabilitação e promoção de um bem cultural que é comum, que atravessa as fronteiras concelhias e as identidades regionais".

Visite o sítio electrónico da RHLT, descubra um dos períodos mais interessantes da história do nosso Portugal, sinta a necessidade de valorizar e visitar este património transversal a várias autarquias, onde se inclui o Forte da Casa e relativamente ao qual Os Amigos do Forte têm dedicado o seu empenho e trabalho.

sexta-feira, 26 de março de 2010

CMVFX promove ciclo de Debates sobre Qualidade de Vida e Desenvolvimento Sustentável

Iniciou-se no passado dia 19 de Março de 2010 e estender-se-á até ao dia 28 de Maio um ciclo de debates promovidos pela CMVFX, com o "objectivo de recolher, junto da população de todas as freguesias do Concelho, contributos para a implementação de acções e medidas que visem uma melhor qualidade de vida" no âmbito da Agenda 21 Local.
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Os Amigos do Forte não poderiam deixar de recordar que foi no longínquo dia 11 de Maio de 2005 que se deu inicio à criação e implementação da Agenda 21 Local e que até à data poucas são as medidas que têm vindo a efectivar-se neste âmbito e, por outro lado, aquelas que foram concretizadas têm reduzida relevância e/ou impacto no dia-a-dia e no futuro dos cidadãos.
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Para termos uma ideia da da diminuta dimensão das iniciativas concretizadas, no decurso deste período a CMVFX realizou as seguintes iniciativas: implementação de um circuito de um pequeno autocarro, adaptado a zonas estreitas (interior da cidade) que circulou praticamente vazio; a demonstração das potencialidades, durante 45 dias, de um autocarro movido a energia limpa junto de escolas e instituições de idosos; a não utilização por um dia e em determinadas zonas urbanas de veículos motorizados (Dia Europeu Sem Carros); a criação, aproveitando o programa POLIS, de um caminho pedonal e ciclável entre Alhandra e Vila Franca de Xira; a intenção de encorajar a transição para veículos menos poluentes e de desenvolver um plano de mobilidade urbana integrado e sustentável; e pouco mais.
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Caro cidadão encare, apesar de tudo, esta possibilidade como uma oportunidade para publicamente expor as suas ideias, as suas opiniões, para emitir juízo crítico sobre aquilo que tem sido e deveria ser feito e, bem assim, confrontar a CMVFX com essas críticas e propostas.
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A próxima sessão decorre hoje na freguesia do Forte da Casa, no Pavilhão Gimnodesportivo, e, tal como as restantes sessões, iniciar-se-á pelas 21 horas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Requalificação da Frente Ribeirinha (actualização)

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Aprovada a candidatura da CMVFX à atribuição de fundos comunitários (no âmbito do programa POLIS XXI) destinados à requalificação ribeirinha da zona sul do concelho, sem divulgação conhecida e à altura do evento, a Presidência da Câmara procedeu à apresentação do projecto ou projectos subjacentes, no dia 11 de Janeiro (Segunda-feira), no Palácio do Sobralinho, pensamos nós, perante o restante executivo, comunicação social e outros convidados.
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Para já e como é hábito as informações são escassas, Os Amigos do Forte para além das respostas que obtiveram ao requerimento apresentado em Agosto passado e os elementos publicados nos jornais Público, Vida Ribatejana e O Mirante de nada sabem - algo extensível à esmagadora maioria dos municípes.

Aguarda-se pela apresentação e/ou publicação junto dos cidadãos daquilo que concretamente se irá fazer e, como é claro, pela necessária discussão pública.
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Com base nos elementos disponíveis, ficamos com ideias genéricas do que se prevê fazer até 2013, ao longo de 7,5 Km's entre Alhandra e a Póvoa: urbanizar e criar pólos empresariais (dois dos maiores perigos e incoerências desta intervenção); criar parques urbanos; criar um centro de interpretação ambiental e observatório de aves no Forte da Casa; dotar a frente ribeirinha de um passeio que permita a mobilidade suave; criar um museu para a pesca avieira e outras equipamentos nesta área.
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Face à falta de informação, aos perigos que lhe estão subjacentes e à importância ambiental e estratégica desta área, é importante que os cidadãos, organizados ou não em movimentos cívicos, estejam atentos e se juntem aos Amigos do Forte e outras associações preocupadas com o futuro do nosso grande e um dos últimos reservatórios de esperança.
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Aproveitamos para aqui deixar, outras notícias publicadas neste blogue sobre este tema:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Parlamento inglês organiza cerimónia evocativa do bicentenário das Linhas de Torres

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Na linha e sequência de outras iniciativas oficialmente desencadeadas por entidades públicas lusas, que procuram destacar e comemorar II Centenário da construção das Linhas de Torres Vedras, o Parlamento inglês parece também não querer deixar passar em claro este importante período da nossa e sua história e da aliança que lhe está subjacente.

De acordo com uma notícia hoje publicada no sítio da Assembleia da República, «o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, participará, em Londres, no dia 18, numa cerimónia evocativa da efeméride, que tem lugar no Parlamento Britânico, organizada pelo All Party Parliamentary Group on Portugal e pelo All Party Parliamantary Group on Wargraves and Battlefield Heritage.

O Presidente da Assembleia da República vai encontrar-se com o Presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, e com a Presidente da Câmara dos Lordes, Baroness Hayman, deslocando-se ao Museu Wellington (Aspley House)».

Aproveite e leia algumas notícias publicadas na comunicação social sobre este assunto:

Assembleia da República Promove Cerimónia Evocativa da Construção dos Fortes e Redutos das Linhas de Torres

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Por intermédio de uma cerimónia evocativa promovida pela Comissão de Defesa Nacional, que integra a Assembleia da República, a construção dos Fortes e Redutos das Linhas de Torres (destinadas à defesa da 3.ª Invasão Francesa) foi mais uma vez lembrada e desta forma levada ao conhecimento de todos os interessados neste tema e período da história do nosso país.

Esta cerimónia decorreu no passado dia 11 de Janeiro do corrente, tendo contado com intervenções do Presidente da Assembleia da República, do Estado-Maior do Exército, historiadores e da Ordem dos Engenheiros. Com uma duração aproximada de 2 horas e transmissão em directo pelo canal Parlamento (AR TV), o vídeo desta sessão encontra-se disponível no site deste canal. Como tal, não poderiam Os Amigos do Forte deixar de o direccionar e sugerir que assista a esta brilhante cerimónia e documento histórico que o nosso Parlamento nos proporcionou (cliqui aqui para ver o video).

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Comemoração do 6º Aniversário

17 de Janeiro de 2009

O programa deste dia visa estabelecer a ligação entre a recuperação do património e a devolução do espaço urbano aos cidadãos por via da sua qualificação, bem como da fuição do Rio Tejo, que tão perto e tão longe se encontra da história e da vivência do quotidiano dos nossos concidadãos deste concelho de Vila Franca de Xira e em particular da vila do Forte da Casa.

Mais, o programa deste dia, visa concretamente lançar um alerta à reflexão e intervenção cívica que promova junto das entidades a quem cabe a responsabilidade de actuar, uma dinâmica activa (numa dupla perspectiva: preventiva e correctiva), em detrimento do persistente adiamento de acções prácticas que salvaguardam a sustentabilidade do território e meio ambiente onde vivemos.