segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Estagnação ou Retrocesso?

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O prémio Nobel da Economia em 2008, Paul Krugman, escreveu recentemente um artigo no The New York Times intitulado «Estados Unidos às escuras» (leia aqui a versão traduzida pelo Jornal i), sobre as dificuldades financeiras que alguns organismos públicos locais americanos têm vindo a atravessar, as quais os impossibilitam de manter bens ou serviços públicos essenciais.
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A situação é de tal modo grave e desesperante que, com algum pragmatismo à americana envolvido, alguns municípios optam mesmo por cortar um terço da iluminação pública ou despavimentar estradas (substituindo alcatrão por gravilha) pois não têm meios financeiros que permitam a sua manutenção.

No nosso caso, todos sabemos e sentimos as dificuldades que o país atravessa. Os cortes impostos pela disciplina orçamental comunitária e pela gravidade da situação financeira portuguesa, europeia e mundial, têm ocorrido em várias áreas da admnistração central do estado - segurança social, passando pela educação, saúde e obras públicas -, mas poderão essas dificuldades levar as nossas instituições públicas a cortar naquilo que é mais básico e essencial?
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Estará o cidadão preparado para a possibilidade de um dia a sua rua ser apenas iluminada por um terço dos candeeiros, a recolha do lixo passar a ser feita 2 em 2 dois dias, parte das estradas regressarem ao estado deploravél que tínhamos há 10/15 anos atrás ou por simplesmente deixarem de ser alcatroadas para passarem a ser de gravilha?
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Para já assistimos à emergência de novas condicionantes financeiras/de financiamento, à estagnação económica e da realização de novas obras/investimentos públicos, devendo ter-se presente que os últimos investimentos em obras públicas foram feitos à custa de parcerias público-privadas e outras engenharias financeiros similares que se edificam na derrapagem da despesa no tempo (investimento inicial feito por terceiros, com alguma partilha de risco), cujas consequências e forma de pagamento ainda não são totalmente conhecidas ou seguras.
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Se a ameaça de falência das famílias, das empresas e até (técnica) do próprio estado português é latente e nalguns casos de empresas e famílias seja evidente, porque não colocar a hipótese de a breve prazo, depois de termos cortado no investimento, termos de cortar a fundo na despesa corrente, de manutenção? Ou não fosse disso exemplo (o mais mediático) a possibilidade de demolir (para já) um estádio de futebol, construído a peso de ouro e com dinheiro de todos para um fugaz Euro 2004.
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Face a estas e outras premissas, porque não colocar a hipótese de desligar parte da iluminação pública? Ou deixar de manter determinadas estradas? Deixar de garantir determinadas bens ou serviços ao nível da educação básica?
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Esperemos que a viabilidade do nosso país passe pelo progresso, crescimento, pelo desenvolvimento harmonioso e sustentável, ao contrário de converter a estagnação em retrocesso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transporte Suaves

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O Conselho de Ministros aprovou (Despacho n.º 11125/2010) recentemente a constituição de um grupo de trabalho interministerial destinado à elaboração de um Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transporte Suaves, visando encontrar soluções de mobilidade que garantam maior sustentabilidade.
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Este grupo terá de apresentar resultados até ao final do ano. Esperemos que assim seja, pois o nosso país carece de uma orientação global que leve a uma aposta séria a este nível e que traga alguma uniformização nas soluções a adoptar.

Ambiente Para Jovens Europeus

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A Comissão Europeia, no que diz respeito ao Ambiente, tem no sítio electrónico oficial uma área dedicada aos mais novos, com informação interessante e até alguns jogos para passar um bom bocado e ao mesmo tempo apreender a valorizar e a respeitar o meio ambiente (carrega aqui para visitar).
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Aproveitem também os mais velhos para passar por lá!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Cidadão

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Para reflectir...

"Cidadão [é] aquele que participa nas decisões da comunidade política, aquele ora governa ora é governado, alguém que tanto difere do escravo (...) como do súbdito."

José Adelino Maltez
in Príncipios de Ciência Política: Introdução à Teoria Política (1996: 179).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Turismo na Reserva Natural do Estuário do Tejo

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A Reserva Natural do Estuário do Tejo (que conta com cerca de 14.000 hectares), um dos patrimónios mais ricos do país e da Europa no que diz respeito a zonas húmidas, de forma a aproveitar o seu potencial ambiental, será convertida numa atracção turística da região de Lisboa, pelo que diversas entidades públicas se encontram já a trabalhar num programa e calendário que visa abrir a reserva ao turismo sustentável (incluindo observação de aves, criação de circuitos e visitas de locais com elevado valor ambiental).

domingo, 27 de junho de 2010

Cavaco Silva exalta a força patriótica dos portugueses de há 200 Anos

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Em Sobral de Monte Agraço o Presidente da República lembrou que os portugueses que há 200 anos derrotaram as tropas francesas nas Linhas de Torres Vedras dão “coragem” aos portugueses para enfrentar o momento actual do país. “Senti um certo orgulho por estes portugueses que deram um contributo decisivo para a derrota dos exércitos napoleónicos porque foi aqui que começou a derrocada do império de Napoleão e isso dá-nos coragem para enfrentar o momento actual”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas.
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Recordou ainda que não só os militares, como também muitos camponeses que pegaram em armas “garantiram a independência nacional”, uma vez que as Linhas de Torres Vedras contribuíram para a derrota dos exércitos franceses e para “o fim de uma Europa dominada pela força” de Napoleão Bonaparte.

Neste sentido, declarou que ”é importante conhecer a história da Guerra Peninsular e, em particular, o papel que as Linhas de Torres desempenharam na contenção do invasor”. Ao evocar a “capacidade de resistência e de sofrimento dos portugueses”, o Presidente da República disse ainda: “importa que tenhamos também a coragem da constância, a capacidade de manter firme e duradouramente uma posição que seja indispensável à construção de um Portugal melhor”.

Fonte: jornal Público

sábado, 26 de junho de 2010

Cavaco Silva inaugura hoje, no Sobral de Monte Agraço, 4 fortes recuperados

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O jornal Público noticia hoje que:

«Cavaco Silva vai inaugurar o Circuito do Alqueidão, composto pelos fortes Novo, do Alqueidão, do Simplício, do Machado e ainda por uma zona de apoio aos visitantes, além dos acessos entre os fortes que foram recuperados.

O vereador do Turismo da câmara do Sobral de Monte Agraço explicou que foram investidos nos últimos anos quinhentos mil euros na reabilitação de acessos aos fortes, escavações arqueológicas e em obras de consolidação dos fortes, para tornar o circuito visitável.

O forte do Alqueidão é uma das principais 152 estruturas fortificadas construídas sob a orientação do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, com o intuito de defender Lisboa das tropas napoleónicas.

As escavações arqueológicas aí efectuadas permitiram aos arqueólogos descobrir o Quartel do Governador, um paiol e uma estrutura de armazenamento de armamento, que os levou a concluir que o forte foi usado como posto de comando do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas, durante as invasões francesas.

Já identificado na cartografia, o chamado Quartel do Governador foi pela primeira vez escavado na totalidade e os arqueólogos acreditam tratar-se do posto de comando das Linhas de Torres Vedras do general Wellington, que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

“Estrategicamente era um ponto muito importante dentro do forte e tinha acesso visual privilegiado em relação à maior parte dos paióis [zona de armazenamento do material de guerra] e às posições de canhões das Linhas de Torres Vedras, por isso pode ter servido como posto de comando”, explicou o arqueólogo Artur Rocha.

A intervenção foi financiada na totalidade pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, que apoia a Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras, projecto que envolve os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira e que está em curso numa altura em que decorrem as comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras.»

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Cultura/cavaco-silva-inaugura-hoje-reabilitacao-de-quatro-fortes-com-duzentos-anos_1443797

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recriação Histórica - Forte do Zambujal (Mafra)

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O município de Mafra promove mais uma iniciativa relacionada com promoção e divulgação de do património histórico ligado às linhas de torres.

Trata-se de uma recriação histórica, que ocorrerá dia 20 de Junho (Domingo), pelas 16h, no Forte do Zambujal (em Mafra), sob o designação "
Vêm aí os franceses! A construção das Linhas de Torres (1810)".

Aproveite o Domingo em família para dar se cruzar com história, com mar e porque não com as tradições do Oeste!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os Diferentes Papéis do Indivíduo

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Como nós sabemos o indivíduo em sociedade envolve-se em diferentes tarefas, desenvolve várias actividades e deve contribuir, consoante as suas capacidades e possibilidades, para as questões que envolvem a sociedade e mais concretamente a(s) comunidade(s) onde se insere. Desempenha diferentes papéis na sua vida/no seu quotidiano, como sejam o de pai, filho, cônjuge, trabalhador, amigo, cidadão, empresário, serviço a favor da comunidade, entre outros.

É certo que, no nosso país, é genericamente dada prioridade à vertente profissional, familiar, amistosa, descurando muitas vezes o papel cívico ou o serviço a favor da comunidade.

Um dos mais nobres e importantes papéis é precisamente a participação nos assuntos da comunidade (de forma organizada ou não), sendo vulgar a invocação de dificuldades de participar (imputáveis ou próprias) e, por outro lado, é criada uma ilusão de que não é gratificante participar civicamente (devido à falta de adesão pelos responsáveis e comunidade às soluções/posições dos cidadãos ou à falta de contrapartidas financeiras ou similar).

Tendo determinado individuo uma vida com um bem-estar, disponibilidade e estabilidade aceitáveis não será imensamente gratificante o envolvimento, desinteressado do ponto de vista individual nos assuntos da comunidade? Não será isso importante para si, para a sua realização e desenvolvimento equilibrado (inclusive no respeita a outros papéis)? Não será esta uma forma de auto-realização pessoal?

Tal como alguns especialistas na área das ciências sociais, respondemos afirmativamente a estas questões. Esta participação seja inserida em grupos, movimentos, associações ou de carácter individual gera maior satisfação e realização pode inclusive, e ao longo da vida de um individuo, servir de equilíbrio quando outros papéis desempenhados não lhe trazem tanta satisfação, motivação ou prazer.

A participação no seio da(s) comunidade(s) em que cada um se insere é fundamental, principalmente em contexto de crise económica e financeira, bem como de (eminente) falência na prestação de determinados serviços e bens públicos por parte das instituições estatais, para-estatais ou outros assegurados por ONG's.

Participe, ajude, critique, reflicta e envolva-se, verá que se sentirá mais realizado e feliz, assim como viverá numa sociedade mais solidária, próspera e co-responsável.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rota Histórica das Linhas de Torres

Constítuida pelos Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, em Outubro de 2006, a Plataforma Intermunicipal dedicada ao tema das Linhas de Torres (PILT), cujos principais objectivos são a gestão integrada do conjunto patrimonial das denominadas Linhas de Torres, definindo critérios comuns e boas práticas, bem como a preparação das Comemorações do Bicentenário da Construção das Linhas de Torres, num projecto intermunicipal designado Rota Histórica das Linhas de Torres.

Esta Plataforma apresenta no seu sítio electrónico esta Rota como um "projecto integrado de salvaguarda, restauro e valorização das Linhas de Torres que consiste na recuperação parcial da parte mais significativa de um sistema de fortificações militares de campo, construído, na sua maioria, entre 1809 e 1810 para a defesa da cidade de Lisboa face às invasões do Exército Napoleónico durante a Guerra Peninsular (1807-1814).

Este sistema defensivo construído a norte da capital, entre o Tejo e o Atlântico tem vindo a afirmar-se como uma referência na arquitectura e estratégia militares da história europeia, pela sua extensão (85km), pelo número de fortificações (152), pela conjuntura que presidiu à sua edificação (envolvendo portugueses, ingleses e outros aliados europeus), e pela eficácia bélica alcançada pois determinou o início da derrota das tropas napoleónicas.

Terminada a sua utilidade estratégico-militar, este património cultural foi-se degradando ao longo do tempo, pelo que exige uma intervenção, ao nível da reabilitação e da valorização, que permita o seu usufruto por parte de todos quantos o visitam. A importância na preservação da identidade nacional faz destas obras militares um valioso recurso educativo para questões tão diversas como a cidadania, a defesa do ambiente e a história europeia.

A riqueza e singularidade do conjunto das Linhas de Torres, bem como o carácter identitário simbólico-afectivo que representa para o país, para a região e respectivas populações, levou a que estes seis Municípios, com realidades sociais, económicas, culturais e até territoriais diversas, se unissem na protecção, reabilitação e promoção de um bem cultural que é comum, que atravessa as fronteiras concelhias e as identidades regionais".

Visite o sítio electrónico da RHLT, descubra um dos períodos mais interessantes da história do nosso Portugal, sinta a necessidade de valorizar e visitar este património transversal a várias autarquias, onde se inclui o Forte da Casa e relativamente ao qual Os Amigos do Forte têm dedicado o seu empenho e trabalho.