quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Recessão na Saúde: fortenses obrigados a recorrer a Alverca para receber cuidados de saúde

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Numa semana em que Vila Franca de Xira assistiu com toda a pompa e circunstância ao lançar da primeira pedra do novo Hospital de Vila Franca de Xira (uma necessidade antiga), na qual estiveram presentes o primeiro-ministro e ministra da saúde, as freguesias a sul do concelho receberam a notícia que o acesso aos cuidados de saúde dos cidadãos que ali residem irá ficar fortemente prejudicado pois, a partir do dia 01 de Setembro, os fregueses da Póvoa de Sta Iria, Forte da Casa, Vialonga e Alverca terão apenas disponível um centro de saúde para responder às urgências de saúde (o chamado atendimento complementar) ao fim-de-semana e durante a semana o centro da Póvoa de Sta Iria, que serve também o Forte da Casa e Vialonga, vê o seu horário de atendimento encurtado em 2 horas (passa atender das 17h às 20h) o que irá limitar o acesso a milhares de cidadãos que não terão assim possibilidade de ser atendidos.

A justificação apresentada pela directora do agrupamento dos serviços de saúde de Vila Franca de Xira passa desta vez pela falta de recursos humanos, mas poderia ser tão simplesmente por motivos de eficiência económica ou outros. Certo é que o cidadão tem um serviço de saúde cada vez de menor qualidade. Se é verdade que há cerca de uma década se dotou e investiu fortemente na construção de centros de saúde novos na maioria das freguesias concelhias, com maior capacidade e valências, nos últimos tempos temos vindo, alegadamente por falta de meios, a assistir ao progressivo decréscimo da manutenção dos serviços (capacidade instalada) e da qualidade que lhe está associada.
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Caso especialmente grave é o dos cidadãos do Forte da Casa, que há cerca de 3 anos deixaram de ter na sua freguesia urgências. Na altura, por questões de racionalização de meios foram obrigados a recorrer ao Centro da Póvoa de Sta Iria (o qual ficou assim a servir 3 freguesias; as referidas e Vialonga). Agora os cidadãos do Forte da Casa são novamente empurrados para outro centro de saúde, neste caso o de Alverca, que passa a responder às necessidades de 4 freguesias.
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Exmos senhores responsáveis da saúde deste país e das autarquias locais referidas, lembramos que as freguesias abrangidas representam cerca de 70% da população residente no concelho, num total que rondará os 83.000 habitantes.
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Não merecerão estes cidadãos outro serviço de saúde?
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Ficam os edifícios, as construções, os investimentos financeiros, perde-se progressivamente o serviço de saúde. Porquê? Porque não há médicos ou outros recursos humanos suficientes ou porque não há disponibilidades financeiras para manter tudo a funcionar.
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É tempo de apreender com os erros do passado, dos responsáveis políticos serem sérios no estabelecimento prioridades e na hora de investir. Onde estão as análises custo-beneficio, os estudos de viabilidade económica e finanaceira ou a avaliação dos custos de oportunidade?
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Parece que alguns responsáveis ainda não aprenderam ou não querem aprender com os erros do passado, pelo menos se considerarmos o exemplo da recentemente inaugurada piscina do Forte da Casa, a qual passa maior parte do tempo fechada. Sabe porquê? Pasmem-se os caros concidadãos, dizem os responsáveis políticos que não há procura! Resta saber em que estudos económicos se suportou a decisão de construir.
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Deixamos aqui algumas notícias publicadas na comunicação social:

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mafra avança com novas escavações arqueológicas (Forte da Feira)

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Se a memória não nos atraiçoa o município de Mafra avança com a 6.ª intervenção em obras ligadas ao património que o projecto de defesa da 3.ª Invasão Francesa lhe deixou como herança. Depois do "Circuito da Enxara" (o qual envolveu a recuperação das obras n.ºs 28, 29 e do telegrafo da Serra do Socorro), sucedeu-se a recuperação do Forte do Juncal e do Forte do Zambujal (n.º 95).
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Neste momento a C.M. de Mafra encontra-se a trabalhar no Forte da Feira (inserido na 2.ª linha defensiva), com a apoio de jovens em regime de ocupação dos tempos livres e com o apoio dos alunos da licenciatura, do mestrado e do doutoramento em arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - uma excelente ideia para as partes envolvidas.
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Não podemos deixar de saudar mais esta intervenção que, segundo a informação disponível não estava prevista em sede de plataforma de intermunicipal de recuperação das linhas de torres (rota histórica), o que vem demonstrar que este municipio aposta na preservação, valorização e promoção deste patrimómio, a par de uma aposta forte de divulgação e realização de diversas iniciativas que têm contado com a adesão do público em geral (recriações históricas, exposições e visitas acompanhadas).
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Parece-nos um exemplo a seguir por outros muncípios, que se encontram para já mais atrasados (esperamos nós!).

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Estagnação ou Retrocesso?

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O prémio Nobel da Economia em 2008, Paul Krugman, escreveu recentemente um artigo no The New York Times intitulado «Estados Unidos às escuras» (leia aqui a versão traduzida pelo Jornal i), sobre as dificuldades financeiras que alguns organismos públicos locais americanos têm vindo a atravessar, as quais os impossibilitam de manter bens ou serviços públicos essenciais.
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A situação é de tal modo grave e desesperante que, com algum pragmatismo à americana envolvido, alguns municípios optam mesmo por cortar um terço da iluminação pública ou despavimentar estradas (substituindo alcatrão por gravilha) pois não têm meios financeiros que permitam a sua manutenção.

No nosso caso, todos sabemos e sentimos as dificuldades que o país atravessa. Os cortes impostos pela disciplina orçamental comunitária e pela gravidade da situação financeira portuguesa, europeia e mundial, têm ocorrido em várias áreas da admnistração central do estado - segurança social, passando pela educação, saúde e obras públicas -, mas poderão essas dificuldades levar as nossas instituições públicas a cortar naquilo que é mais básico e essencial?
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Estará o cidadão preparado para a possibilidade de um dia a sua rua ser apenas iluminada por um terço dos candeeiros, a recolha do lixo passar a ser feita 2 em 2 dois dias, parte das estradas regressarem ao estado deploravél que tínhamos há 10/15 anos atrás ou por simplesmente deixarem de ser alcatroadas para passarem a ser de gravilha?
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Para já assistimos à emergência de novas condicionantes financeiras/de financiamento, à estagnação económica e da realização de novas obras/investimentos públicos, devendo ter-se presente que os últimos investimentos em obras públicas foram feitos à custa de parcerias público-privadas e outras engenharias financeiros similares que se edificam na derrapagem da despesa no tempo (investimento inicial feito por terceiros, com alguma partilha de risco), cujas consequências e forma de pagamento ainda não são totalmente conhecidas ou seguras.
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Se a ameaça de falência das famílias, das empresas e até (técnica) do próprio estado português é latente e nalguns casos de empresas e famílias seja evidente, porque não colocar a hipótese de a breve prazo, depois de termos cortado no investimento, termos de cortar a fundo na despesa corrente, de manutenção? Ou não fosse disso exemplo (o mais mediático) a possibilidade de demolir (para já) um estádio de futebol, construído a peso de ouro e com dinheiro de todos para um fugaz Euro 2004.
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Face a estas e outras premissas, porque não colocar a hipótese de desligar parte da iluminação pública? Ou deixar de manter determinadas estradas? Deixar de garantir determinadas bens ou serviços ao nível da educação básica?
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Esperemos que a viabilidade do nosso país passe pelo progresso, crescimento, pelo desenvolvimento harmonioso e sustentável, ao contrário de converter a estagnação em retrocesso.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transporte Suaves

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O Conselho de Ministros aprovou (Despacho n.º 11125/2010) recentemente a constituição de um grupo de trabalho interministerial destinado à elaboração de um Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e Outros Modos de Transporte Suaves, visando encontrar soluções de mobilidade que garantam maior sustentabilidade.
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Este grupo terá de apresentar resultados até ao final do ano. Esperemos que assim seja, pois o nosso país carece de uma orientação global que leve a uma aposta séria a este nível e que traga alguma uniformização nas soluções a adoptar.

Ambiente Para Jovens Europeus

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A Comissão Europeia, no que diz respeito ao Ambiente, tem no sítio electrónico oficial uma área dedicada aos mais novos, com informação interessante e até alguns jogos para passar um bom bocado e ao mesmo tempo apreender a valorizar e a respeitar o meio ambiente (carrega aqui para visitar).
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Aproveitem também os mais velhos para passar por lá!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Cidadão

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Para reflectir...

"Cidadão [é] aquele que participa nas decisões da comunidade política, aquele ora governa ora é governado, alguém que tanto difere do escravo (...) como do súbdito."

José Adelino Maltez
in Príncipios de Ciência Política: Introdução à Teoria Política (1996: 179).

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Turismo na Reserva Natural do Estuário do Tejo

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A Reserva Natural do Estuário do Tejo (que conta com cerca de 14.000 hectares), um dos patrimónios mais ricos do país e da Europa no que diz respeito a zonas húmidas, de forma a aproveitar o seu potencial ambiental, será convertida numa atracção turística da região de Lisboa, pelo que diversas entidades públicas se encontram já a trabalhar num programa e calendário que visa abrir a reserva ao turismo sustentável (incluindo observação de aves, criação de circuitos e visitas de locais com elevado valor ambiental).

domingo, 27 de junho de 2010

Cavaco Silva exalta a força patriótica dos portugueses de há 200 Anos

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Em Sobral de Monte Agraço o Presidente da República lembrou que os portugueses que há 200 anos derrotaram as tropas francesas nas Linhas de Torres Vedras dão “coragem” aos portugueses para enfrentar o momento actual do país. “Senti um certo orgulho por estes portugueses que deram um contributo decisivo para a derrota dos exércitos napoleónicos porque foi aqui que começou a derrocada do império de Napoleão e isso dá-nos coragem para enfrentar o momento actual”, afirmou Cavaco Silva aos jornalistas.
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Recordou ainda que não só os militares, como também muitos camponeses que pegaram em armas “garantiram a independência nacional”, uma vez que as Linhas de Torres Vedras contribuíram para a derrota dos exércitos franceses e para “o fim de uma Europa dominada pela força” de Napoleão Bonaparte.

Neste sentido, declarou que ”é importante conhecer a história da Guerra Peninsular e, em particular, o papel que as Linhas de Torres desempenharam na contenção do invasor”. Ao evocar a “capacidade de resistência e de sofrimento dos portugueses”, o Presidente da República disse ainda: “importa que tenhamos também a coragem da constância, a capacidade de manter firme e duradouramente uma posição que seja indispensável à construção de um Portugal melhor”.

Fonte: jornal Público

sábado, 26 de junho de 2010

Cavaco Silva inaugura hoje, no Sobral de Monte Agraço, 4 fortes recuperados

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O jornal Público noticia hoje que:

«Cavaco Silva vai inaugurar o Circuito do Alqueidão, composto pelos fortes Novo, do Alqueidão, do Simplício, do Machado e ainda por uma zona de apoio aos visitantes, além dos acessos entre os fortes que foram recuperados.

O vereador do Turismo da câmara do Sobral de Monte Agraço explicou que foram investidos nos últimos anos quinhentos mil euros na reabilitação de acessos aos fortes, escavações arqueológicas e em obras de consolidação dos fortes, para tornar o circuito visitável.

O forte do Alqueidão é uma das principais 152 estruturas fortificadas construídas sob a orientação do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, com o intuito de defender Lisboa das tropas napoleónicas.

As escavações arqueológicas aí efectuadas permitiram aos arqueólogos descobrir o Quartel do Governador, um paiol e uma estrutura de armazenamento de armamento, que os levou a concluir que o forte foi usado como posto de comando do general Wellington, comandante das tropas luso-britânicas, durante as invasões francesas.

Já identificado na cartografia, o chamado Quartel do Governador foi pela primeira vez escavado na totalidade e os arqueólogos acreditam tratar-se do posto de comando das Linhas de Torres Vedras do general Wellington, que comandou as tropas luso-britânicas contra o exército francês, no período das invasões francesas, entre 1807 e 1814.

“Estrategicamente era um ponto muito importante dentro do forte e tinha acesso visual privilegiado em relação à maior parte dos paióis [zona de armazenamento do material de guerra] e às posições de canhões das Linhas de Torres Vedras, por isso pode ter servido como posto de comando”, explicou o arqueólogo Artur Rocha.

A intervenção foi financiada na totalidade pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, que apoia a Rota Histórica das Linhas de Torres Vedras, projecto que envolve os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira e que está em curso numa altura em que decorrem as comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras.»

Fonte: http://www.publico.clix.pt/Cultura/cavaco-silva-inaugura-hoje-reabilitacao-de-quatro-fortes-com-duzentos-anos_1443797

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recriação Histórica - Forte do Zambujal (Mafra)

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O município de Mafra promove mais uma iniciativa relacionada com promoção e divulgação de do património histórico ligado às linhas de torres.

Trata-se de uma recriação histórica, que ocorrerá dia 20 de Junho (Domingo), pelas 16h, no Forte do Zambujal (em Mafra), sob o designação "
Vêm aí os franceses! A construção das Linhas de Torres (1810)".

Aproveite o Domingo em família para dar se cruzar com história, com mar e porque não com as tradições do Oeste!