domingo, 15 de maio de 2011

Forte do Alqueidão em imagens...

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Por terras do Sobral de Monte Agraço, cruzou-se um Amigo com o Circuito de Alqueidão e com o magnífico Forte do Alqueidão.

Uma das estrutura principais do complexo e eficaz sistema defensivo das linhas torres, este forte tinha a importante missão de albergar o posto de comando anglo-luso liderado pelo General Wellington.

Só pela sua importância histórica vale a visita, fundamentos aos quais se juntam os recentes trabalhos de recuperação e valorização, e principalmente uma majestosa e esmagante paisagem que vai desde os montes e serras que se precipitam para o lado do Oceano Atlântico, passando pela gigante Serra de Montejunto a norte e a este uma infinita lezíria intermediada por um espelho de água deslumbrante a que chamamos Tejo..

Deixamos algumas imagens...



quinta-feira, 12 de maio de 2011

Há terrenos a afundarem-se em Lisboa e Vialonga

Notícia hoje divulgada na comunicação social, denuncia que na freguesia de Vialonga existe terrenos que se encontram a abater. Fundamentada com o estudo efectuado pelo LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil).

Diz o estudo que “ A situação mais preocupante é em Vialonga, onde poderá estar a ser afectada a Auto-estrada do Norte e a linha do comboio. ”

“Entre 1993 e 2006, os terrenos afundaram mais de 15 centímetros, numa área de seis quilómetros quadrados, devido à sobrexploração de águas subterrâneas levada a cabo pelas várias indústrias presentes na região.”

Pode ler na íntegra a notícia no site da Rádio Renascença.

domingo, 8 de maio de 2011

Projecto “Tejo a Pé” quer rota pedonal entre Espanha e a foz do rio

Os caminhos do nosso Tejo...
«Os municípios ribeirinhos do rio Tejo foram hoje desafiados pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARHT) a criar uma grande rota pedonal entre a fronteira de Espanha e a foz, em Lisboa.
A ARH do Tejo defendeu hoje a integração global das rotas ribeirinhas em “caminhos de pé posto”, o mais próximos possível das margens do Tejo, e segundo as regras e simbologia internacionais.

Em declarações, à margem da primeira sessão pública de debate sobre o projecto - “O Tejo a pé, naturalmente” -, que hoje se realizou no centro náutico de Constância, a vice-presidente da ARH-Tejo disse que a ideia é fazer uma “linha contínua” com as várias rotas existentes e com os vários pontos que ainda não têm um roteiro”, para criar um “corredor uno, um trajecto completo”.

Simone Pio disse ainda que este projecto tem o propósito de “dar a conhecer e aproximar as pessoas num corredor entre a foz do rio, em Lisboa, e a fronteira” com Espanha, permitindo que as populações “se aproximem, redescubram e valorizem” o seu património, como um “corpo integrado”.

O projecto “Tejo a Pé” visa “fomentar e potenciar” o turismo ambiental e o acesso educativo aos espaços naturais e ao património, constituindo-se como “um produto ecoturístico em que os actores fundamentais serão as populações” locais, disse.

Lançar o debate em torno desta ideia foi o mote da sessão de debate “Tejo a Pé”, no âmbito da qual foram hoje debatidas estratégias de promoção ambiental e turística e apresentados casos de sucesso, a nível nacional e ibérico, que “comprovam a pertinência e viabilidade do projecto em causa”, nomeadamente em termos turísticos, económicos e culturais.

Um projecto que Simone Pio classificou de “estruturante e transversal”, tendo manifestado à Lusa o desejo que o mesmo esteja concluído em 2015 e se configure como um “contributo significativo” no âmbito da candidatura do Tejo a Património da Humanidade.»

segunda-feira, 21 de março de 2011

Democracia pós-partidária

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Num artigo publicado no jornal Diário Económico online intitulado a «Democracia pós-partidária», no passado dia 03 de Março, que abaixo transcrevemos na integra, José Reis dos Santos, fazendo partir a sua análise dos recentes acontecimentos no Médio Oriente, avança com uma reflexão sobre as consequências e as ilações a retirar sobre a emergência de um novo paradigma cívico naquela área do globo, que aliás começa a ter paralelos ou reflexos no mundo ocidental, nomeadamente no nosso país.

Pegando em alguns excertos desse texto, se após o 25 de Abril a participação política era exclusivamente possível através da iniciativa partidária, o decorrer dos tempos transformou progressivamente «os partidos de instituições de representação de interesses sociais em instituições de representação de interesses próprios», o que levou a uma «progressiva alienação dos cidadãos da actividade partidária e à incapacidade de regeneração dos partidos»

Eis então que o autor termina com uma reflexão-questão da máxima importância, pela qual Os Amigos do Forte se têm batido ao nível local, ao assistir à agonia do sistema de representação local e ao quase completo desligamento reciproco dos governantes e governados no que aos assuntos da comunidade diz respeito:

«Como envolver os cidadãos na actividade política quotidiana, num cenário em que os partidos se encontram desacreditados e quando as novas fórmulas de organização social dispensam intermediários na relação entre a cidadania e a política»?


É caso para dizer, há cada vez mais gente a pensar como nós!

Jorge Portijo


Transcrição de artigo:

«Os recentes acontecimentos no mundo árabe têm-nos transportado para uma interessante reflexão sobre o papel dos partidos no actual panorama político.

Isto porque muitos dos movimentos de contestação têm sido organizados e difundidos através de redes sociais, como o Facebook ou o Twitter.

Como já aqui referimos, este tipo de movimentos sociais fora da esfera partidária não são novos, por si, bastando recordarmos o nosso processo de transição. No caso português, o processo de constitucionalização institucionalizou muitos destes actores (individuais e colectivos), que aderiram ou formaram partidos, tendo a Constituição consagrado depois a participação política exclusivamente através de partidos políticos.

Tal solução, rectificada posteriormente no caso das eleições autárquicas, permitiu a estabilidade do regime, mas também alienou outras formas de participação politica activa fora do espectro partidário. Ao mesmo tempo, construiu uma elite partidária demasiado agarrada às oportunidades que o sistema providenciava - em especial na sua dimensão autárquica -, preocupando-se os principais partidos em defenderem a conquista do aparelho do Estado, construindo sucessivas redes clientelares alimentadas pelas elites intermédias das máquinas partidárias. Este processo de sedimentação do sistema de partidos criou, então, uma nova elite administrativa, e transformou os partidos de instituições de representação de interesses sociais em instituições de representação de interesses próprios.

Infelizmente, tamanha partidarização do sistema tem levado, nas democracias ocidentais, a uma progressiva alienação dos cidadãos da actividade partidária e à incapacidade de regeneração dos partidos, que hoje não só não conseguem, genuinamente, atrair novos militantes, como promover debate interno efectivo ou consagrar modelos de democracia interna participados.

Como reacção, a sociedade civil, cada vez mais politicamente educada, informada e com vontade de participar na vida da Polis, tem-se organizado em torno de novos movimentos sociais. Fenómeno, repetimos, não novo por si, mas com novas condicionantes comunicacionais e ferramentas organizativas que permitem constatar que as características desta nova "cultura política pós-partidária tecnologicamente desenvolvida" necessitam de ser levadas em consideração pelo sistema, se este procurar continuar a ser significativo, a querer reflectir a vontade dos seus cidadãos e a lhes permitir intervir fora dos ciclos eleitorais.

É esta, então, a reflexão que sugiro: como envolver os cidadãos na actividade política quotidiana, num cenário em que os partidos se encontram desacreditados e quando as novas fórmulas de organização social dispensam intermediários na relação entre a cidadania e a política. Não acredito que estejamos, já, preparados para questionarmos o papel dos partidos na organização dos sistemas políticos contemporâneos, mas creio que é urgente rever o seu papel hegemónico na organização das nossas sociedades e de lhes injectar nova vitalidade».

Fonte: http://politicadevinil.economico.sapo.pt/10920.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Fotos do 7.º Aniversário d'Os Amigos do Forte

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Conforme prometido, deixamos aqui algumas fotos da visita ao Centro Interpretativo do Forte da Casa e núcleo de obras militares da Serra da Aguieira, enquadradas na comemoração do 7.º aniversário da nossa associação.
























terça-feira, 15 de março de 2011

Apresentação de Livro: "As Invasões Francesas"

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Será lançado no próximo dia 17 de Março, quinta-feira, pelas 18 horas, no Salão Nobre do Palácio da Independência (localizado no Largo de São Domingos em Lisboa), o livro "As Invasões Francesas - Desde a Ida da Família Real para o Brasil às Linhas de Torres (1807-1811)".
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Este livro é da autoria do Coronel José Geraldo, um esclarecido, apaixonado e dedicado investigador/promotor das matérias que dizem respeito às Invasões Francesas, recém associado da nossa associação que, se bem estão lembrados, nos deu a honra da sua presença e enriquecedora palestra no âmbito da comemoração do 6.º aniversário da associação.
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Um lançamento e livro certamente a não perder.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Assembleia Municipal (dia 22 de Fevereiro)


Decorrerá no próximo dia 22 de Fevereiro de 2011, pelas 18 horas, no Auditório do Centro Paroquial João Paulo II em Alverca, a primeira assembleia municipal ordinária do corrente ano.

Acompanhe e intervenha sobre os temas em agenda (veja aqui a ordem de trabalhos) ou aproveite para colocar questões nesta sede.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Concurso de Ideias Para Ponte Pedonal: Projecto Vencedor

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Conforme escrevemos há 4 meses atrás neste blogue (leia aqui a notícia publicada), foi desencadeado pela CMVFX e a Universidade Lusíada um concurso de ideias tendo em vista a projecção de uma passagem superior pedonal que ligue o Forte da Casa à zona ribeirinha.

Foram apresentadas diversas candidaturas, mas o júri acabou por considerar vencedor o projecto concebido pelos alunos Tiago Venda Morgado e Inês Malvar Matos de Sá, orientados pelos docentes Mestre Arqt.ª Florbela da Silva Gomes Ferreira e Eng. António Manuel Lopes da Costa Nunes Fonseca - vide imagem lateral desse projecto e clique aqui para ver imagens de outros projectos.

De acordo com a calendarização, segue-se agora uma fase de exposição de todos os trabalhos durante o mês de Fevereiro na CMVFX (a confirmar, daremos nota de mais pormenores) e durante o mês de Março na Universidade Lusíada.
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Nos termos do regulamento de concurso, "a Fundação Minerva convidará os professores que acompanharem a equipa vencedora, no sentido destes poderem vir a ser responsáveis pelo projecto de execução nos termos do Protocolo e da Adenda subscritos entre esta e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
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Logo que possível, traremos novidades sobre este assunto.

A Sua Voz na Europa

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A Comissão Europeia dá voz ao cidadão europeu, num sítio especialmente dedicado ao tema: A sua voz na Europa.

Campanha Limpar Portugal vai ser reeditada este ano

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«No ano passado, mais de 100 mil pessoas limparam o país, de Norte a Sul, num só dia, 20 de Março. Por que não 200 mil em 2011? É este o repto que o núcleo dinamizador da campanha Limpar Portugal está agora a lançar aos portugueses.

O primeiro passo já foi dado pelo núcleo da campanha em Braga, que lançou o ontem o desafio através da Internet e de redes sociais. O dia escolhido este ano é 19 de Março. Em Braga, voluntários vão limpar os bosques do concelho. Não irão fazer o mesmo trabalho que no ano passado, quando grande parte do esforço foi dirigido para remover entulhos. “Não continuaremos a fazer o serviço que cabe às autoridades fazer”, afirma Paulo Pimentel Torres, um dos líderes da campanha. Este ano, será uma actividade “soft e educativa”, concentrada nos plásticos, vidros, colchões, móveis e outros objectos que continuam a ser abandonados um pouco por todo o lado.

O chamamento dos organizadores é descomprometido. Eles vão limpar o seu concelho. “Desafia-se outros a que o também façam na sua terra. Quem sabe se afinal iremos 200.000”, lê-se na mensagem que está a ser enviada a milhares de portugueses.

“É mais um repto do que uma organização”, explica Paulo Torres. “As pessoas, localmente, já sabem como fazer”. No concelho de Arouca, já há adesões.

Lançada no ano passado por um pequeno grupo de pessoas, a iniciativa Limpar Portugal transformou-se numa das maiores mobilizações colectivas em torno de uma causa ambiental no país. Dezenas de autarquias, empresas e outras instituições associaram-se à campanha, na qual mais de 100 mil pessoas recolheram pelo menos 50 mil toneladas de lixo um pouco por todo o país. O projecto foi apadrinhado pelo Presidente da República, que depois o mencionou no discurso do Dia de Portugal, a 10 de Junho. Cavaco Silva, ele próprio, juntou-se aos voluntários. A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, outros governantes, autarcas, empresários, artistas também puseram mãos à obra. A campanha foi recentemente galardoada com o prémio Green Project Awards 2010.

Todo o trabalho foi organizado com uma estrutura informal, sem estatutos e sem dinheiro. Os apoios foram em espécie ou em serviços. O mesmo modelo será seguido este ano. Paulo Torres acredita até que, com a experiência obtida no ano passado, será necessário ainda menos coordenação. “Vai ser ainda mais amador do que no ano passado”, ironiza.

Em Braga, segundo Paulo Torres, algumas lixeiras eliminadas no ano passado voltaram a florescer e terão de ser novamente limpas. Mas, no cômputo geral, a iniciativa alertou as autoridades para situações que estavam a ser negligenciadas. “O lixo que temos em Braga agora não tem comparação com o que havia no ano passado”, diz Paulo Torres.»
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Fonte: Jornal Público - Ecoesfera - dia 05.01.2011 (http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1473732)
Ricardo Garcia