segunda-feira, 25 de março de 2013

Regeneração da Democracia

 
Numa altura em que se fala cada vez mais, para lá das crises que todos sobejamente conhecemos, de uma crise democrática, a sociedade civil e a academia parecem estar a dar os primeiros passos para uma regeneração da democracia no nosso país.
 
A erosão do sistema democrático erigido sobre os escombros do Estado Novo tem-se intensificado nos últimos anos com maior expressão da abstenção dos cidadãos nos diversos processos eleitorais, do afastamento da sociedade civil da discussão política, da quebra da representatividade dos órgãos legitimamente eleitos e da quebra de confiança/representatividade dos partidos políticos.
 
Face a esta conjuntura e à própria necessidade de viabilizar o projeto democrático, parece mais do que nunca importante proceder à sua regeneração através de mudanças estruturais que reforcem a  coesão entre representantes e representados, estimulem a participação cívica e a discussão do presente e do futuro do país.
 
Em cima da mesa da discussão parecem já estar a possibilidade de introduzir eleições primárias, abrir a possibilidade de eleições nominais de cidadãos para a Assembleia da República, tornar transparente e credibilizar o financiamento dos partidos políticos e campanhas eleitorais e ainda renovar as leis eleitorais.
 
Deixamos aqui duas notícias e um artigo publicados na imprensa online sobre o tema:
 
 
 

Governos nacionais, cidadãos globais

 
«Nada é mais perigoso para a globalização do que o enorme défice de governação – a disparidade perigosa entre o âmbito nacional da responsabilidade política e a natureza global dos mercados de bens, capitais e muitos serviços – que se acentuou nas últimas décadas. Quando os mercados transcendem a regulamentação nacional, tal como acontece actualmente com a globalização financeira, o resultado traduz-se em deficiências de mercado, em instabilidade e em situações de crise. Mas impor a actividade de regulamentação a sistemas de administração supranacionais, como a Organização Mundial do Comércio ou a Comissão Europeia, poderá resultar em défice democrático e em perda de legitimidade.
              
Como se poderá colmatar este défice de governação? Uma das opções assenta no restabelecimento do controlo democrático nacional sobre os mercados globais. Trata-se de uma medida difícil com sabor a proteccionismo, mas não é impossível, nem caminha necessariamente no sentido oposto a uma globalização construtiva. Tal como defendo no meu livro intitulado The Globalization Paradox (O Paradoxo da Globalização, ndt.), o funcionamento da economia global iria melhorar caso se alargasse o campo de acção aos governos nacionais, no sentido de manterem a diversidade regulamentar e de reconstruírem os desgastados acordos sociais.

Em vez disso, as elites políticas (e a maioria dos economistas) são a favor de um fortalecimento cuja denominação eufemística é "governação global". De acordo com este ponto de vista, a aplicação de reformas no sentido de melhorar a eficácia do G-20, aumentar a representatividade do Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional, e restringir as normas relativas aos capitais estabelecidas pelo Comité de Basileia sobre Supervisão seria suficiente para proporcionar um suporte institucional seguro para a economia global.

Mas o problema não reside apenas no facto de estas instituições globais se manterem frágeis. Assenta também no facto de serem órgãos intergovernamentais – um conjunto de Estados-membros, em vez de agentes de cidadãos globais. Uma vez que a sua responsabilidade perante os eleitores nacionais é indirecta e incerta, não geram a filiação política – nem, por conseguinte, a legitimidade – exigida pelas instituições verdadeiramente representativas. Na verdade, as dificuldades da União Europeia são reveladoras dos limites da construção da comunidade política transnacional, mesmo entre um conjunto relativamente limitado e semelhante de países.

Em última instância, a responsabilidade circunscreve-se aos parlamentos e executivos nacionais. Durante a crise financeira, foram os governos nacionais que socorreram os bancos e as empresas, recapitalizaram o sistema financeiro, garantiram as dívidas, aliviaram a pressão sobre a liquidez, estimularam a economia e pagaram os subsídios de desemprego e pensões sociais – e assumiram a culpa por tudo o que correu mal. Nas memoráveis palavras do antigo governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, os bancos globais são "internacionais em vida, mas nacionais na morte".

Contudo, talvez haja uma outra via que aceite a autoridade dos governos nacionais, mas que tenha por objectivo a reorientação dos interesses nacionais num sentido mais global. O progresso através desta via exige que os cidadãos "nacionais" comecem a considerar-se cada vez mais como cidadãos "globais", com interesses que se estendem além das fronteiras dos seus Estados. Os governos nacionais têm o dever de responder ?perante os seus cidadãos, pelo menos em princípio. Assim, quanto mais global for o sentido dos interesses destes cidadãos, maior será a responsabilidade global da política nacional.

Isto pode parecer uma utopia, mas já há algum tempo que assistimos a acções desenvolvidas neste sentido. A campanha global para a redução do endividamento dos países pobres foi liderada por organizações não-governamentais, que conseguiram mobilizar jovens dos países ricos para exercer pressão sobre os seus governos.

As empresas multinacionais estão bem cientes da eficácia deste tipo de campanhas de cidadãos, tendo sido obrigadas a aumentar a transparência e a alterar o seu modo de agir relativamente às práticas de trabalho em todo o mundo. Alguns governos perseguiram líderes políticos estrangeiros que cometeram crimes contra os direitos humanos, recebendo um apoio significativo por parte dos seus cidadãos. Nancy Birdsall, presidente do Centro para o Desenvolvimento Global, cita o exemplo de um cidadão ganês que testemunhou perante o Congresso dos EUA, na esperança de convencer as autoridades norte-americanas a pressionar o Banco Mundial no sentido de alterar a sua posição relativamente às taxas de utilização em África.

Estes esforços, de perspectiva ascendente, para "globalizar" os governos nacionais têm melhores condições para afectar as políticas ambientais, especialmente as que visam atenuar as alterações climáticas – que são o problema global de solução mais difícil. Curiosamente, algumas das mais importantes iniciativas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover o crescimento verde são fruto de pressões locais.

Andrew Steer, presidente do World Resources Institute, salienta que mais de 50 países em desenvolvimento estão actualmente a implementar políticas onerosas para reduzir as alterações climáticas. Do ponto de vista do interesse nacional, esta acção não faz qualquer sentido, dada a natureza global do problema.

Algumas destas políticas são motivadas pelo desejo de conseguir uma vantagem competitiva, como é o caso do apoio às indústrias verdes por parte da China. Mas, se os eleitores possuírem uma consciência global e ambiental, uma boa política climática poderá também ser uma boa política.

Consideremos, por exemplo, a Califórnia que, no início deste ano, lançou um sistema de limitação e comércio, que, até 2020, visa reduzir as emissões de carbono para os níveis registados em 1990. Embora não se tenha verificado uma acção global em matéria de fixação de valores-limite para as emissões, alguns grupos ambientalistas e cidadãos preocupados exerceram pressão para que a medida fosse aceite, sobrepondo-se à oposição de grupos empresariais e, em 2006, o então governador republicano do estado, Arnold Schwarzenegger, aprovou a lei. Caso esta medida se revele bem-sucedida e se mantenha popular, poderá tornar-se um modelo para todo o país.

Os dados das sondagens globais de opinião, como a World Values ??Survey, indicam que há ainda um longo caminho a percorrer: a auto-percepção de cidadania global tem tendência a permanecer 5 a 20 pontos percentuais abaixo da cidadania nacional. Mas a diferença é menor no que diz respeito aos jovens, às pessoas mais instruídas e às classes profissionais. Aqueles que consideram estar no topo da estrutura de classe têm uma consciência global significativamente maior do que aqueles que se consideram parte integrante das classes mais baixas.

É claro que a "cidadania global" será sempre uma metáfora, porque nunca existirá uma comunidade política mundial gerida por um governo mundial. Mas quanto mais pensarmos em nós mesmos como cidadãos globais e, nessa qualidade, expressarmos as nossas preferências aos respectivos governos, menos teremos de perseguir a quimera da governação global.»

Dani Rodrik, professor de Economia Política Internacional na Universidade de Harvard, é autor de The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy (O Paradoxo da Globalização: A Democracia e o Futuro da Economia Mundial)

Tradução: Teresa Bettencourt/Project Syndicate

Fonte: http://www.publico.pt/opiniao/noticia/governos-nacionais-cidadaos-globais-1587624 (retirado em 13 de março de 2013)


Projecto experimental coloca vereadores a reunir virtualmente com munícipes em Vila Franca de Xira

Colocar os munícipes a falar virtualmente com os vereadores do município é o objectivo do portal de atendimento web lançado na última semana pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.
O projecto está ainda na fase experimental e o objectivo é permitir aos cidadãos que não tenham disponibilidade para se deslocar ao atendimento presencial que o possam fazer através da internet. Caso resulte, o projecto poderá lançar as bases para um futuro programa mais alargado de serviços ao utilizador. De momento o município quer perceber qual o real público que este serviço pode captar e se terá aceitação entre a população.
O portal de atendimento oferece aos munícipes um chat online, que requer registo e aceitação de condições previamente estabelecidas, como o respeito pelos membros presentes e a utilização de cordialidade no discurso. Os visitantes terão também acesso a um fórum onde podem ser discutidas ideias ou problemas vividos no concelho dentro da área de abrangência de cada um dos vereadores do executivo. O portal de atendimento vai incluir ainda um blog onde os eleitos irão prestando contas das actividades que vão desenvolvendo. O projecto-piloto arrancou com Fernando Paulo Ferreira, vereador com o pelouro da modernização, qualidade e tecnologias de informação.
Fonte: http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=54&id=58707&idSeccao=479&Action=noticia#.UVARPjdNFMM

Hospital Reynaldo dos Santos em Vila Franca de Xira poderá tornar-se numa unidade de cuidados continuados

O edifício do Hospital Reynaldo dos Santos, em Vila Franca de Xira, localizado no centro da cidade, poderá vir a tornar-se uma Unidade de Cuidados Continuados. Esta é a esperança do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira, que é proprietária do terreno, depois da transferência de todos os serviços para o novo hospital que devem estar concluídas a 3 de Abril.

Não existe ainda data para a entrega dos edifícios por parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) à Santa Casa da Misericórdia, mas os responsáveis acreditam que não demorará muito tempo.

“Existem já diligências tomadas no sentido de vir a adaptar as actuais instalações para se criar uma Unidade de Cuidados Continuados”, confessa o provedor da Santa Casa, Carlos Caetano Dias, não querendo adiantar mais pormenores sobre o assunto. Para além desta valência, o projecto passaria por criar também outros serviços, como laboratórios de análises, raio X ou uma unidade fisioterapia. O provedor garante no entanto que a instituição nunca poderá avançar sozinha para um projecto destes, necessitando sempre de alguma parceria por não dispor de capacidade económica.

A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, confessou na última reunião pública da autarquia que decorreu a 20 de Março, que o Governo não manifestou qualquer intenção de vir a apoiar este projecto. “Tivemos uma reunião com o presidente da ARS. A perspectiva era construir uma UCC para servir a região de Lisboa Norte, mas saímos de lá com a certeza que não existirá qualquer possibilidade de comparticipação por parte do Governo”.

fonte: http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=58705&idSeccao=479&Action=noticia#.UVAQgTdNFMM

domingo, 24 de março de 2013

Orçamento Participativo 2013|2014

No passado dia 21 de Março, realizou-se a sessão pública para a discussão das propostas a serem analisadas no âmbito do Orçamento Participativo de 2013 / 2014.
Sessão com uma fraca adesão, mas que contou com a participação de elementos da nossa associação que se fizeram representar a título individual.
As propostas escolhidas foram:
- Requalificação do Largo do Forte da Casa;
- Valorização e requalificação da zona envolvente às piscinas municipais;
Caso pretendam podem consultar o documento final da sessão aqui: http://op.cm-vfxira.pt/Download.aspx?id=44918

Passeios Com História - Visitas Guiadas ao Património do Concelho

O Museu Municipal de Vila Franca de Xira volta a convidar, de março a novembro, para os "Passeios com História", um programa de visitas guiadas ao património concelhio.20130123112018687631

As ações são acompanhadas por monitores do Museu Municipal de Vila Franca de Xira no seguimento de um dos seus objetivos primordiais: delinear programas de educação patrimonial, no sentido de dinamizar e envolver as populações locais na história da sua terra.

As visitas decorrem às quartas-feiras e sábados, até 30 de novembro. O programa inicia-se a 23 de março com uma visita ao Centro Interpretativo do Forte da Casa.

Inscrições prévias (gratuitas), até às 16h do dia anterior ao da visita (n.º mínimo|10 e máximo|25 de participantes) para 219 570 305, 263280350, museumunicipal.nucleoalverca@cm-vfxira.pt ou educativo@museumunicipalvfxira.pt.

Saber mais: http://www.cm-vfxira.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=31843&noticiaId=103841&pastaNoticiasReqId=31825#.UU99nDdNFMM

Programa: http://www3.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/20130123112001702468.pdf

quinta-feira, 21 de março de 2013

Projeto “GreenXira” – Por um ambiente melhor

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira desenvolve até 23 de março, o projeto “GreenXira” que integra ainda as seguintes ações:

Workshop de Plantação de Espécies da Flora Portuguesa:
21 de março de 2013

Público-alvo: Público em geral

Horário: 09h30 às 16h00

Local: Quinta Municipal da Piedade

Atividades a realizar: Workshop de Plantação de Espécies da Flora Portuguesa e Jogos Pedagógicos: Uso Sustentável da Água.

Está iniciativa está Integrada na Semana da Primavera Biológica e na celebração do Dia Mundial da Floresta e do Dia Mundial da Água, e é realizada em conjunto com os SMAS.

Saber mais: http://www3.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/20130312170941262601.PDF

Operação Xira Verde: 23 e 24 de março de 2013

Público-alvo: Público em geral

Horário: 09h30 às 15h00

Local: Vários locais do concelho
Atividades a realizar: Limpeza de locais alvo de deposição ilegal de resíduos, em especial mato e zonas florestais. 
Pontos de encontro:
    Dia 23
        • Castanheira do Ribatejo: 9h00 - Junta de Freguesia
        • Vialonga: 9h00 - Mata do Paraíso
        • Vila Franca de Xira: 9h00 - Entrada do Complexo Desportivo Municipal (Piscinas)
    Dia 24
        • Forte da Casa: 9h00 - Centro Interpretativo (Reduto 38)

Participe!

Saber mais: http://www3.cm-vfxira.pt/files/3/documentos/20130320115242600181.pdf

quarta-feira, 20 de março de 2013

Novo Hospital de Vila Franca de Xira conclui processo de transferência já em abril

A nova unidade de saúde tem previsto o arranque da sua atividade, por etapas, a partir de 28 de março. Entram primeiramente em funcionamento as consultas externas, os exames especiais e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT), a medicina física e reabilitação e o hospital de dia oncológico. A 2 de abril é a vez do bloco operatório, a unidade de cuidados intensivos e intermédios, o internamento de especialidades médicas e cirúrgicas e o hospital de dia psiquiátrico iniciarem atividade. Um dia depois, abrem o internamento de obstetrícia, o bloco de parto e neonatologia, a urgência geral, pediátrica, obstetrícia e ginecologia, encerrando este projeto de transferência. O hospital entra assim em pleno funcionamento a partir de 3 de abril, para responder às necessidades da população dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira.

Os acessos ao equipamento, obra a cargo da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, contemplarão lugares de estacionamento, paragens para os transportes públicos e praça de táxis. Está ainda previsto para os utentes que precisem de se deslocar entre o Largo da Estação dos Comboios de Vila Franca de Xira e o novo hospital (e mediante compra de bilhete), carreiras urbanas que circularão naquele percurso todos os dias, de 15 em 15 minutos, entre as 8h00 e as 20h00. Fora deste horário, a carreira circulará de meia em meia hora.

Mais informações: http://www.hospitalvilafrancadexira.com.pt/

terça-feira, 19 de março de 2013

Orçamento Participativo 2013 / 2014

Encontra-se já a decorrer as sessões participativas nas diferentes freguesias.
A próxima sessão é no Forte da Casa, dia 21, Quinta-feira pelas 21h30, no salão da Junta de Freguesia.
Deixamos aqui o calendário das sessões.
Para mais informações consultar: http://op.cm-vfxira.pt/pagegen.aspx
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terça-feira, 12 de março de 2013

EMEL vai gerir partilha de bicicletas eléctricas em Lisboa

A EMEL (Empresa Pública Municipal de Mobilidade) vai lançar um concurso para a exploração de bicicletas eléctricas em Lisboa. As zonas escolhidas para esta iniciativa são a frente ribeirinha, Avenidas Novas e na ligação das duas zonas, eixo Fontes Pereira de Melo, Avenida da Liberdade e Baixa.

Segundo explica o Público, a informação foi anunciada pelo vereador da Mobilidade, Fernando Nunes da Silva, que confirmou que o sistema não terá custos para o município e entrará em funcionamento no Verão.

O projecto de partilha de bicicletas em Lisboa deveria ter começado a funcionar em Junho de 2009, mas os moldes nunca foram acordados. A nova proposta será apresentada pelo vereador José Sá Fernandes na reunião camarária de amanhã.

Cidades como Paris, Londres e Nova Iorque, para além das habituais referências – Amesterdão ou Copenhaga – já têm implementados sistemas complexos de partilha de bicicleta. Será desta que Lisboa arranca com o seu projecto de mobilidade sustentável?

Fonte: “http://greensavers.sapo.pt/2013/03/12/emel-vai-gerir-partilha-de-bicicletas-electricas-em-lisboa/