A Rota Histórica das Linhas de Torres é um dos 17 projetos vencedores do prémio Europa Nostra 2014, na categoria “Conservação”. Este prémio constitui uma distinção atribuída pela União Europeia e pela Rede Europa Nostra,
no que se refere à preservação e defesa do património cultural Europeu,
que vem reconhecer todo o trabalho conjunto desenvolvido pelos
Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço,
Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no que concerne à salvaguarda e
valorização do sistema defensivo conhecido por Linhas de Torres Vedras.
A candidatura foi apresentada, de forma conjunta, no passado mês de
setembro e a atribuição deste prémio reveste-se de importante
significado quanto ao reconhecimento internacional da intervenção
profunda neste património, bem quanto à potenciação das Linhas de Torres
Vedras enquanto destino turístico de qualidade.
Fonte: http://www.oribatejo.pt/2014/03/23/rota-historica-das-linhas-de-torres-vence-premio-europa-nostra-2014/
segunda-feira, 31 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Notícia do jornal "Voz Ribatejana" sobre o estudo do Orçamento Partivipativo
A edição n.º 81, de 12 de fevereiro último, do jornal "Voz Ribatejana", na sua terceira página, tratou de forma alargada o estudo da nossa associação sobre o Orçamento Participativo.
É uma notícia de página inteira, que dá também espaço à posição da CMVFX, que vem dar eco às nossas preocupações e propostas construtivas e, no fundo, dar destaque àquilo que mais importa: a necessidade de fomentar a participação dos cidadãos na vida pública.
A CMVFX, tal como na comunicação que teve oportunidade de nos enviar em resposta ao nosso estudo, entende que os resultados estão a melhorar, estão em linha com as experiências nacionais e têm melhorado/inovado o suficiente de forma a tornar mais eficaz o processo.
Ora, quem olha para a realidade dos números, vê que isso não é bem assim. É fácil dizer-se que a participação se multiplicou por 5, mas não atentar à base de partida, especialmente se partirmos de bases baixas (isto é, quintuplicar entre anos uma votação que no ano base foi de 10, temos passado um ano 50 votantes).
Podemos brincar com os números, doura-los, mas eles no caso do orçamento participativo devolverão sempre uma adesão sofrível e uma realidade bem menos brilhante do que se quer fazer transparecer.
Este é um sub-orçamento que integra o orçamento global da CMVFX, pouco mais é do que isso, visto que de participado pouco tem.
Todos sabemos que o problema da participação não está nos meios que se utilizam na sua busca, mas nos valores que sustentam a vida em comunidade, na necessidade de acreditar que a atividade política e gestão da vida pública são atividades nobres e estruturantes da vida em comunidade. É isso que tem de mudar.
Todos sabemos que o problema da participação não está nos meios que se utilizam na sua busca, mas nos valores que sustentam a vida em comunidade, na necessidade de acreditar que a atividade política e gestão da vida pública são atividades nobres e estruturantes da vida em comunidade. É isso que tem de mudar.
É preciso ter espaço e voltar a acreditar que vale a pena confrontar ideias em defesa do interesse público, e nessa matéria o orçamento participativo pouco ou nada tem ajudado.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Notícia do jornal "O Mirante" - Entrevista aos Amigos do Forte sobre o Orçamento Participativo
No seguimento do estudo sobre o Orçamento Participativo (OP) elaborado pela nossa associação em dezembro de 2013, o jornal O Mirante entrevistou dois elementos da Direção e publicou na sua edição em papel, de 17 de janeiro, e na sua página online, uma notícia sobre este tema, que transcreveremos de seguida.
Face ao título e conteúdo dessa peça jornalística, como espelham as conclusões e propostas de melhoria a que chegamos no pequeno estudo elaborado (clique aqui para ler), segundo o nosso entendimento o que está em causa é o método, a implementação e a eficácia alcançadas e não o instrumento em si mesmo. Os Amigos não têm elementos suficientes para fazer apreciações em termos de dispêndio de dinheiros públicos, consideram antes que o OP é um instrumento interessante e a desenvolver/melhorar, que se trata de um investimento: em infraestruturas coletivas e na cidadania.
Isto é, apesar de O Mirante referir que o instrumento só serve para gastar dinheiro, a associação e os entrevistados não se reveem nessa expressão. As declarações atribuídas ao vice-presidente não são literais, são antes fruto de uma amalgama de respostas e perguntas que lhe retira sentido. Defende antes que o modelo não pode ser uma panaceia para os problemas da participação e, paralelamente, a fraca adesão servir de justificação para o abandono de modelos participativos ou abandonar batalha de conquista dos cidadãos para a vida pública, para a vida das comunidades onde se inserem.
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Notícia:
«Conclui a associação cívica do Forte da Casa que fez um estudo sobre o programa Orçamento participativo de Vila Franca não cativa a população e só serve para gastar dinheiro
Nos últimos três anos os orçamentos participativos de Vila Franca de Xira apenas tiveram a participação total de um por cento da população e nas freguesias mais pequenas nem sequer chegaram a votar dez pessoas. Os números constam de um estudo da associação cívica “Os Amigos do Forte”, de Forte da Casa, que analisaram o impacto das três últimas edições do orçamento participativo e concluíram que o modelo não funciona. O estudo foi tornado público na semana em que a câmara aprovou o modelo para 2014-2015, que assenta nos mesmos pressupostos dos anteriores.
O último ano foi aquele em que se registou uma maior participação da população, com 770 munícipes, o que representa 0,6 por cento dos 136 mil habitantes residentes no concelho de Vila Franca de Xira. No primeiro ano do projecto apenas participaram 163 pessoas, qualquer coisa como 0,1 por cento da população. Falhas na comunicação com a população, falta de envolvimento com as associações cívicas e da comunidade, falta de capacidade de motivar os munícipes a apresentar projectos e a falta de acompanhamento a cada uma das propostas apresentadas são algumas das falhas apontadas no estudo.
O documento já seguiu para a presidência da câmara e para a junta de freguesia, mas não houve qualquer tipo de resposta. “O orçamento participativo não pode ser mais um instrumento que os políticos apresentem como sendo a panaceia para os problemas de participação. A persistência neste modelo é um fait-divers, andamos a perder tempo e dinheiro com isto quando podia ser feito de maneira diferente e produzindo resultados”, lamenta o vice-presidente da associação, Jorge Portijo, em declarações a O MIRANTE.
Para “Os Amigos do Forte” algumas formas de melhorar o processo passam por diversificar a forma como se comunica o projecto com a população, alterar o modelo de participação de base individualista para uma concertação e consenso de ideias, apostar mais na relação com as comunidades e menos na plataforma online e criar uma equipa independente que monitorize o processo e verifique o cumprimento das regras.
“A câmara não tem toda a responsabilidade pela falta de participação cívica da população, mas acaba por basear o orçamento numa plataforma digital e não o traz para a rua, para as escolas, para os pontos de decisão. É isso que falta”, nota o presidente da associação cívica, Eduardo Vicente. A associação conclui o estudo reflectindo que, a manter-se as taxas de adesão “sem expressão e abaixo da média”, a tendência será a população começar a sentir descrédito pela eficácia do modelo e das obras vencedoras.
Um milhão de euros para intervenções
O orçamento participativo de Vila Franca de Xira para este ano volta a ter disponível uma verba de um milhão de euros. Os munícipes são novamente convidados a participar em sessões de esclarecimento nas várias freguesias do concelho onde poderão dar sugestões de projectos a realizar. Na última reunião de câmara foi aprovada a calendarização para o orçamento participativo deste ano. As sessões públicas vão realizar-se entre Janeiro e Março, sendo que haverá depois um período de análise técnica e os projectos vão a votos em Junho. A população pode votar através de mensagem de telemóvel, pela internet ou nas juntas de freguesia, bibliotecas municipais e casas da juventude. A execução dos projectos vencedores será em 2015.»
Jornal O MIRANTE
Imprimido em 16-01-2014 16:56:46
Edição de 16-01-2014
Edição de 16-01-2014
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Orçamento Participativo
Registos fotográficos do 10.º Aniversário d' Os Amigos do Forte
Pela ordem como são apresentadas, temos:
- duas imagens dos convivas no interior do centro de interpretação do Sobral de Monte Agraço;
- ainda no interior do centro, temos mais 4 fotos seguintes, respetivamente: uma maqueta do Forte do Alqueidão; replica de canhão e telegrafo e outros elementos presentes no local; gravura que retrata a batalha travada no Sobral entre portugueses e franceses; e uma réplica da fardamento de um soldado francês.
- nas últimas duas fotos temos uma imagem da visita guiada realizada ao Forte do Alqueidão e a outra do bolo comemorativo do 10.º aniversário da associação, que fechou o almoço típico realizado no restaurante Vilamanjar.
- nas últimas duas fotos temos uma imagem da visita guiada realizada ao Forte do Alqueidão e a outra do bolo comemorativo do 10.º aniversário da associação, que fechou o almoço típico realizado no restaurante Vilamanjar.
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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
10.º Aniversário - Programa Comemorativo (19/Janeiro/2014 - Domingo)
No âmbito da comemoração do nosso 10.º aniversário, organizamos uma visita guiada ao centro interpretativo das linhas de torres de Sobral de Monte Agraço, seguida de visita ao maior reduto das linhas torres, Forte do Alqueidão, localizado nas imediações desta localidade, e a finalizar o já usual almoço comemorativo, conforme programa abaixo.
Há a necessidade de inscrição prévia. As inscrições para as visitas guiadas são imitadas.
O transporte ficará a cargo dos convivas, sendo certo que no local da partida se fará uma alocação,combinar entre todos, dos presentes pelas viaturas a .
O encargo com o almoço ficará na ordem de valores de anos transatos, cerca de 15,00€/pessoa.
Programa de visita
9.30 – Concentração no reduto nº38 no Forte da Casa
10.30 – Centro Interpretativo do Sobral de Monte Agraço (visita guiada)
11.30 – Visita ao Forte do Alqueidão (visita guiada)
13.00 – Almoço comemorativo em restaurante na zona do Sobral de Monte Agraço
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Reunião 10 Janeiro - sexta-feira - 21 horas
Avisam-se todos associados e cidadãos em geral que a próxima reunião da nossa associação é já no dia 10 de janeiro de 2014, sexta-feira, pelas 21 horas, no Pavilhão Gimnodesportivo do Forte da Casa.
Naturalmente que a par do tratamento de questões do foro administrativo da associação, este encontro é o habitual ponto de encontro aberto a todos e onde todos podem partilhar e discutir ideias, pontos de vista sobre a comunidade ou problemas que tenham identificado.
Naturalmente que a par do tratamento de questões do foro administrativo da associação, este encontro é o habitual ponto de encontro aberto a todos e onde todos podem partilhar e discutir ideias, pontos de vista sobre a comunidade ou problemas que tenham identificado.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Bom 2014!
Votos de bom 2014!
Um ano que se espera de fortes adversidades e de enormes desafios, também no domínio cidadania, renovamos a nossa vontade e disponibilidade para trabalhar em prol da comunidade e desse desafio maior que é o contributo para uma sociedade melhor.
Contamos com todos os contributos, contem com a nossa ação!
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL!
Os Amigos do Forte desejam a todos os associados, seguidores, fortenses e vilafranquenses um Feliz Natal!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira: que futuro?
Publicamos aqui um estudo realizado pela nossa associação sobre o Orçamento Participativo no nosso munícipio, que conta já com três experiências, sobre a forma como tem sido implementado e os resultados dececionantes que têm vindo a ser alcançados.
Este estudo foi enviado ao Vereador Fernando Paulo, com competências nesta área de intervenção, e foi levado ao conhecimento do Presidente de Junta da nossa União de Freguesias.
Aproveitamos, na comunicação enviada ao primeiro visado, para perguntar sobre qual o destino dado às verbas destinadas à freguesia do Forte da Casa nos OP de 2012/2013 e de 2013/2014, não aplicadas por incumprimento do n.º mínimo de votantes e, por outro lado, para saber qual o critério adotado para executar de forma discricionária projetos noutras freguesias que igualmente não obtiveram o n.º de votos necessários (conforme regulamento aplicável).
Esperamos trazer mais novidades/atualizações em breve.
Eis o estudo:
Problemática
A
opção de realizar o Orçamento Participativo de Vila Franca de Xira conta já com
três experiências realizadas – a última das quais no biénio em curso,
2013/2014 -, encontra-se já numa fase adiantada, próxima da execução dos projetos
escolhidos.
Um
instrumento que visa fomentar a participação e envolvimento dos cidadãos na gestão
pública, é originário de experiências realizadas com sucesso no Brasil, tem-se
disseminado com vários níveis de implementação e profundidade no nosso país.
Sendo certo que desconhecemos as metas que o anterior executivo de Vila Franca de Xira terá definido em termos de volume de participação, como sinteticamente veremos adiante, o fim a que se destina o instrumento em análise não tem sido alcançado, registando-se no nosso concelho uma indiferença esmagadora da população.
Considerando
os dados respeitantes a essas experiências, suportados também nalguns dados
daquelas que têm vindo a ser levadas a efeito no nosso país, entendemos ser o
momento ideal para realizar um balanço da eficácia desta opção política de
tornar participada a gestão pública no concelho de Vila Franca de Xira.
Nesse
sentido e como ponto de partida para a análise e a discussão do tema em
epígrafe, colocamos a seguinte questão: fará
sentido insistir na utilização deste instrumento ou será que o problema não
está no meio mas no modelo adotado e/ou na forma como está a ser implementado?
Análise
É
conhecido o distanciamento cívico e político que os portugueses têm evidenciado
nas últimas duas décadas, através das significativas e crescentes abstenções
registadas nos diversos atos eleitorais. Sabe-se também que um mecanismo como
orçamento participativo visa, entre outros importantes contributos, dar um impulso
ao estreitamento da distância entre o Estado e o cidadão, os administradores e
administrados, colocando os cidadãos e a comunidade como um todo no centro das
decisões.
Segundo
a associação In loco, a qual se tem
dedicado a estudar em pormenor a aplicação deste instrumento no nosso país,
sabemos que se objetivo maior não tem sido alcançado por esta via.
O
problema da fraca adesão e envolvimento não é caso único em Vila Franca de
Xira, pois as melhores experiências nacionais andam na casa dos 15% da população
envolvida na votação em orçamentos participativos (por exemplo, no caso de
Lisboa na última experiência a Câmara registou um envolvimento na casa dos 6%,
ou seja, cerca de 30 000 pessoas).
No
caso de Vila Franca o insucesso é mais evidente, com a melhor taxa de adesão
ficar pelos 0,6% da população residente e a ser registada este ano (terceiro
orçamento participativo realizado).
A
tabela seguinte apresenta uma exposição comparativa do número de participantes,
nas três edições realizadas, no total e num conjunto de cinco freguesias, bem
como o peso das votações face ao total da população residente (136 000 hab.).
Freguesia
|
2011-2012
|
2012-2013
|
2013-2014
|
VFX
|
51
|
24
|
203
|
Póvoa
|
60
|
70
|
154
|
Alverca
|
44
|
43
|
83
|
Forte da Casa
|
-
|
3
|
10
|
Vialonga
|
8
|
8
|
100
|
TOTAL
|
163
|
422
|
770
|
Votação em % da População
|
0,1%
|
0,3%
|
0,6%
|
Algumas
conclusões que podem ser retiradas destes dados:
- os votantes duplicaram de ano para ano, mas mantém-se abaixo dos 1 000;
- o processo envolveu sempre menos de 1% da população, tendo o melhor ano (por sinal o último) envolvido 0,6%;
- nas freguesias mais pequenas os resultados são dececionantes e até preocupantes. O caso do Forte da Casa, a par de outras pequenas freguesias aqui não referidas, fica na casa de uma dezena de votantes;
- a maioria das votações ficam abaixo do limiar mínimo de 50 votos definidos nas normas para os projetos avançarem. Por exemplo, no caso do Forte da Casa nenhum projeto foi concretizado, algo que se repetiu noutras pequenas freguesias, mas há exceções a esta regra (registou-se uma discriminação na aplicação da norma e nessa matéria o Forte da Casa ficou a perder)[1];
- os maiores centros urbanos (as três cidades do concelho) têm igualmente um envolvimento a toda a linha residual. Escassas dezenas de participantes, tendo em conta que Alverca e Póvoa têm cerca de 30 000 habitantes e Vila Franca cerca de 18 000.
- os resultados são ainda mais dececionantes se tivermos em conta que nos últimos dois orçamentos participativos a votação foi aberta a cidadãos não residentes no concelho, desde que com ele tivessem alguma relação.
Quanto
ao valor afeto a este instrumento passou de 500 000€ no primeiro ano, para 1
000 000€ nos anos subsequentes, representando estes montantes 1,3% (2011), 3,9%
(2012) e 3,3% (2013) do total das despesas de capital do município. Sabe-se que
a percentagem máxima a nível nacional ronda os 6% e a média nos 2 a 3%, logo
Vila Franca neste ponto não foge à média.
O
valor atribuído passou de 3,65€ per
capita em 2011-2012 para 7,30€ em 2012-2013 e assim se manteve no último
orçamento participativo.
Conclusões
Chegados aqui, constatando-se que a CMVFX insistiu em 2013/2014 neste projeto dentro dos mesmo moldes e antes do eventual arranque da próxima edição (2014/2015), a nossa associação questiona se não seria mais útil parar analisar os resultados – com taxas de adesão sem expressão, abaixo da média já de si baixa –, e extrair conclusões sobre o que de errado está acontecer?
Parar
não implica quanto a nós abandonar este instrumento, mas averiguar quais as
variáveis que estão na base do insucesso e que soluções podem ser adotadas para
o inverter.
Estará
a forma de comunicação errada? Será o envolvimento dos cidadãos desadequado?
Não estarão os munícipes identificados ou não acreditam nesta forma de
participação na vida pública? Será necessário (re)construir primeiro o espírito
de comunidade, para posteriormente emergir uma maior apego dos cidadãos à
comunidade e obter outro retorno?
Há
um conjunto de questões que poderão ser colocadas e certamente as respostas são
diversas e responsabilidades repartidas, contudo entendemos que cabe à
autarquia procurar reconfigurar o processo, adapta-lo de tal forma que os
resultados sejam outros.
Consideramos
existirem importantes falhas na forma e no processo de implementação, as quais
estão a inquinar uma maior adesão (mesmo não esperando grandes volumes de
participação), pelo que importa analisar e decifrar o que não funciona,
corrigir e aplicar o instrumento reconfigurado, testando novamente e melhorando
o que se revelar ainda errado.
Antes
de apresentarmos um conjunto de propostas de melhoria, importa ainda referir
que a adoção destes instrumentos não pode ser uma panaceia e simultaneamente,
face à não aderência da população, servir de fundamento para não procurar
envolver os cidadãos na tomada de decisão e tornar a gestão pública, de forma
crescente, nas áreas onde é possível.
Propostas de melhoria
1. Ouvir o que têm a dizer os decisores-destinatários
dos orçamentos (cidadãos), os órgãos autárquicos, estruturas partidárias e
associações locais sobre as experiências realizadas;
2. Aprender com as variáveis que
determinam o menor sucesso do processo;
3. Melhorar e diversificar a forma
como se comunica o processo (por exemplo, aproveitar a relação com as
associações e escolas como veículo).
4. Credibilizar e criar confiança
no processo, nomeadamente na concretização efetiva dos projetos (variável
dependente). As pessoas devem ser levadas a acreditar que o processo é
operacional;
5. Alterar o modelo de
participação de base individualista para uma base mais alargada
(concertação/consenso das ideias e projetos) fomentando, por exemplo, a criação
de grupos de trabalho de cidadãos em torno dos projetos que os acompanhem
durante a fase de surgimento da ideia, estudo técnico e processo de votação.
Mais participantes e participação, acompanhados de uma diminuição dos projetos
em votação;
6. Embora a web e o digital sejam boas apostas de suporte, o processo está
demasiado sustentado nessa plataforma. Esta deve ser utilizada em sentido
instrumental. Deve-se antes apostar na inter-relação de e com as comunidades,
não cingindo esta ligação às sessões participativas iniciais onde se escolhem
as áreas de intervenção. Entre outros, pode a CMVFX fomentar sessões
posteriores de discussão de projetos em fase de estudo, discutir alterações,
apresentar/explicar (ou dar condições aos proponentes e técnicos para o
fazerem) junto da população os projetos a concurso;
7. Melhorar a última fase do
processo (implementação/execução) dos projetos para que o cidadão perceba de
forma transparente e eficaz este processo, o calendário e o estado em que se
encontra a execução;
8. Concretizar os projetos
aprovados num curto espaço de tempo, comunicar e envolver a população na
colocação à disposição do bem ou serviço;
9. Criar uma equipa independente
das partes envolvidas (incluindo elementos dos órgãos autárquicos, técnicos das
autarquias e cidadãos) que monitorize todo o processo, verificando o
cumprimento das regras, apresentando soluções para questões imprevistas ou
mediação de dissensões e cumprimento pleno de todas as fases;
10. Apresentar um plano de aumento
das verbas disponíveis, áreas e momentos de votação, em resultado e em
proporção do interesse e envolvimento crescente da população nesta forma de
gestão participada;
11. Não sendo claro o destino das
verbas não utilizadas, importa encontrar forma transparente de as recanalizar,
nomeadamente com a realização de outras obras importantes da iniciativa da
CMVFX ou Juntas ou, em alternativa, transportar (leia-se adicionar) esse valor
para o orçamento participativo seguinte;
12. Olhar para as experiências de
nacionais e internacionais e colher ideias para melhor o seu modelo (benchmarking);
13. O orçamento participativo é um
importante instrumento de governação partilhada (democracia participativa),
pelo que importa tomar medidas para evitar a sua instrumentalização política pelos
executivos camarários.
Os orçamentos participativos só
existem com os cidadãos, pois sem a sua participação não fazem sentido!
[1]
Concretamente no respeita ao caso do Forte da Casa nas 3 edições já realizadas,
a freguesia não foi contemplada na 1.ª edição e nas edições subsequentes apesar
de ter sido incluída, os processos não registaram uma participação digna de
registo e nessa decorrência a verba que se encontrava adstrita foi canalizada
para algo que a população desconhece.
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Estudos,
Orçamento Participativo,
Vila Franca de Xira (concelho)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
"Viaduto do Forte da Casa só será demolido mediante aprovação de operação urbanística"
«Para que o viaduto do Forte da Casa seja demolido
é preciso que primeiro a Câmara de Vila Franca aprove o loteamento da
terceira e quarta fases do Forte da Casa.
Só depois, explica o município, o viaduto – que é propriedade privada, custou um milhão e meio de euros e nunca serviu para nada - poderá vir para a posse da câmara para ser demolido.
Face ao actual momento de crise atravessado pelo sector da construção, não se prevê que o loteamento venha a avançar tão cedo, o que adia durante mais alguns anos a solução para um problema que já tem uma década.
A O MIRANTE o município vila-franquense garante que quando tiver a posse do viaduto “analisará, na altura própria, a forma de concretizar a eventual demolição” daquele equipamento, operação que deverá rondar os 100 mil euros.
Desde 2008 que a câmara pondera proceder à demolição daquela estrutura, que desde cedo ficou ensombrada por questões de falta de segurança e construção em área de reserva agrícola, mas para isso precisa da autorização do proprietário, a empresa de José Maria Duarte Júnior, empresário falecido em 2011.
A construção do viaduto foi acompanhada pelos técnicos da autarquia de Vila Franca e foi interrompida por diversas vezes entre 2001 e 2007.
A meio das obras o promotor e a câmara tentaram introduzir alterações com vista a reduzir o grau de inclinação da saída da Póvoa de Santa Iria, mas viria a constatar-se que a curva era demasiado apertada para permitir condições de segurança aos automobilistas.
A empresa de José Maria Duarte Júnior terá investido cerca de dois milhões de euros no processo.»
Fonte: Jornal O Mirante, edição online, recolhido dia 21/11/2013 em: http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=66827&idSeccao=479&Action=noticia#.Uo5P7Se3AgU
Só depois, explica o município, o viaduto – que é propriedade privada, custou um milhão e meio de euros e nunca serviu para nada - poderá vir para a posse da câmara para ser demolido.
Face ao actual momento de crise atravessado pelo sector da construção, não se prevê que o loteamento venha a avançar tão cedo, o que adia durante mais alguns anos a solução para um problema que já tem uma década.
A O MIRANTE o município vila-franquense garante que quando tiver a posse do viaduto “analisará, na altura própria, a forma de concretizar a eventual demolição” daquele equipamento, operação que deverá rondar os 100 mil euros.
Desde 2008 que a câmara pondera proceder à demolição daquela estrutura, que desde cedo ficou ensombrada por questões de falta de segurança e construção em área de reserva agrícola, mas para isso precisa da autorização do proprietário, a empresa de José Maria Duarte Júnior, empresário falecido em 2011.
A construção do viaduto foi acompanhada pelos técnicos da autarquia de Vila Franca e foi interrompida por diversas vezes entre 2001 e 2007.
A meio das obras o promotor e a câmara tentaram introduzir alterações com vista a reduzir o grau de inclinação da saída da Póvoa de Santa Iria, mas viria a constatar-se que a curva era demasiado apertada para permitir condições de segurança aos automobilistas.
A empresa de José Maria Duarte Júnior terá investido cerca de dois milhões de euros no processo.»
Fonte: Jornal O Mirante, edição online, recolhido dia 21/11/2013 em: http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=54&id=66827&idSeccao=479&Action=noticia#.Uo5P7Se3AgU
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