quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Forte da Casa tem a funcionar nova passagem pedonal única na região


«A nova passagem superior pedonal do Forte da Casa, que liga o parque urbano daquela vila à zona ribeirinha e ao rio Tejo, abriu ao público no último fim-de-semana com apelos à sua preservação e manutenção.
 
É uma complexa obra de engenharia, feita em tabuleiros de betão pré-fabricados, que custou um milhão e 360 mil euros. Tem dois elevadores, atravessa a movimentada Estrada Nacional 10 e a linha do norte da CP. Dezenas de pessoas saíram à rua para participar na cerimónia e serem as primeiras a experimentar o novo equipamento. Incluindo também engenheiros e arquitectos da região de Lisboa, que foram conhecer a obra ao vivo.
 
“Vimos as imagens na Internet e quisemos vir conhecê-la in loco. Foi muito audacioso fazerem uma passagem com esta altura e inserida num meio apertado”, conta a O MIRANTE Rodrigo Mota, que foi à inauguração juntamente com três colegas do Instituto Superior Técnico. Outro amigo, Rui, destacou a forma como o desenho da passagem “não entra em conflito” com o meio que o rodeia.
 
As preocupações do grupo foram, porém, semelhantes às do presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS): como manter a passagem limpa, longe do vandalismo e em bom estado de conservação. “O que aqui inauguramos deve ser um motivo de orgulho que permitirá dar mais qualidade de vida a todos quantos vivem no Forte da Casa. Só espero que a passagem seja bem utilizada e não tenhamos um mau uso dela. Estou convicto que todos vamos estar à altura de a saber conservar”, apelou o autarca.
 
No discurso da inauguração, Alberto Mesquita lembrou que a obra era uma aspiração antiga e que a sua construção foi “repleta de dificuldades” que tiveram de ser ultrapassadas. Entre elas esteve a decisão de fazer os tabuleiros em pré-fabricado, uma decisão inédita na região.
 
A nova estrutura tem pilares com mais de 20 metros de altura que pesam, cada um, cerca de 33 toneladas. A maior peça da passagem pedonal é um tabuleiro pré-fabricado, colocado sobre a Estrada Nacional 10, com uma extensão de 35 metros e um peso de quase 100 toneladas. Os trabalhos de montagem decorreram durante a noite, em alguns locais a mais de 20 metros de altura.
 
A complexa operação de montagem de dois tabuleiros pré-fabricados obrigou ao corte da circulação na EN10 e da linha de comboio. Pronta desde Maio de 2014, a estrutura só abriu este mês por causa de imposições feitas pela Rede Ferroviária Nacional (Refer), no que dizia respeito à colocação de mais vedações de protecção em alguns locais, tarefa que só recentemente ficou concluída. A obra representa um investimento de um milhão e 360 mil euros, sendo que cerca de 560 mil euros foram financiados por fundos comunitários.
 
“É um momento há muito esperado e muito importante, não só pela ligação que proporciona mas pelo que simboliza, porque a aspiração de chegar ao rio a partir do Forte da Casa era muito antiga”, notou Jorge Ribeiro, presidente da nova União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.
 
A inauguração contou também com momentos de animação através do grupo de teatro Grutaforte e a actuação do grupo de reformados e pensionistas do Forte da Casa.»
 
Fonte: jornal O Mirante online, edição de 22 de janeiro de 2015 (http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=688&id=106509&idSeccao=12274&Action=noticia#.VNOY5CyJ1pk)
 
 
Veja ainda o vídeo disponibilizado por este jornal: carregue aqui.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Vila Franca de Xira e Loures unem-se para requalificar frente ribeirinha até ao Parque das Nações


O ano 2014 termina com uma boa notícia, que esperamos ver materializada em 2015!
 
O jornal Público, por Jorge Talixa, notícia hoje na sua edição online que «Vila Franca e Loures querem passeio ribeirinho de 20 kms até Lisboa».
 
Segundo o jornal O Mirante, «objectivo é apresentar uma candidatura conjunta no próximo quadro comunitário de apoio. Loures diz que pode tratar-se de um primeiro passo no contacto e união entre os dois municípios, que partilham fronteiras, problemas e desafios de viver às portas da capital.

Requalificar o que resta de toda a frente ribeirinha entre a Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira) e o Parque das Nações, no limite do concelho de Loures, é o objectivo de uma candidatura conjunta aos próximos fundos comunitários que está a ser estudada pelos dois municípios.

Até ao momento já foram realizadas duas reuniões técnicas com responsáveis dos dois municípios e os resultados são animadores. É expectativa dos dois executivos que uma candidatura conjunta possa ter maiores chances de captar os apoios da União Europeia que deverão chegar no âmbito do novo quadro comunitário em vigor até 2020. Ainda é cedo para falar de valores mas rondará os largos milhões de euros.

“Temos a grande ambição de chegar ao Parque das Nações e permitir que as pessoas possam caminhar ou andar de bicicleta entre Lisboa e Vila Franca de Xira”, nota Alberto Mesquita (PS), presidente do município vilafranquense. Um dos principais problemas é o facto da maioria dos terrenos à beira-rio ser propriedade privada. Um desafio que tem de ser estudado caso a caso. “Será um processo que tem de ser tratado com prudência. Teremos sempre de salvaguardar o interesse público”, vinca.

O presidente do município vila-franquense não exclui também encetar contactos com a Câmara de Alenquer, numa tentativa de requalificar também a zona ribeirinha a norte, entre Vila Franca e Castanheira (Vala do Carregado).

Contactado por O MIRANTE, o vereador responsável pelo pelouro do urbanismo e ambiente da Câmara de Loures, Tiago Matias (CDU), diz que se trata de uma oportunidade “ímpar” de aproximar os dois concelhos e as populações ao rio.

“Foi um contacto quase recíproco entre Vila Franca e Loures. Vila Franca já tem trabalho muito bem feito neste tipo de requalificações e uma das nossas vontades é precisamente chegar à frente ribeirinha e torná-la acessível e do usufruto da população”, explica.

O autarca de Loures diz estar entusiasmado e motivado com os primeiros resultados das reuniões e garante que existe “uma grande vontade” de concretizar a candidatura conjunta. “Não tenho dúvidas que pode ser o primeiro passo para uma convergência de esforços e interesses, incluindo noutras matérias”, nota.

Recorde-se que Vila Franca de Xira possui uma estratégia para reabilitar os 23 quilómetros da sua margem direita do rio Tejo, já tendo realizado essa requalificação entre Vila Franca de Xira e Alhandra e entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria. A principal cidade do concelho, Alverca, continua de fora desta requalificação devido a problemas com a posse dos terrenos e incompatibilidades com as servidões aéreas das oficinas aeronáuticas.

Na primeira fase, entre Alhandra e Vila Franca de Xira, foram investidos mais de 6 milhões e 700 mil euros. A requalificação da frente ribeirinha da cidade de Vila Franca de Xira custou 13 milhões e 700 mil euros e a terceira fase, na zona sul do concelho entre Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, 7 milhões e 100 mil euros.»

Fonte: Jornal O Mirante (edição online de 24/12/2014; http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=684&id=105881&idSeccao=12189&Action=noticia#.VKEpicHvWg)

domingo, 26 de outubro de 2014

Resultados da Sessão Pública: «Sustentabilidade Local - participação e envolvimento das comunidades com a envolvente»


Decorreu no passado dia 17 de outubro, pelas 21.30, na Póvoa de Santa Iria, mais uma sessão pública organizada pela nossa associação. Desta feita, o tema em debate foi: «Sustentabilidade local – participação e envolvimento das comunidades com a envolvente».

A sessão contou com a presença de dois oradores convidados do Observa, centro de estudos da Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, os Doutores João Guerra e José Gomes Ferreira, tendo a condução e moderação dos trabalhos ficado a cargo do nosso associado e conterrâneo António Infante.

A plateia maioritariamente constituída por autarcas da União de Freguesias da Póvoa e Forte da Casa e pelos nossos associados, destoou de iniciativas anteriores (mais concorridas e diversas), embora esteja infelizmente em linha com outros eventos do tipo organizados no concelho pelas autarquias e outras, poucas, pelo movimento associativo.

A par da fraca adesão da população, destaca-se negativamente a ausência de qualquer membro do município de Vila Franca. Pensamos que o tema em discussão e a qualidade técnica dos especialistas que tínhamos em presença e do organismo que representam, mereciam outra resposta por parte da câmara, dos eleitos e forças políticas que o compõem.

Estamos em querer que esta situação terá sido episódica, que a importância dos temas contidos (sustentabilidade, escassez de recursos, participação cívica, governança local ou transparência), na discussão crítica e construtiva, como é apanágio da nossa associação cívica, tendo em vista a construção do futuro da democracia local, não se ficará no que à administração local diz respeito apenas pela sua alusão em planos e orientações políticas emblemáticas (como a Agenda 21 Local, Orçamento Participativo ou mais recentemente o Plano Municipal do Ambiente).

É preciso debater e praticar estes conceitos. Foi isso que procuramos fazer com relativo sucesso pois, se por um lado a fraca adesão em volume não foi positiva, por outro, após uma rica exposição por parte dos oradores, seguiu-se um conjunto de intervenções e contra intervenções, gerando-se um debate fluído e frutuoso entre a mesa e a plateia anormal neste tipo de sessões (ponto de destaque pela positiva).

Da sessão pensamos ser importante reter que:

- Sustentabilidade, não representa mais do que o já conhecido conceito de Desenvolvimento Sustentável. São portante conceitos similares, uma atualização fruto, em parte da moda e, por outro lado, da erosão do tempo;

- A dinâmica de crescimento e de utilização dos recursos escassos deverá nos próximos anos sofrer (por imposição da natureza e da escassez agravada) uma mutação (estagnação ou decrescimento económico, tendo como contrapartida o incremento de outras variáveis ligadas à sustentabilidade do ecossistema);

- A sustentabilidade deixará de ser vista como utopia e orientação ambientalista (quase radical) como uma imposição e terá descolar da questões económicas;

- A sustentabilidade está dependente da capacidade financeira, localização dos municípios e da vontade política dos autarcas, ao invés de se constituir como uma opção estrutural. Os planos e opções políticas declaradas raramente saem do papel, e quando saem estão ligadas à necessidade de garantir maior eficiência derivado das restrições orçamentais (p.e. gastos com iluminação pública);

- Os resultados, a nível nacional, de implementação das Agendas 21 Local são praticamente inexistentes. Muitos planos não saíram do papel;

- A promessa de uma governança local participada está por cumprir na nível na nacional. Os orçamentos participativos não podem ser apontados como uma panaceia para todos os males;

- (...).

A todos os envolvidos neste evento, o profundo agradecimento da Direção dos Amigos do Forte, pela disponibilidade e magnificência que conferiram à sessão, em especial aos oradores convidados e à Paróquia da Póvoa de Santa Iria que mais uma vez disponibilizou o seu auditório para uma das nossas iniciativas.

Aproveitamos para deixar a ligação à notícia publicada pelo Jornal O Mirante, o qual fez a cobertura jornalística da sessão.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Regeneração Urbana do Concelho de Vila Franca de Xira

 
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a desenvolver um estudo conducente à definição de uma estratégia de Regeneração Urbana para o Concelho de Vila Franca de Xira, com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

PrintO contributo e opinião de munícipes e organizações da sociedade civil revela-se imprescindível para a sua elaboração. Para isso, apelamos à sua participação nos debates temáticos, cuja calendarização aqui apresentamos, e que contarão com a presença de especialistas em cada área.
Venha debater connosco o desenvolvimento e qualidade de vida do Concelho!
 
 
13 Outubro - Revitalização Comercial

20 Outubro - Emprego e Atratividade Empresarial

27 Outubro - Habitação e Fundos de Desenvolvimento Urbano

03 Novembro - Energia e Sustentabilidade Urbana

10 novembro - Turismo e Cultura
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

20 de outubro - Dia Nacional das Linhas de Torres

 
O Parlamento aprovou no passado dia 17, por unanimidade, a criação do Dia Nacional das Linhas de Torres em "homenagem à resistência do povo português aliada à estratégia e engenharia militar" do "mais notável conjunto de fortificações das Guerras Napoleónicas".
 
"A criação do Dia Nacional das Linhas de Torres propõe ser uma justa homenagem à memória e resistência do povo português aliada à estratégia e engenharia militar. Ao espírito de sacrifício de todos aqueles que lutaram contra o invasor, fosse integrando o exército aliado, construindo as fortificações ou abandonando as suas casas e destruindo os seus bens, privando o exército invasor de se alimentar no terreno mas, também, pondo em causa a subsistência dos compatriotas e o futuro do país", lê-se na deliberação.
 
O projeto de resolução, aprovado por unanimidade, foi apresentado pelo PSD, PS e CDS-PP.
 

domingo, 12 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Conferência "Afirmar o Futuro - Políticas Públicas para Portugal"

 
Dias 6 e 7 outubro 2014
Fundação Calouste-Gulbenkian


O Instituto de Políticas Públicas (IPP) organiza em parceria com a Fundação a Conferência Gulbenkian 2014: Afirmar o Futuro – Políticas públicas para Portugal.
 
Serão dois dias de intenso e estimulante debate com os contributos de cidadãos provenientes de vários campos da vida social, em especial da Universidade, da esfera económica e empresarial, do mundo associativo, e da administração pública.


Áreas Temáticas

Instituições, finanças públicas e reforma do Estado
Coordenador: Paulo Trigo Pereira

Economia real e desenvolvimento sustentável ­
Coordenador: João Leão

Políticas sociais – segurança social, saúde, exclusão social
Coordenador: Pedro Pita Barros

Território, ordenamento e ambiente
Coordenador: João Ferrão

Organização

Comissário:
Viriato Soromenho-Marques

Comissão Científica:
Viriato Soromenho-Marques (coord.)
Paulo Trigo Pereira
Carlos Farinha Rodrigues
Marina Costa Lobo
Pedro Pita Barros
Ricardo Cabral


Oradores convidados

Mark Blyth ● Paul de Grauwe ● Ricardo Reis ● Ana Sofia Ferreira ● António Bagão Félix ● António Figueiredo ● António José Teixeira ● Artur Santos Silva ● Carlos Farinha Rodrigues ● Eduardo Marçal Grilo ● Eduardo Oliveira Fernandes ● Emílio Rui Vilar ● Eugénio Fonseca ● Fernando Medina ● Graça Franco ● Isabel Mota ● José António Pinto Ribeiro ● João Ferrão ● João Leão ● João Lobo Antunes ● João Seixas ● Jorge Vasconcelos ● José Joaquim Gomes Canotilho ● José Manuel Félix Ribeiro ● José Neves Adelino ● Luísa Schmidt ● Manuel Caldeira Cabral ● Margarida Corrêa de Aguiar ● Marina Costa Lobo ● Mário Centeno ●
Martin Essayan ● Miguel Cadilhe ● Miguel Pina e Cunha ● Nuno Ferrand de Almeida ● Nuno Garoupa ● Paulo Trigo Pereira ● Pedro Pita Barros ● Ricardo Costa ● Ricardo Paes Mamede ● Sevinate Pinto ● Teresa Gouveia ● Tiago Pitta e Cunha ● Viriato Soromenho-Marques

Fonte: http://www.ipp-jcs.org/pt/afirmar-o-futuro/

domingo, 28 de setembro de 2014

Economia Cívica

 
«Portugal cria primeiro fundo para a economia cívica num total de 150 milhões
 
Poiares Maduro quer a sociedade civil a trabalhar em conjunto com as entidades públicas e privadas, como já acontece em Londres
 
Portugal vai ser o primeiro país a criar um fundo de 150 milhões de euros para a economia cívica, em linha com a política de Bruxelas para o quadro comunitário 2014-2020. O projecto, anunciado ontem pelo ministro Poiares Maduro durante a conferência "Estratégia para a Economia Cívica em Portugal, um marco para a Europa", procura responder à recessão económica com investimentos em projectos de inovação e empreendedorismo, nomeadamente na área social, que envolvem toda a sociedade e alinham os interesses públicos com os privados.
 
Indy Johar e Filippo Addarii, da Solve London, explicaram o conceito desta nova economia através de exemplos concretos: na capital de Inglaterra, uma associação de proprietários investiu no up-grade das casas para reduzir o consumo de energia. O projecto foi apoiado pela plataforma e, cinco anos depois, houve redução de custos, não só em termos energéticos como noutras áreas, incluindo a saúde, uma vez que as idas ao médico e aos hospitais caíram a pique nessa zona.
 
"A ideia é que estes projectos não sejam uma obrigação, mas sim uma decisão dos cidadãos, que agem em colaboração com as entidades públicas, nomeadamente as locais", explicou Indy Johar, fundador da Solve London, ao i. Outro exemplo: a remoção dos lixos das ruas. A Solve London fez uma experiência que passou por pagar um fee pela menor produção de resíduos urbanos e, mais uma vez, teve bons resultados, com maior separação dos lixos e menos produção. "Num mundo em que os governos são responsáveis pela prestação deste tipo de serviços, não são previsíveis os recursos que vão ter de usar, no futuro, com estas actividades. Logo, isso cria um espaço para a intervenção da economia cívica, que pode vir a diminuir substancialmente a factura nos próximos anos."
 
Inglaterra tem vindo a investir na economia cívica nos últimos 15 anos, em políticas defendidas quer pela direita quer pela esquerda. "Ainda me surpreende a visibilidade dada a este tema", disse Filippo Addarii, que trocou a Itália por Inglaterra para melhor poder trabalhar nesta área. "Ainda no domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, esteve a falar da importância deste novo comportamento, que promove o sentido cívico das pessoas e as leva a associarem-se com as entidades públicas e privadas, e o 'The Times' levou o assunto à primeira página."
 
Para Indy Johar, um dos oradores da conferência de ontem, "estamos a entrar numa era em que a inovação social e cívica será uma força motriz do crescimento regional e da resiliência. O mercado de investimento social é um sector em crescimento no Reino Unido. Em 2013 valia cerca de 140 milhões de euros e está projectado chegar aos mil milhões em 2016". Johar acrescentou que, "impulsionado pela criatividade, energia e movimentação de uma gama diversificada de empresários cívicos e empresas socialmente focadas, o seu poder é cada vez mais reconhecido ao nível político, quer no G8, quer na União Europeia, quer ainda ao nível dos governos nacionais e locais. Estamos a assistir cada vez mais a investimentos estratégicos direccionados para uma série de novos públicos e nichos de mercado, através de iniciativas financiadas por filantropos privados, como a que envolveu uma doação de 703 milhões de euros ao Big Capital Social, ou os 117 milhões aplicados no Fundo Europeu de Investimento, para só citar alguns casos".
 
O novo Papa tem sido um dos mais acérrimos defensores desta nova economia, muito mais próxima das pessoas e que visa responder a problemas concretos do dia-a-dia das populações, como o apoio aos mais idosos ou a populações carenciadas, através de estruturas inovadoras que funcionam à margem do Estado, mas com o apoio e colaboração de entidades públicas e privadas.
 
Na conferência de ontem participaram, para além de Indy Johar, Simon Willis, CEO da Young Foundation do Reino Unido e especialista em inovação no sector público; António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto; David Wood, director da Initiative for Responsible Investment da Universidade de Harvard; monsenhor Giampietro Dal Toso, secretário-geral do Cor Unum (Santa Sé) e coordenador de todas as organizações católicas no mundo; Mario Calderini, assessor do governo de Itália em inovação social e membro da task force do G8 sobre investimento com impacto social; e Maria da Graça Carvalho, assessora da BEPA (Comissão Europeia) que apresentou o novo relatório sobre inovação social da comissão.»
 
Fonte: artigo de Margarida Bon de Sousa, de 26 de setembro de 2014, publicada pelo Jornal i online, em http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/portugal-cria-primeiro-fundo-economia-civica-num-total-150-milhoes/pag/-1

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Jornadas Europeias do Património 2014 - "Património, sempre uma descoberta"

 
Terão lugar nos dias 26, 27 e 28 de setembro as Jornadas Europeias do Património 2014, este ano subordinadas ao tema Património, sempre uma descoberta. Com este tema pretende-se chamar a atenção para a permanente novidade que o Património Cultural encerra, sempre atualizado através de novo conhecimento, novos olhares e novas interpretações; de igual modo o enorme potencial do Património, construído ou imaterial, e a sua  importância determinante para um desenvolvimento harmonioso e equilibrado da sociedade, estão contidos neste tema.
 
Entre sexta-feira e domingo, a entrada nos museus, monumentos e palácios sob tutela da DGPC é gratuita para quem participe nas iniciativas das jornadas.
O objetivo principal das JEP e de outras iniciativas locais é a sensibilização dos cidadãos para a importância da proteção e usufruto do património.
A apresentação pública das JEP está marcada para as 18:00, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva, que apresentarão o programa e os prémios do concurso de fotografia "Num Instante... o Património!".
 

Diálogo em sociedade. Cidadania 2.0


«Evento arranca esta sexta-feira para mostrar que as redes e ferramentas sociais podem melhorar o diálogo em sociedade e aumentar a participação dos cidadãos. O conceito é ilustrado com 10 projetos. 

No Brasil, qualquer cidadão pode consultar gratuitamente dados sobre as escolas brasileiras e acompanhar a evolução do ensino no país. Como? Através do
QEdu, uma plataforma online produzida em 2012 pela Fundação Lemann, que visa contribuir para a qualidade da aprendizagem dos alunos brasileiros, e pela Meritt Informação Educacional, que organiza, disponibiliza e permite a manipulação dos dados de cada aluno, turma ou escola.

O QEdu é um dos projetos que vai ser apresentado no primeiro dia do evento
Cidadania 2.0, que decorre esta sexta-feira e sábado, no Teatro Rivoli, no Porto. A iniciativa nasceu em 2010 pelas mãos de Ana Neves e Ana Silva. Vítor Silva, também da organização, aderiu em 2011. O evento, sem fins lucrativos, pretende inspirar, informar e impulsionar projetos que, através das redes e ferramentas sociais, dados abertos e aplicações móveis, promovam o diálogo em sociedade e a participação ativa dos cidadãos.

“Queremos mostrar às pessoas, não com teorias, mas com projetos concretos, que as redes e ferramentas sociais podem melhorar o diálogo e a participação dos cidadãos”, explicou Ana Neves ao Observador.

Um dos objetivos para a edição deste ano era aumentar o número de organizações não-governamentais (ONG) e instituições públicas inscritas no evento e, apesar de o número das primeiras ter mais que duplicado face ao ano passado, a quantidade de instituições do Estado presentes diminuiu.

“Um dos grandes entraves é o desconhecimento por parte da Administração Pública [do que são estes projetos], que pensam que a cidadania 2.0 é apenas colocar dados cá fora. Têm uma visão muito limitada do que é possível fazer e não exploram as possibilidades”, adianta Ana Neves.

Os promotores do QEdu foram convidados pela organização do evento para mostrarem o projeto brasileiro aos portugueses. Através dos filtros disponíveis na plataforma, qualquer cidadão pode comparar rendimentos entre instituições de ensino, municípios e estados vizinhos. “A principal meta educacional de um país deve ser garantir ensino de qualidade a todos os alunos. No QEdu, você fica a saber quantos alunos aprenderam aquilo que é adequado para cada etapa e consegue, assim, compreender melhor a educação no Brasil”, lê-se na página oficial.

Dez ideias para mostrar como se faz

O QEdu não é o único projeto a ser apresentado no primeiro dia do Cidadania 2.0. Além da plataforma online brasileira vão ser apresentadas mais nove ideias, que versam sobre áreas tão distintas como tecnologia, saúde ou educação. O que têm em comum? Todos utilizam redes sociais e dados abertos para passarem as suas mensagens.

Da Comissão Europeia, chega o projeto belga
Futurium, uma plataforma online lançada pela Direção-Geral de Redes de Comunicação, Conteúdo e Tecnologia do organismo europeu. Objetivo: facilitar uma reflexão ampla sobre as futuras políticas europeias, combinando o caráter informal das redes sociais com a abordagem metodológica das previsões para envolver as partes interessadas na criação de futuros e ideias políticas.

Quem quiser contribuir para esta reflexão, pode fazê-lo enquanto criativo ou pensador visionário, escrevendo um artigo, ensaio ou enviando uma sugestão. Também pode ser verificar conteúdos, porque cada “futuro” deve cumprir com padrões mínimos de qualidade no que diz respeito às mensagens e ao estilo linguístico. Partilhar as contribuições dos pensadores ou promover conversas são outras formas de difundir a mensagem.

“Futurium pretende ter disponível conteúdo visionário e intrigante, que pode ajudar a informar [os cidadãos] sobre as reflexões políticas. Não importa o quão longe no tempo é, [o conteúdo] tem de ser inspirador”, lê-se na página da iniciativa.

De Espanha, chega o
FlipOver, plataforma online que ajuda a identificar desafios sociais, desenhando soluções e intervindo. eSolidar, Adoeci, Sense My City, Popstar, Invasoras.pt, PSP no Facebook e Portal da Transparência Municipal são os sete projetos portugueses que serão apresentados nesta sexta-feira. O eSolidar é um ecossistema de solidariedade online para aumentar a sustentabilidade e visibilidade das organizações sem fins lucrativos, através da compra, venda e licitação de produtos.

O Adoeci é uma plataforma para a partilha de experiências entre pacientes que tenham sido diagnosticados com uma patologia e respetivos familiares. Objetivo: criar registos como contactos médicos, estados de humor, entre outros. O Sense My City é uma aplicação desenvolvida para smartphones, que regista o dia-a-dia dos utilizadores para avaliar situações como consumos de combustível ou níveis de stress.

No Popstars, há recolha, medição e agregação de opiniões políticas e económicas manifestadas no Twitter, blogosfera e notícias, para confrontar estes dados com indicadores mais convencionais de opinião pública. O projeto invasoras.pt alerta para o problema das invasões biológicas e dá a conhecer plantas invasoras a nível nacional.

Todos os cidadãos que quiserem saber quais são as receitas, despesas municipais ou a sustentabilidade financeira do seu município, podem aceder a essa informação no Portal de Transparência Municipal.»
 
Fonte: notícia de Ana Pimentel, publicada pelo Observador, dia 26/09/2014, em http://observador.pt/2014/09/26/dialogo-em-sociedade-cidadania-2-0-arranca-hoje/