segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sessão Legionella | 22 Fevereiro | 20:30


Na sequência da Oficina participativa realizada em 13 de Outubro de 2016, com a colaboração da nossa Associação e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, irão agora ser apresentadas as conclusões dos dados recolhidos nessa ocasião.
 

Será também apresentada a recém constituída Associação de Lesados do Surto da Legionella.
 

Pelas implicações sociais que aquele surto de Legionella produziu no concelho de Vila Franca de Xira e em particular na Vila do Forte da Casa, torna-se essencial que os contributos da cidadania para apurar a responsabilidade pelo ocorrido prossiga o seu caminho, para que tal não seja esquecido.

A sessão realiza-se no salão da delegação da União de Freguesias Póvoa Sta Iria e Forte da Casa, localizado na Rua Padre Américo, 2A do Forte da Casa.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Transparência nos sites dos municipios


A transparência dos sites dos 308 municípios portugueses melhorou no geral, mas continua a ser escassa no caso da contratação pública. A informação é da Associação Cívica Transparência e Integridade.

Este ranking é publicado anualmente e avalia sete categorias: a informação sobre a organização, composição social e funcionamento do município; planos e relatórios; impostos, taxas, tarifas, preços e regulamentos; relação com a sociedade; transparência na área do urbanismo; transparência económico-financeira; transparência na contratação pública.

O site com mais transparência é, pelo segundo ano consecutivo, o do concelho de Alfândega da Fé, em Bragança, e o pior foi o concelho de Penela, de Coimbra.

Mais informações sobre este tema, leia aqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Constituída associação de vítimas do surto de legionella em Vila Franca de Xira


«Está oficialmente criada e registada a AAVL - Associação de apoio às vítimas do surto de legionella de Vila Franca de Xira. A informação é avançada a O MIRANTE por Joaquim Perdigoto, um dos sócios fundadores e também ele vítima do surto.

A constituição da associação é o culminar de uma aspiração antiga de várias vítimas que esperam que a união faça a força, numa altura em que, passados dois anos, a justiça continua sem actuar sobre os arguidos do caso.
O surto de legionella de Vila Franca de Xira, registado em Novembro de 2014, infectou 375 pessoas e causou a morte a outras 14 pessoas. Além de Joaquim Perdigoto, é também sócio fundador Alfredo Notário.

A primeira assembleia-geral da associação está marcada para sábado, 4 de Fevereiro, pelas 21h00 na sede do Centro Popular de Cultura e Desporto (CPCD) da Póvoa de Santa Iria e tem como ordem de trabalhos a constituição dos órgãos sociais, discussão de formas de luta e outros assuntos que as vítimas entendam apresentar»

Jornal O Mirante | Edição online
04 de Fevereiro

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Avaliação da reorganização territorial das freguesias e do respetivo reforço de competências


Resolução da Assembleia da República n.º 8/2017, de 25 de janeiro:

Recomenda ao Governo a avaliação da reorganização territorial das freguesias e do respetivo reforço de competências

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que promova:

1 - A avaliação da reorganização territorial das freguesias, com a participação de todas as freguesias e municípios, por forma a aferir os resultados das fusões ou agregações realizadas e corrigir casos mal resolvidos.

2 - A discussão sobre o reforço das competências próprias das freguesias, atendendo à necessidade de alocação eficiente de recursos humanos e financeiros, com vista a assegurar maior eficiência na gestão autárquica e qualidade nos serviços de proximidade.

3 - O envolvimento das associações representativas das freguesias e municípios neste processo e o seu diálogo e trabalho com o Governo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O mundo (e Portugal) está assim tão mal?



«A pobreza cai a pique, a mortalidade infantil também, cada vez mais pessoas sabem ler e enquanto planeta estamos cada vez mais livres. Então porque é que parece que vamos de mal a pior?

Acha que o mundo em geral está a ficar pior, melhor, ou nem uma coisa nem outra? Uma sondagem conduzida em vários países pela empresa de sondagens YouGov mostrou que apenas 3% das pessoas em França e 4% das pessoas no Reino Unido acreditam que o mundo está a melhorar. Mesmo no país mais otimista — a China — só 41% pensam que as coisas em geral estão a ficar melhores.»

Acabamos de citar o texto introdutório de uma peça jornalística do jornal Eco Online, de 21 de janeiro de 2017 (que podes visitar aqui), a qual se foca em cinco vertentes (saúde, pobreza, liberdade, educação e população) para provar e concluir que, apesar das perceções afinal o mundo tem progredido no bom sentido, que estamos melhor do que estávamos no passado e que os progressos tem sido enormes. O mundo está melhor!

Uma reportagem sintética e fundamental.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Resultados do Orçamento Participativo 2016


Já são conhecidos os resultado do último Orçamento Participativo (2016).

Foram rececionados 7808 votos em todo o concelho, nos 28 projetos colocados a concurso.
 
Aceda aqui aos resultados em cada freguesia.

Os números continuam a revelar uma fraca adesão ao processo, algo que ano após ano se tem vindo a verificar. Mais uma vez alertados para a necessidade de rever o processo, de forma a despertar mais interesse junto da população.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Saiba se o seu município está a exportar mais"


A maioria dos municípios portugueses aumentou as exportações entre 2013 e 2015. A nível nacional, o volume de bens vendidos ao exterior cresceu 5,3%. Fique a saber como é que o seu município evoluiu nas vendas ao estrangeiro nesses três anos: >> DESCUBRA AQUI <<

No caso de Vila Franca de Xira, como se pode observar pelo mapa, entre 2013 e 2015, houve um decréscimo de 6,7%.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os 10 gráficos que marcaram 2016..


O Jornal online Eco - Economia online, no dia 27/12/2016, publicou uma notícia com «dez gráficos que marcaram o ano e permitem tirar um instantâneo da economia portuguesa. 2016 foi um ano de recordes, embora nem todos tenham sido positivos». 

Publicação fundamental a não perder aqui.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Serviços públicos de volta ao Estado e/ou Municípios



Os últimos tempos têm sido pródigos em casos de serviços de públicos entregues a privados ou empresas públicas que voltam à Administração Pública.

Os casos mais sonantes são: o da Carris e a sua passagem para a alçada da CMLisboa (municipalização); a possível passagem da administração do hospital de Cascais, atualmente em regime de parceria público privada, para a égide do Serviço Nacional de Saúde; e a passagem da gestão da água e saneamento de Mafra para CMMafra, atualmente sob responsabilidade de privados.

No que toca ao caso da água e saneamento de Mafra, a decisão está tomada e irá permitir descer as tarifas da água em 5%, quando o atual concessionário se preparava para aumentar as tarifas em 30% (pedido de reequilíbrio financeiro previsto no contrato). A Câmara Municipal de Mafra deliberou, por unanimidade, na prossecução do superior interesse público municipal, iniciar o processo de resgate da concessão do serviço público de abastecimento de água e de reversão do serviço público de saneamento de águas residuais (em baixa), com vista à assunção da gestão integral dos referidos serviços pelo Município de Mafra. Não deixa de ser curioso destacar que o município é marcadamente de orientação social democrata e os destinos da respetiva câmara são controlados pelo Partido Social Democrata.

Já a passagem do hospital de Cascais para mãos públicas é apenas e só, pelo menos para já, uma hipótese. Encontra-se em curso tendo em vista o estabelecimento de uma PPP que seja mais vantajosa para o Estado e para os destinatários dos cuidados de saúde. Se essas propostas não aparecerem ou se a proposta de valor não for identificada como tal, tendo em conta o interesse público, o hospital poderá vir a integrar a rede pública do Serviço Nacional de Saúde.

No caso da Carris, com mais eco na comunicação social, a passagem para CMLisboa permitirá efetuar investimentos importantes em equipamento de transporte, contratação de pessoal, criação de novas carreiras, melhor gestão operacional e, espera-se, financeira, ficando toda a dívida acumulada na administração central do estado.

Estes movimentos, especialmente a passagem da gestão privada para a pública, vêm provar que é possível ser mais eficiente na gestão pública, que nem sempre a gestão privada é melhor que a pública. Por outro lado, fica claro que os municípios Têm um papel muito importante nesta matéria, dão exemplos de boa gestão financeira e também operacional, daí que fenómenos de remunicipalização possam ser mais frequentes nos próximos tempos.

Eliminando a lógica de maximização do lucro, imperativa na gestão privada, a gestão pública melhora o acesso e a qualidade dos serviços. A gestão pública também permite aumentar significativamente o investimento, porque reinveste os lucros nas infraestruturas, respeita os direitos laborais, tende a preservar o ambiente e a ser mais transparente.

Ficaremos por aqui? Com os ventos políticos, económicos e financeiros talvez estes sejam os primeiros casos entre muitos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Descobrir a saúde financeira do seu município..


No seguimento do nosso post anterior, deixamos aqui a ligação para uma notícia publicada pelo Jornal de Negócios online, acerca da saúde financeira dos municípios portugueses.

Esta edição apresenta um mapa interativo que identifica os municípios por escalões coloridos consoante o volume de dívida a pagar.

Para além dessa informação, é possível saber alguns dados-chave de cada município. 
 
No caso da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (CMVFX) ficamos a saber que se posiciona próximo do último escalão dos que mais dívida têm e ficamos ainda a saber:
  • Dívidas a pagar: 27,5M€;
  • Receita IMI: 14,4M€;
  • Receita IMT: 4,1M€;
  • Prazo médio pagamento: 6 dias;
  • N.º trabalhadores: 790;
  • Tx. Execução receita: 102,3%;
  • Investimento: 16,3% da despesa;
  • Despesa com pessoal: 16,2M€ (representam 29,4% do total).
Apesar de pagar rapidamente, a CMVFX gere um montante dívida elevado, ainda que em linha com outros municípios da sua dimensão e posição geográfica. Tem uma boa taxa de execução da receita e o investimento também está em linha com aquilo que se encontra convencionado como uma boa taxa (15%).