segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Vila Franca de Xira e Loures unem-se para requalificar frente ribeirinha até ao Parque das Nações


O ano 2014 termina com uma boa notícia, que esperamos ver materializada em 2015!
 
O jornal Público, por Jorge Talixa, notícia hoje na sua edição online que «Vila Franca e Loures querem passeio ribeirinho de 20 kms até Lisboa».
 
Segundo o jornal O Mirante, «objectivo é apresentar uma candidatura conjunta no próximo quadro comunitário de apoio. Loures diz que pode tratar-se de um primeiro passo no contacto e união entre os dois municípios, que partilham fronteiras, problemas e desafios de viver às portas da capital.

Requalificar o que resta de toda a frente ribeirinha entre a Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira) e o Parque das Nações, no limite do concelho de Loures, é o objectivo de uma candidatura conjunta aos próximos fundos comunitários que está a ser estudada pelos dois municípios.

Até ao momento já foram realizadas duas reuniões técnicas com responsáveis dos dois municípios e os resultados são animadores. É expectativa dos dois executivos que uma candidatura conjunta possa ter maiores chances de captar os apoios da União Europeia que deverão chegar no âmbito do novo quadro comunitário em vigor até 2020. Ainda é cedo para falar de valores mas rondará os largos milhões de euros.

“Temos a grande ambição de chegar ao Parque das Nações e permitir que as pessoas possam caminhar ou andar de bicicleta entre Lisboa e Vila Franca de Xira”, nota Alberto Mesquita (PS), presidente do município vilafranquense. Um dos principais problemas é o facto da maioria dos terrenos à beira-rio ser propriedade privada. Um desafio que tem de ser estudado caso a caso. “Será um processo que tem de ser tratado com prudência. Teremos sempre de salvaguardar o interesse público”, vinca.

O presidente do município vila-franquense não exclui também encetar contactos com a Câmara de Alenquer, numa tentativa de requalificar também a zona ribeirinha a norte, entre Vila Franca e Castanheira (Vala do Carregado).

Contactado por O MIRANTE, o vereador responsável pelo pelouro do urbanismo e ambiente da Câmara de Loures, Tiago Matias (CDU), diz que se trata de uma oportunidade “ímpar” de aproximar os dois concelhos e as populações ao rio.

“Foi um contacto quase recíproco entre Vila Franca e Loures. Vila Franca já tem trabalho muito bem feito neste tipo de requalificações e uma das nossas vontades é precisamente chegar à frente ribeirinha e torná-la acessível e do usufruto da população”, explica.

O autarca de Loures diz estar entusiasmado e motivado com os primeiros resultados das reuniões e garante que existe “uma grande vontade” de concretizar a candidatura conjunta. “Não tenho dúvidas que pode ser o primeiro passo para uma convergência de esforços e interesses, incluindo noutras matérias”, nota.

Recorde-se que Vila Franca de Xira possui uma estratégia para reabilitar os 23 quilómetros da sua margem direita do rio Tejo, já tendo realizado essa requalificação entre Vila Franca de Xira e Alhandra e entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria. A principal cidade do concelho, Alverca, continua de fora desta requalificação devido a problemas com a posse dos terrenos e incompatibilidades com as servidões aéreas das oficinas aeronáuticas.

Na primeira fase, entre Alhandra e Vila Franca de Xira, foram investidos mais de 6 milhões e 700 mil euros. A requalificação da frente ribeirinha da cidade de Vila Franca de Xira custou 13 milhões e 700 mil euros e a terceira fase, na zona sul do concelho entre Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, 7 milhões e 100 mil euros.»

Fonte: Jornal O Mirante (edição online de 24/12/2014; http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=684&id=105881&idSeccao=12189&Action=noticia#.VKEpicHvWg)

domingo, 26 de outubro de 2014

Resultados da Sessão Pública: «Sustentabilidade Local - participação e envolvimento das comunidades com a envolvente»


Decorreu no passado dia 17 de outubro, pelas 21.30, na Póvoa de Santa Iria, mais uma sessão pública organizada pela nossa associação. Desta feita, o tema em debate foi: «Sustentabilidade local – participação e envolvimento das comunidades com a envolvente».

A sessão contou com a presença de dois oradores convidados do Observa, centro de estudos da Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, os Doutores João Guerra e José Gomes Ferreira, tendo a condução e moderação dos trabalhos ficado a cargo do nosso associado e conterrâneo António Infante.

A plateia maioritariamente constituída por autarcas da União de Freguesias da Póvoa e Forte da Casa e pelos nossos associados, destoou de iniciativas anteriores (mais concorridas e diversas), embora esteja infelizmente em linha com outros eventos do tipo organizados no concelho pelas autarquias e outras, poucas, pelo movimento associativo.

A par da fraca adesão da população, destaca-se negativamente a ausência de qualquer membro do município de Vila Franca. Pensamos que o tema em discussão e a qualidade técnica dos especialistas que tínhamos em presença e do organismo que representam, mereciam outra resposta por parte da câmara, dos eleitos e forças políticas que o compõem.

Estamos em querer que esta situação terá sido episódica, que a importância dos temas contidos (sustentabilidade, escassez de recursos, participação cívica, governança local ou transparência), na discussão crítica e construtiva, como é apanágio da nossa associação cívica, tendo em vista a construção do futuro da democracia local, não se ficará no que à administração local diz respeito apenas pela sua alusão em planos e orientações políticas emblemáticas (como a Agenda 21 Local, Orçamento Participativo ou mais recentemente o Plano Municipal do Ambiente).

É preciso debater e praticar estes conceitos. Foi isso que procuramos fazer com relativo sucesso pois, se por um lado a fraca adesão em volume não foi positiva, por outro, após uma rica exposição por parte dos oradores, seguiu-se um conjunto de intervenções e contra intervenções, gerando-se um debate fluído e frutuoso entre a mesa e a plateia anormal neste tipo de sessões (ponto de destaque pela positiva).

Da sessão pensamos ser importante reter que:

- Sustentabilidade, não representa mais do que o já conhecido conceito de Desenvolvimento Sustentável. São portante conceitos similares, uma atualização fruto, em parte da moda e, por outro lado, da erosão do tempo;

- A dinâmica de crescimento e de utilização dos recursos escassos deverá nos próximos anos sofrer (por imposição da natureza e da escassez agravada) uma mutação (estagnação ou decrescimento económico, tendo como contrapartida o incremento de outras variáveis ligadas à sustentabilidade do ecossistema);

- A sustentabilidade deixará de ser vista como utopia e orientação ambientalista (quase radical) como uma imposição e terá descolar da questões económicas;

- A sustentabilidade está dependente da capacidade financeira, localização dos municípios e da vontade política dos autarcas, ao invés de se constituir como uma opção estrutural. Os planos e opções políticas declaradas raramente saem do papel, e quando saem estão ligadas à necessidade de garantir maior eficiência derivado das restrições orçamentais (p.e. gastos com iluminação pública);

- Os resultados, a nível nacional, de implementação das Agendas 21 Local são praticamente inexistentes. Muitos planos não saíram do papel;

- A promessa de uma governança local participada está por cumprir na nível na nacional. Os orçamentos participativos não podem ser apontados como uma panaceia para todos os males;

- (...).

A todos os envolvidos neste evento, o profundo agradecimento da Direção dos Amigos do Forte, pela disponibilidade e magnificência que conferiram à sessão, em especial aos oradores convidados e à Paróquia da Póvoa de Santa Iria que mais uma vez disponibilizou o seu auditório para uma das nossas iniciativas.

Aproveitamos para deixar a ligação à notícia publicada pelo Jornal O Mirante, o qual fez a cobertura jornalística da sessão.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Regeneração Urbana do Concelho de Vila Franca de Xira

 
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira está a desenvolver um estudo conducente à definição de uma estratégia de Regeneração Urbana para o Concelho de Vila Franca de Xira, com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

PrintO contributo e opinião de munícipes e organizações da sociedade civil revela-se imprescindível para a sua elaboração. Para isso, apelamos à sua participação nos debates temáticos, cuja calendarização aqui apresentamos, e que contarão com a presença de especialistas em cada área.
Venha debater connosco o desenvolvimento e qualidade de vida do Concelho!
 
 
13 Outubro - Revitalização Comercial

20 Outubro - Emprego e Atratividade Empresarial

27 Outubro - Habitação e Fundos de Desenvolvimento Urbano

03 Novembro - Energia e Sustentabilidade Urbana

10 novembro - Turismo e Cultura
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

20 de outubro - Dia Nacional das Linhas de Torres

 
O Parlamento aprovou no passado dia 17, por unanimidade, a criação do Dia Nacional das Linhas de Torres em "homenagem à resistência do povo português aliada à estratégia e engenharia militar" do "mais notável conjunto de fortificações das Guerras Napoleónicas".
 
"A criação do Dia Nacional das Linhas de Torres propõe ser uma justa homenagem à memória e resistência do povo português aliada à estratégia e engenharia militar. Ao espírito de sacrifício de todos aqueles que lutaram contra o invasor, fosse integrando o exército aliado, construindo as fortificações ou abandonando as suas casas e destruindo os seus bens, privando o exército invasor de se alimentar no terreno mas, também, pondo em causa a subsistência dos compatriotas e o futuro do país", lê-se na deliberação.
 
O projeto de resolução, aprovado por unanimidade, foi apresentado pelo PSD, PS e CDS-PP.
 

domingo, 12 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Conferência "Afirmar o Futuro - Políticas Públicas para Portugal"

 
Dias 6 e 7 outubro 2014
Fundação Calouste-Gulbenkian


O Instituto de Políticas Públicas (IPP) organiza em parceria com a Fundação a Conferência Gulbenkian 2014: Afirmar o Futuro – Políticas públicas para Portugal.
 
Serão dois dias de intenso e estimulante debate com os contributos de cidadãos provenientes de vários campos da vida social, em especial da Universidade, da esfera económica e empresarial, do mundo associativo, e da administração pública.


Áreas Temáticas

Instituições, finanças públicas e reforma do Estado
Coordenador: Paulo Trigo Pereira

Economia real e desenvolvimento sustentável ­
Coordenador: João Leão

Políticas sociais – segurança social, saúde, exclusão social
Coordenador: Pedro Pita Barros

Território, ordenamento e ambiente
Coordenador: João Ferrão

Organização

Comissário:
Viriato Soromenho-Marques

Comissão Científica:
Viriato Soromenho-Marques (coord.)
Paulo Trigo Pereira
Carlos Farinha Rodrigues
Marina Costa Lobo
Pedro Pita Barros
Ricardo Cabral


Oradores convidados

Mark Blyth ● Paul de Grauwe ● Ricardo Reis ● Ana Sofia Ferreira ● António Bagão Félix ● António Figueiredo ● António José Teixeira ● Artur Santos Silva ● Carlos Farinha Rodrigues ● Eduardo Marçal Grilo ● Eduardo Oliveira Fernandes ● Emílio Rui Vilar ● Eugénio Fonseca ● Fernando Medina ● Graça Franco ● Isabel Mota ● José António Pinto Ribeiro ● João Ferrão ● João Leão ● João Lobo Antunes ● João Seixas ● Jorge Vasconcelos ● José Joaquim Gomes Canotilho ● José Manuel Félix Ribeiro ● José Neves Adelino ● Luísa Schmidt ● Manuel Caldeira Cabral ● Margarida Corrêa de Aguiar ● Marina Costa Lobo ● Mário Centeno ●
Martin Essayan ● Miguel Cadilhe ● Miguel Pina e Cunha ● Nuno Ferrand de Almeida ● Nuno Garoupa ● Paulo Trigo Pereira ● Pedro Pita Barros ● Ricardo Costa ● Ricardo Paes Mamede ● Sevinate Pinto ● Teresa Gouveia ● Tiago Pitta e Cunha ● Viriato Soromenho-Marques

Fonte: http://www.ipp-jcs.org/pt/afirmar-o-futuro/

domingo, 28 de setembro de 2014

Economia Cívica

 
«Portugal cria primeiro fundo para a economia cívica num total de 150 milhões
 
Poiares Maduro quer a sociedade civil a trabalhar em conjunto com as entidades públicas e privadas, como já acontece em Londres
 
Portugal vai ser o primeiro país a criar um fundo de 150 milhões de euros para a economia cívica, em linha com a política de Bruxelas para o quadro comunitário 2014-2020. O projecto, anunciado ontem pelo ministro Poiares Maduro durante a conferência "Estratégia para a Economia Cívica em Portugal, um marco para a Europa", procura responder à recessão económica com investimentos em projectos de inovação e empreendedorismo, nomeadamente na área social, que envolvem toda a sociedade e alinham os interesses públicos com os privados.
 
Indy Johar e Filippo Addarii, da Solve London, explicaram o conceito desta nova economia através de exemplos concretos: na capital de Inglaterra, uma associação de proprietários investiu no up-grade das casas para reduzir o consumo de energia. O projecto foi apoiado pela plataforma e, cinco anos depois, houve redução de custos, não só em termos energéticos como noutras áreas, incluindo a saúde, uma vez que as idas ao médico e aos hospitais caíram a pique nessa zona.
 
"A ideia é que estes projectos não sejam uma obrigação, mas sim uma decisão dos cidadãos, que agem em colaboração com as entidades públicas, nomeadamente as locais", explicou Indy Johar, fundador da Solve London, ao i. Outro exemplo: a remoção dos lixos das ruas. A Solve London fez uma experiência que passou por pagar um fee pela menor produção de resíduos urbanos e, mais uma vez, teve bons resultados, com maior separação dos lixos e menos produção. "Num mundo em que os governos são responsáveis pela prestação deste tipo de serviços, não são previsíveis os recursos que vão ter de usar, no futuro, com estas actividades. Logo, isso cria um espaço para a intervenção da economia cívica, que pode vir a diminuir substancialmente a factura nos próximos anos."
 
Inglaterra tem vindo a investir na economia cívica nos últimos 15 anos, em políticas defendidas quer pela direita quer pela esquerda. "Ainda me surpreende a visibilidade dada a este tema", disse Filippo Addarii, que trocou a Itália por Inglaterra para melhor poder trabalhar nesta área. "Ainda no domingo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, esteve a falar da importância deste novo comportamento, que promove o sentido cívico das pessoas e as leva a associarem-se com as entidades públicas e privadas, e o 'The Times' levou o assunto à primeira página."
 
Para Indy Johar, um dos oradores da conferência de ontem, "estamos a entrar numa era em que a inovação social e cívica será uma força motriz do crescimento regional e da resiliência. O mercado de investimento social é um sector em crescimento no Reino Unido. Em 2013 valia cerca de 140 milhões de euros e está projectado chegar aos mil milhões em 2016". Johar acrescentou que, "impulsionado pela criatividade, energia e movimentação de uma gama diversificada de empresários cívicos e empresas socialmente focadas, o seu poder é cada vez mais reconhecido ao nível político, quer no G8, quer na União Europeia, quer ainda ao nível dos governos nacionais e locais. Estamos a assistir cada vez mais a investimentos estratégicos direccionados para uma série de novos públicos e nichos de mercado, através de iniciativas financiadas por filantropos privados, como a que envolveu uma doação de 703 milhões de euros ao Big Capital Social, ou os 117 milhões aplicados no Fundo Europeu de Investimento, para só citar alguns casos".
 
O novo Papa tem sido um dos mais acérrimos defensores desta nova economia, muito mais próxima das pessoas e que visa responder a problemas concretos do dia-a-dia das populações, como o apoio aos mais idosos ou a populações carenciadas, através de estruturas inovadoras que funcionam à margem do Estado, mas com o apoio e colaboração de entidades públicas e privadas.
 
Na conferência de ontem participaram, para além de Indy Johar, Simon Willis, CEO da Young Foundation do Reino Unido e especialista em inovação no sector público; António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto; David Wood, director da Initiative for Responsible Investment da Universidade de Harvard; monsenhor Giampietro Dal Toso, secretário-geral do Cor Unum (Santa Sé) e coordenador de todas as organizações católicas no mundo; Mario Calderini, assessor do governo de Itália em inovação social e membro da task force do G8 sobre investimento com impacto social; e Maria da Graça Carvalho, assessora da BEPA (Comissão Europeia) que apresentou o novo relatório sobre inovação social da comissão.»
 
Fonte: artigo de Margarida Bon de Sousa, de 26 de setembro de 2014, publicada pelo Jornal i online, em http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/portugal-cria-primeiro-fundo-economia-civica-num-total-150-milhoes/pag/-1

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Jornadas Europeias do Património 2014 - "Património, sempre uma descoberta"

 
Terão lugar nos dias 26, 27 e 28 de setembro as Jornadas Europeias do Património 2014, este ano subordinadas ao tema Património, sempre uma descoberta. Com este tema pretende-se chamar a atenção para a permanente novidade que o Património Cultural encerra, sempre atualizado através de novo conhecimento, novos olhares e novas interpretações; de igual modo o enorme potencial do Património, construído ou imaterial, e a sua  importância determinante para um desenvolvimento harmonioso e equilibrado da sociedade, estão contidos neste tema.
 
Entre sexta-feira e domingo, a entrada nos museus, monumentos e palácios sob tutela da DGPC é gratuita para quem participe nas iniciativas das jornadas.
O objetivo principal das JEP e de outras iniciativas locais é a sensibilização dos cidadãos para a importância da proteção e usufruto do património.
A apresentação pública das JEP está marcada para as 18:00, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, com a presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e do diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva, que apresentarão o programa e os prémios do concurso de fotografia "Num Instante... o Património!".
 

Diálogo em sociedade. Cidadania 2.0


«Evento arranca esta sexta-feira para mostrar que as redes e ferramentas sociais podem melhorar o diálogo em sociedade e aumentar a participação dos cidadãos. O conceito é ilustrado com 10 projetos. 

No Brasil, qualquer cidadão pode consultar gratuitamente dados sobre as escolas brasileiras e acompanhar a evolução do ensino no país. Como? Através do
QEdu, uma plataforma online produzida em 2012 pela Fundação Lemann, que visa contribuir para a qualidade da aprendizagem dos alunos brasileiros, e pela Meritt Informação Educacional, que organiza, disponibiliza e permite a manipulação dos dados de cada aluno, turma ou escola.

O QEdu é um dos projetos que vai ser apresentado no primeiro dia do evento
Cidadania 2.0, que decorre esta sexta-feira e sábado, no Teatro Rivoli, no Porto. A iniciativa nasceu em 2010 pelas mãos de Ana Neves e Ana Silva. Vítor Silva, também da organização, aderiu em 2011. O evento, sem fins lucrativos, pretende inspirar, informar e impulsionar projetos que, através das redes e ferramentas sociais, dados abertos e aplicações móveis, promovam o diálogo em sociedade e a participação ativa dos cidadãos.

“Queremos mostrar às pessoas, não com teorias, mas com projetos concretos, que as redes e ferramentas sociais podem melhorar o diálogo e a participação dos cidadãos”, explicou Ana Neves ao Observador.

Um dos objetivos para a edição deste ano era aumentar o número de organizações não-governamentais (ONG) e instituições públicas inscritas no evento e, apesar de o número das primeiras ter mais que duplicado face ao ano passado, a quantidade de instituições do Estado presentes diminuiu.

“Um dos grandes entraves é o desconhecimento por parte da Administração Pública [do que são estes projetos], que pensam que a cidadania 2.0 é apenas colocar dados cá fora. Têm uma visão muito limitada do que é possível fazer e não exploram as possibilidades”, adianta Ana Neves.

Os promotores do QEdu foram convidados pela organização do evento para mostrarem o projeto brasileiro aos portugueses. Através dos filtros disponíveis na plataforma, qualquer cidadão pode comparar rendimentos entre instituições de ensino, municípios e estados vizinhos. “A principal meta educacional de um país deve ser garantir ensino de qualidade a todos os alunos. No QEdu, você fica a saber quantos alunos aprenderam aquilo que é adequado para cada etapa e consegue, assim, compreender melhor a educação no Brasil”, lê-se na página oficial.

Dez ideias para mostrar como se faz

O QEdu não é o único projeto a ser apresentado no primeiro dia do Cidadania 2.0. Além da plataforma online brasileira vão ser apresentadas mais nove ideias, que versam sobre áreas tão distintas como tecnologia, saúde ou educação. O que têm em comum? Todos utilizam redes sociais e dados abertos para passarem as suas mensagens.

Da Comissão Europeia, chega o projeto belga
Futurium, uma plataforma online lançada pela Direção-Geral de Redes de Comunicação, Conteúdo e Tecnologia do organismo europeu. Objetivo: facilitar uma reflexão ampla sobre as futuras políticas europeias, combinando o caráter informal das redes sociais com a abordagem metodológica das previsões para envolver as partes interessadas na criação de futuros e ideias políticas.

Quem quiser contribuir para esta reflexão, pode fazê-lo enquanto criativo ou pensador visionário, escrevendo um artigo, ensaio ou enviando uma sugestão. Também pode ser verificar conteúdos, porque cada “futuro” deve cumprir com padrões mínimos de qualidade no que diz respeito às mensagens e ao estilo linguístico. Partilhar as contribuições dos pensadores ou promover conversas são outras formas de difundir a mensagem.

“Futurium pretende ter disponível conteúdo visionário e intrigante, que pode ajudar a informar [os cidadãos] sobre as reflexões políticas. Não importa o quão longe no tempo é, [o conteúdo] tem de ser inspirador”, lê-se na página da iniciativa.

De Espanha, chega o
FlipOver, plataforma online que ajuda a identificar desafios sociais, desenhando soluções e intervindo. eSolidar, Adoeci, Sense My City, Popstar, Invasoras.pt, PSP no Facebook e Portal da Transparência Municipal são os sete projetos portugueses que serão apresentados nesta sexta-feira. O eSolidar é um ecossistema de solidariedade online para aumentar a sustentabilidade e visibilidade das organizações sem fins lucrativos, através da compra, venda e licitação de produtos.

O Adoeci é uma plataforma para a partilha de experiências entre pacientes que tenham sido diagnosticados com uma patologia e respetivos familiares. Objetivo: criar registos como contactos médicos, estados de humor, entre outros. O Sense My City é uma aplicação desenvolvida para smartphones, que regista o dia-a-dia dos utilizadores para avaliar situações como consumos de combustível ou níveis de stress.

No Popstars, há recolha, medição e agregação de opiniões políticas e económicas manifestadas no Twitter, blogosfera e notícias, para confrontar estes dados com indicadores mais convencionais de opinião pública. O projeto invasoras.pt alerta para o problema das invasões biológicas e dá a conhecer plantas invasoras a nível nacional.

Todos os cidadãos que quiserem saber quais são as receitas, despesas municipais ou a sustentabilidade financeira do seu município, podem aceder a essa informação no Portal de Transparência Municipal.»
 
Fonte: notícia de Ana Pimentel, publicada pelo Observador, dia 26/09/2014, em http://observador.pt/2014/09/26/dialogo-em-sociedade-cidadania-2-0-arranca-hoje/

terça-feira, 22 de julho de 2014

Portal da Transparência Municipal

 
Foi ontem colocado na rede o Portal da Transparência Municipal:
 
Um mini portal que reúne 100 indicadores relativos à gestão dos 308 municípios, agregando dados até agora dispersos por várias bases públicas.

O Governo adianta que os cidadãos podem ali consultar dados de natureza social, financeira e orçamental do seu município, como por exemplo, qual a dívida por habitante ou comparar dados entre câmaras ou regiões.
 
A floresta permanece densa, contudo dá-se um passo rumo a uma Administração (no caso local)  um pouco mais transparente.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Abertas as Votações do Orçamento Participativo 2014

 
 

OP 2014
 
Entre os dias 01 e 31 de julho, decorre a votação dos projetos admitidos na edição de 2014 do Orçamento participativo do Município de Vila Franca de Xira.A lista completa dos projetos, assim como os códigos de votação via SMS poderão ser consultados através do  Portal do OP, nas Casas da Juventude e nas Juntas de Freguesia.
 
 
No caso do Forte da Casa as propostas dos cidadãos que passaram a projeto são as seguintes:


- Requalificação polidesportivo descoberto da 2.ª fase;
- Requalificação da zona envolvente das piscinas municipais do Forte da Casa;
- Requalificação da zona de paragem de autocarro R. da República (junto à Escola Secundária do Forte da Casa).
 
Para que os projetos sejam concretizados é necessário um n.º mínimo de votos equivalente a 0,5% da população residente ou 50 votos. Vote, de forma a não se perder o investimento como aconteceu nas três edições até agora realizadas!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Que fizeram os nossos eurodeputados europeus?

 
Entre outras importantes informações sobre o trabalho desenvolvido pelo Parlamento Europeu e Conselho Europeu, no site VoteWatch Europe pode analisar a atividade dos partidos, as propostas e outras iniciativas, os resultados das votações, bem como toda a atividade dos 24 eurodeputados portugueses durante a última legislatura comunitária.
 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Reserva natural nas antigas salinas de Alverca


«Os 40 hectares para onde estavam previstos armazéns já foram considerados a mais importante área de nidificação de aves da zona Norte da Área Metropolitana de Lisboa.


A Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou, por unanimidade, uma proposta do Bloco de Esquerda (BE) para que a câmara local dê os passos necessários para a classificação das antigas salinas de Alverca como Reserva Natural Local. O presidente da câmara também apoia a ideia, mas sublinha que será necessário desenvolver um processo negocial complexo com a Arco Central, a empresa imobiliária ligada ao BES (Banco Espírito Santo), que é proprietária do espaço.

Pelo meio coloca-se, também, a questão da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alverca construída em terrenos que, agora, pertencem à mesma imobiliária e que nunca foram pagos, nem pela câmara, nem pela Simtejo (empresa que gere o sistema intermunicipal de saneamento).

A Arco Central, por seu lado, anunciou, em 2013, que ia reclamar uma compensação em tribunal pelo facto de a câmara ter decidido chumbar um loteamento para 94.600 metros quadrados de armazéns que esteve previsto para as antigas salinas. Nessa altura, os seis votos conjugados da oposição camarária (3 da CDU e 3 da coligação liderada pelo PSD) sobrepuseram-se aos cinco do executivo socialista, que admitia que a Arco Central poderia ter ali alguns direitos adquiridos.

Certo é que as antigas salinas de Alverca, situadas entre a linha-férrea e o Tejo, a sul das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), são hoje um dos mais importantes refúgios de avifauna selvagem. Foram mesmo classificadas como biótopo Corine por uma organização internacional, e sabe-se que há uma grande interligação entre esta área e a vizinha Reserva Natural do Estuário do Tejo, situada do outro lado do rio.

Na Assembleia Municipal de Vila Franca, Maria do Carmo Dias, eleita do BE, apresentou, agora, uma moção em que defende a criação da Reserva Natural Local das Salinas de Alverca, frisando que este espaço, com cerca de 40 hectares, “revela-se extraordinariamente importante como área de nidificação e de refúgio alimentar de imensas espécies de aves selvagens”.

O documento sublinha que a importância natural deste sítio é “unanimemente” reconhecida por associações de defesa do ambiente e considera que a sua protecção como reserva natural poderá, também, criar condições para vir a integrar os roteiros internacionais de divulgação da ornitologia.

O socialista Alberto Mesquita, presidente da autarquia, também se mostra de acordo com a proposta, e julga que será possível “compatibilizar” esta ideia de reserva natural com os interesses dos privados que têm terrenos naquela área. “Encaro essa ideia como uma possibilidade”, disse o autarca ao PÚBLICO, admitindo que, para explorar a proposta, a câmara terá que começar por negociar com os proprietários dos terrenos.

“Queremos preservar o nosso meio natural, mas queremos também criar condições para instalação de empresas e criar postos de trabalho. Creio que, com um estudo de impacte ambiental apropriado e rigoroso, é possível encontra soluções. Vejo com simpatia a proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda”, assume o presidente da câmara, eleito pelo PS, frisando que já ali existem uma bacia de retenção e a ETAR de Alverca.

Na última sessão da assembleia municipal, António Sousa observou que a bancada do PS está de acordo com a proposta, mas relembrou que “os terrenos são privados” e que a aprovação da proposta “irá obrigar a câmara a negociar com os proprietários, o que o PS também defende”, referiu.

Carlos Patrão, eleito do BE, sustentou, por seu turno, que “é muito importante que exista esta reserva natural no concelho de Vila Franca de Xira”. Já Hélder Careto, eleito da Coligação Novo Rumo (PSD/PPM/MPT), também apoia a ideia, mas recordou que, no mandato anterior, a comissão de ambiente da assembleia municipal produziu um relatório sobre esta matéria e que a discussão do assunto deverá envolver várias entidades, desde logo o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Alberto Mesquita reafirmou, na assembleia municipal, que vê com muita simpatia a aprovação desta proposta, mas reconheceu que é necessário também encontrar uma solução em termos negociais com os privados. “O que sugiro é que possamos trabalhar uma solução, que apresentaremos à comissão respectiva da assembleia municipal para se poder pronunciar”.
No entender do autarca do PS, será possível compatibilizar ali uma “série de interesses”, desde a vontade dos órgãos municipais de criar a reserva natural, às pretensões dos privados, à ETAR e à ligação ao Parque Linear Ribeirinho, já existente a sul das antigas salinas.»

Artigo de Jorge Talixa
Jornal Público online
21 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

ROTA HISTÓRICA DAS LINHAS DE TORRES CRIA ASSOCIAÇÃO


«A Rota Histórica das Linhas de Torres constituiu-se numa associação de direito privado, designada de Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras.

A cerimónia decorreu a 11 de abril, na sala de sessões da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, pelas 10h00. No ato da escritura estiveram presentes os representantes dos seis municípios que integravam a Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres (PILT) que, agora, dá lugar à nova Associação: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

A Associação, sem fins lucrativos, é para já composta por 6 membros, todos municípios, mas contempla nos seus Estatutos a possibilidade de integrar outras entidades públicas e privadas.

Com sede no Centro de Interpretação das Linhas de Torres, em Sobral de Monte Agraço, tem como missão a defesa e valorização do património cultural, ambiental, histórico e urbanístico, relacionado com as Linhas de Torres, com vista à concretização dos seguintes objetivos: intercâmbio de experiências entre associados, nomeadamente ao nível da conservação do património; planificação e desenvolvimento de uma política de produção e promoção turística; planificação estratégica de uma política cultural; regulamentação e gestão da marca RHLT; promoção da consciencialização da importância histórica e patrimonial deste Monumento; e fomento económico para a população, promovendo o seu envolvimento interativo.

Inicia-se agora um novo ciclo que espera contar com o contributo de todos aqueles que se queiram associar a este projeto.»

segunda-feira, 31 de março de 2014

Rota histórica das Linhas de Torres vence Prémio Europa Nostra 2014

A Rota Histórica das Linhas de Torres é um dos 17 projetos vencedores do prémio Europa Nostra 2014, na categoria “Conservação”. Este prémio constitui uma distinção atribuída pela União Europeia e pela Rede Europa Nostra, no que se refere à preservação e defesa do património cultural Europeu, que vem reconhecer todo o trabalho conjunto desenvolvido pelos Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, no que concerne à salvaguarda e valorização do sistema defensivo conhecido por Linhas de Torres Vedras.
A candidatura foi apresentada, de forma conjunta, no passado mês de setembro e a atribuição deste prémio reveste-se de importante significado quanto ao reconhecimento internacional da intervenção profunda neste património, bem quanto à potenciação das Linhas de Torres Vedras enquanto destino turístico de qualidade.





Fonte: http://www.oribatejo.pt/2014/03/23/rota-historica-das-linhas-de-torres-vence-premio-europa-nostra-2014/

segunda-feira, 10 de março de 2014

Notícia do jornal "Voz Ribatejana" sobre o estudo do Orçamento Partivipativo


A edição n.º 81, de 12 de fevereiro último, do jornal "Voz Ribatejana", na sua terceira página, tratou de forma alargada o estudo da nossa associação sobre o Orçamento Participativo.
 
É uma notícia de página inteira, que dá também espaço à posição da CMVFX, que vem dar eco às nossas preocupações e propostas construtivas e, no fundo, dar destaque àquilo que mais importa: a necessidade de fomentar a participação dos cidadãos na vida pública.
 
A CMVFX, tal como na comunicação que teve oportunidade de nos enviar em resposta ao nosso estudo, entende que os resultados estão a melhorar, estão em linha com as experiências nacionais e  têm melhorado/inovado o suficiente de forma a tornar mais eficaz o processo.
 
Ora, quem olha para a realidade dos números, vê que isso não é bem assim. É fácil dizer-se que a participação se multiplicou por 5, mas não atentar à base de partida, especialmente se partirmos de bases baixas (isto é, quintuplicar entre anos uma votação que no ano base foi de 10, temos passado um ano 50 votantes).
 
Podemos brincar com os números, doura-los, mas eles no caso do orçamento participativo devolverão sempre uma adesão sofrível e uma realidade bem menos brilhante do que se quer fazer transparecer.
 
Este é um sub-orçamento que integra o orçamento global da CMVFX, pouco mais é do que isso, visto que de participado pouco tem.

Todos sabemos que o problema da participação não está nos meios que se utilizam na sua busca, mas nos valores que sustentam a vida em comunidade, na necessidade de acreditar que a atividade política e gestão da vida pública são atividades nobres e estruturantes da vida em comunidade. É isso que tem de mudar.
 
É preciso ter espaço e voltar a acreditar que vale a pena confrontar ideias em defesa do interesse público, e nessa matéria o orçamento participativo pouco ou nada tem ajudado.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Notícia do jornal "O Mirante" - Entrevista aos Amigos do Forte sobre o Orçamento Participativo

 
No seguimento do estudo sobre o Orçamento Participativo (OP) elaborado pela nossa associação em dezembro de 2013, o jornal O Mirante entrevistou dois elementos da Direção e publicou na sua edição em papel, de 17 de janeiro, e na sua página online, uma notícia sobre este tema, que transcreveremos de seguida.
 
Face ao título e conteúdo dessa peça jornalística, como espelham as conclusões e propostas de  melhoria a que chegamos no pequeno estudo elaborado (clique aqui para ler), segundo o nosso entendimento o que está em causa é o método, a implementação e a eficácia alcançadas e não o instrumento em si mesmo. Os Amigos não têm elementos suficientes para fazer apreciações em termos de dispêndio de dinheiros públicos, consideram antes que o OP é um instrumento interessante e a desenvolver/melhorar, que se trata de um investimento: em infraestruturas coletivas e na cidadania.

Isto é, apesar de O Mirante referir que o instrumento só serve para gastar dinheiro, a associação e os entrevistados não se reveem nessa expressão. As
declarações atribuídas ao vice-presidente não são literais, são antes fruto de uma amalgama de respostas e perguntas que lhe retira sentido. Defende antes que o modelo não pode ser uma panaceia para os problemas da participação e, paralelamente, a fraca adesão servir de justificação para o abandono de modelos participativos ou abandonar batalha de conquista dos cidadãos para a vida pública, para a vida das comunidades onde se inserem.

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Notícia:
 

«Conclui a associação cívica do Forte da Casa que fez um estudo sobre o programa Orçamento participativo de Vila Franca não cativa a população e só serve para gastar dinheiro


Nos últimos três anos os orçamentos participativos de Vila Franca de Xira apenas tiveram a participação total de um por cento da população e nas freguesias mais pequenas nem sequer chegaram a votar dez pessoas. Os números constam de um estudo da associação cívica “Os Amigos do Forte”, de Forte da Casa, que analisaram o impacto das três últimas edições do orçamento participativo e concluíram que o modelo não funciona. O estudo foi tornado público na semana em que a câmara aprovou o modelo para 2014-2015, que assenta nos mesmos pressupostos dos anteriores.

O último ano foi aquele em que se registou uma maior participação da população, com 770 munícipes, o que representa 0,6 por cento dos 136 mil habitantes residentes no concelho de Vila Franca de Xira. No primeiro ano do projecto apenas participaram 163 pessoas, qualquer coisa como 0,1 por cento da população. Falhas na comunicação com a população, falta de envolvimento com as associações cívicas e da comunidade, falta de capacidade de motivar os munícipes a apresentar projectos e a falta de acompanhamento a cada uma das propostas apresentadas são algumas das falhas apontadas no estudo.

 O documento já seguiu para a presidência da câmara e para a junta de freguesia, mas não houve qualquer tipo de resposta. “O orçamento participativo não pode ser mais um instrumento que os políticos apresentem como sendo a panaceia para os problemas de participação. A persistência neste modelo é um fait-divers, andamos a perder tempo e dinheiro com isto quando podia ser feito de maneira diferente e produzindo resultados”, lamenta o vice-presidente da associação, Jorge Portijo, em declarações a O MIRANTE.

Para “Os Amigos do Forte” algumas formas de melhorar o processo passam por diversificar a forma como se comunica o projecto com a população, alterar o modelo de participação de base individualista para uma concertação e consenso de ideias, apostar mais na relação com as comunidades e menos na plataforma online e criar uma equipa independente que monitorize o processo e verifique o cumprimento das regras.

“A câmara não tem toda a responsabilidade pela falta de participação cívica da população, mas acaba por basear o orçamento numa plataforma digital e não o traz para a rua, para as escolas, para os pontos de decisão. É isso que falta”, nota o presidente da associação cívica, Eduardo Vicente. A associação conclui o estudo reflectindo que, a manter-se as taxas de adesão “sem expressão e abaixo da média”, a tendência será a população começar a sentir descrédito pela eficácia do modelo e das obras vencedoras.

Um milhão de euros para intervenções

O orçamento participativo de Vila Franca de Xira para este ano volta a ter disponível uma verba de um milhão de euros. Os munícipes são novamente convidados a participar em sessões de esclarecimento nas várias freguesias do concelho onde poderão dar sugestões de projectos a realizar. Na última reunião de câmara foi aprovada a calendarização para o orçamento participativo deste ano. As sessões públicas vão realizar-se entre Janeiro e Março, sendo que haverá depois um período de análise técnica e os projectos vão a votos em Junho. A população pode votar através de mensagem de telemóvel, pela internet ou nas juntas de freguesia, bibliotecas municipais e casas da juventude. A execução dos projectos vencedores será em 2015.»
 
Jornal O MIRANTE
Imprimido em 16-01-2014 16:56:46
Edição de 16-01-2014

Registos fotográficos do 10.º Aniversário d' Os Amigos do Forte


Pela ordem como são apresentadas, temos:
 
- duas imagens dos convivas no interior do centro de interpretação do Sobral de Monte Agraço;
 
- ainda no interior do centro, temos mais 4 fotos seguintes, respetivamente: uma maqueta do Forte do Alqueidão; replica de canhão e telegrafo e outros elementos presentes no local; gravura que retrata a batalha travada no Sobral entre portugueses e franceses; e uma réplica da fardamento de um soldado francês.

- nas últimas duas fotos temos uma imagem da visita guiada realizada ao Forte do Alqueidão e a outra do bolo comemorativo do 10.º aniversário da associação, que fechou o almoço típico realizado no restaurante Vilamanjar.


 







 
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

10.º Aniversário - Programa Comemorativo (19/Janeiro/2014 - Domingo)

 
No âmbito da comemoração do nosso 10.º aniversário, organizamos uma visita guiada ao centro interpretativo das linhas de torres de Sobral de Monte Agraço, seguida de visita ao maior reduto das linhas torres, Forte do Alqueidão, localizado nas imediações desta localidade, e a finalizar o já usual almoço comemorativo, conforme programa abaixo.
 
Há a necessidade de inscrição prévia. As inscrições para as visitas guiadas são imitadas.
 
O transporte ficará a cargo dos convivas, sendo certo que no local da partida se fará uma alocação,combinar entre todos, dos presentes pelas viaturas a .
 
O encargo com o almoço ficará na ordem de valores de anos transatos, cerca de 15,00€/pessoa.
 
Programa de visita
 
9.30 – Concentração no reduto nº38 no Forte da Casa
10.30 – Centro Interpretativo do Sobral de Monte Agraço (visita guiada)
11.30 – Visita ao Forte do Alqueidão (visita guiada)
13.00 – Almoço comemorativo em restaurante na zona do Sobral de Monte Agraço

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Reunião 10 Janeiro - sexta-feira - 21 horas


Avisam-se todos associados e cidadãos em geral que a próxima reunião da nossa associação é já no dia 10 de janeiro de 2014, sexta-feira, pelas 21 horas, no Pavilhão Gimnodesportivo do Forte da Casa.

Naturalmente que a par do tratamento de questões do foro administrativo da associação, este encontro é o habitual ponto de encontro aberto a todos e onde todos podem partilhar e discutir ideias, pontos de vista sobre a comunidade ou problemas que tenham identificado.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bom 2014!

 
Votos de bom 2014!

Um ano que se espera de fortes adversidades e de enormes desafios, também no domínio cidadania, renovamos a nossa vontade e disponibilidade para trabalhar em prol da comunidade e desse desafio maior que é o contributo para uma sociedade melhor.

Contamos com todos os contributos, contem com a nossa ação!